Diário do Amapá - 03/02/2026

Há 45 ano$… Um mistério ronda o Brasil há 45 anos e ganhou mais atenção de técnicos sérios do Governo – por que o País já gastou R$ 18 bilhões com a interminável usina nuclear de Angra 3? Um estudo sigiloso do BNDES, que já circula na Câmara e deve parar nas mãos dos ministros do TCU, aponta duas saídas: São mais R$ 24 bi para concluir e R$ 22 bi para cancelar o projeto. Caixa e BNDES recebem R$ 800 mi/ano em parcelas. ‘Au’vião Com a desistência da GOL Linhas Aéreas em transportar animais no bagageiro inferior, a concorrente Azul, que tem o maior portfólio de destinos atendidos do País, comemora um avanço nesse segmento: transportou em 2025 mais de 70,2 mil pets. Guru eleitoral Centenas de senadores e deputados receberam um e-mail de Pai Tony de Oxalá para “Apoio Espiritual Estratégico Para Sua Campanha Eleitoral”. Babalorixá de Candomblé e tarólogo, ele propõe ser um consultor para abrir caminhos. Atende de candidatos a prefeito a presidente. Diz que prepara “energeticamente o candidato e sua equipe” e faz “limpezas espirituais de demandas, inveja, energias de ataque e sabotagem”. Rio 40º O xadrez da disputa pelo Governo do Rio de Janeiro dentro da ALERJ: Altineu Cortes trabalha para eleger o deputado Douglas Ruas (PL). Seria palanque para Flávio Bolsonaro no Estado. André Ceciliano (PT) é o nome de Lula. O prefeito Eduardo Paes (PSD) articula por Nicola Miccione, o chefe da Casa Civil de Claudio Castro. Além de nome técnico e bom gestor, ele não concorreria contra Paes em outubro. Ano de eleição AAcademia Brasileira de Direito Eleitoral e Político decidiu estruturar participação técnica inédita nas audiências públicas do TSE sobre as regras das Eleições de 2026. A entidade criou grupo de trabalho específico para analisar as minutas das resoluções eleitorais e formular propostas ao Tribunal, antes mesmo do início formal do calendário eleitoral. Para evitar desgastes sobre temas como propaganda, IA e prestação de contas. Tarcísio e Flávio Há exatamente um ano, em fevereiro de 2025, a Coluna publicou que Flávio Bolsonaro era o nome do clã para candidatura à Presidência da República, o que foi oficializado só em dezembro. A equação é simples: Tarcísio de Freitas (Rep), o governador de São Paulo, sempre disse que era candidato à reeleição, nunca falou em Planalto. Quem quer ver Tarcísio presidente, hoje, é a Febraban, CNA e CNI, entidades controladas por bancos, agronegócio e indústria que, tradicionalmente, criam agendas propositivas para candidatos e almejam lançar um nome que lhes atenda. Ao contrário de Anthony Garotinho e João Doria Jr – que tinham cenários favoráveis para reeleição aos governos do Rio e SP, respectivamente, quando se lançaram a presidente – Tarcísio não mordeu essa isca de armadilha. Vai a uma tentativa de reeleição com altos índices de aprovação, e abriu caminho para o plano de Jair Bolsonaro. Resta saber com quem essas instituições poderosas, representativas de boa parte do PIB, vão desfilar de mãos dadas a partir de julho. Com o presidente Lula da Silva ou o Zero Um dos Bolsonaro. O governo brasileiro vai apoiar a candidatura da ex- presidente do Chile Michelle Bachelet para secre- tária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em publicação nas redes sociais, nesta segunda- feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, em oito décadas de história, é hora de a organização “finalmente” ser comandada por uma mulher. De acordo com Lula, a trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Na publicação, ele destacou seu currículo, como a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. Lembrou ainda que ela exerceu funções de alto nível no sistema multilateral. “No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”, escreveu Lula. “Sua experiência, liderança e compromisso com o mul- tilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”, completou o presidente bra- sileiro. Atualmente, o português António Guterres comanda o secretariado das Nações Unidas. Ele foi reeleito em 2021 para um segundo mandato de 5 anos (2022-2026), após iniciar sua gestão em janeiro de 2017. O novo secretário-geral assume o cargo em 1º de janeiro de 2027. Apoio conjunto Em nota, o Ministério das Relações Exteriores explicou que a candidatura de Bachelet foi apresentada formalmente, nesta segunda-feira, pelos governos do Chile, do Brasil e do México. ■ PIONEIRISMO Lula anuncia apoio à Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU A Secretaria Nacional de Trânsito (Se- natran) tornou público, neste domingo (1º), o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. O documento estabelece critérios claros sobre trajeto, percurso e forma de avaliação das provas práticas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), válidos para todo o país. “A adoção de parâmetros nacionais visa conferir coerência ao processo avaliativo, reduzir assimetrias regionais e fortalecer a confiança da sociedade no sistema de habi- litação”, diz o próprio manual. Ainda no texto, a secretaria informa que o estabelecimento de diretrizes nacionais a serem cumpridas pelos Departamentos de Trânsito (Detrans) de todo o Brasil busca “aproximar o exame prático de direção vei- cular da realidade” com que o futuro moto- rista, se aprovado, irá se deparar nas ruas do país. “O exame deve refletir situações reais de condução, permitindo avaliar o compor- tamento do candidato diante de contextos efetivamente vivenciados no trânsito coti- diano, e não a execução pontual de proce- dimentos dissociados da prática diária da condução”, informa o texto, apontando uma mudança de paradigma. “O modelo nacional de exame prático adotado neste manual está alicerçado em análises técnicas, dados de sinistros [aci- dentes] e evidências relacionadas à dinâmica da circulação viária, de modo a atribuir maior relevância avaliativa às condutas que efetivamente comprometem a segurança. Ao direcionar o foco da avaliação para esses elementos, o manual contribui para um exa- me mais coerente, proporcional e alinhado aos objetivos da política pública de trânsito, evitando a supervalorização de aspectos de baixo impacto para a segurança viária”, com- pleta o texto. Reprovação Uma das principais mudanças, o fim das faltas eliminatórias automáticas, inverte a lógica de pontuação com que alguns De- trans operavam. Com isso, todo candidato passa a ser avaliado pela soma de pontos decorrentes das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) cometidas du- rante o percurso. E condutas que não confi- guram infração de trânsito, como “deixar o veículo morrer”, deixam de gerar reprovação automática. “Nos termos da norma vigente, o can- didato inicia o exame com pontuação zero, sendo acrescidos pontos conforme as infra- ções de trânsito constatadas durante a ava- liação, de acordo com sua natureza e gravi- dade”, estabelece o manual. Para ser aprovado no exame de condução, a nota do candidato não pode exceder os dez pontos. As infrações são pontuadas conforme a classificação do CTB: leve (1), média (2), grave (4) e gravíssima (6). ■ HABILITAÇÃO SAIBA MAIS SOBRE AS NOVAS REGRAS NACIONAIS PARA TIRAR A CNH V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 03 DE FEVEREIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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