Diário do Amapá - 04 e 05/02/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA E QUINTA-FEIRAS | 04 E 05 DE FEVEREIRO DE 2026 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta segunda-feira (2) o envio do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) para o Congresso Nacional. O despacho foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Os parlamentares brasileiros precisam aprovar o tra- tado para que ele possa entrar em vigor, o que deve ocorrer ao longo das próximas semanas em votações tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Fe- deral. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. Ele foi assinado por representantes dos dois lados no último dia 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai. ■ DESPACHO Lula envia acordo comercial Mercosul-UE para o Congresso Nacional ● A pressão causada pelos juros altos fez a indústria brasileira perder rit- mo nos últimos meses do ano e fechar 2025 com crescimento de 0,6%. Apesar da desaceleração na reta final do ano, o resultado marca o terceiro ano se- guido de expansão da produção industrial brasileira. Os dados fazem parte da Pesquisa In- dustrial Mensal, divulgada nesta terça- feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geo- grafia e Estatística (IBGE). Em 2024, o avanço foi de 3,1%; e em 2023, de 0,1%. A perda de ritmo em 2025 é fácil de ser percebida quando são com- parados dados do primeiro e do segundo semestres. Até junho, a produção indústria acu- mulou crescimento de 1,2%na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já nos últimos seis meses do ano, a variação foi nula (0%) nesse mesmo tipo de com- paração. Especificamente de setembro até dezembro, o resultado foi recuo de 1,9%. O IBGE apurou que em dezembro a produção das industrias do país caiu 1,2%, o pior resultado desde julho de 2024 (- 1,5%). Dos últimos quatro meses do ano, três foram queda e um (outubro) teve va- riação nula. O desempenho de 2025 coloca a in- dústria em um patamar 0,6% acima do período pré-pandemia de covid-19 (feve- reiro de 2020) e 16,3% abaixo do ponto mais alto já alcançado, em maio de 2011. Setores No ano passado, a indústria apresentou crescimento em duas das quatro grandes categorias econômicas: bens de consumo duráveis: 2,5% bens intermediários (componentes ou produtos transformados usados para fa- bricar outros bens): 1,5% bens de consumo semi e não duráveis: -1,7% bens de capital (máquinas e equipa- mentos): -1,5% Das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE, 15 apresentaram avanço, com des- taque para indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Em 2025, foi registrada alta na produção em 49,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE. Efeito dos juros De acordo como gerente da pesquisa, André Macedo, o motivo para a indústria patinar no fimdo ano é a políticamonetária restritiva, ou seja, o patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic. “Os juros altos têm esse caráter de di- minuir a intensidade da economia, e o setor industrial está nesse contexto”, ana- lisa. Macedo explica que com juros em patamar elevado, há um adiamento das decisões das empresas de fazer investi- mentos. Ele acrescenta que a políticamonetária restritiva também tem reflexo no consumo das famílias, que significou “desaceleração importante” no segmento de bens duráveis nos últimos meses de 2025. “Afeta, por parte das famílias, as deci- sões em relação ao consumo”, aponta. O gerente da pesquisa chama atenção também para a elevação dos níveis de inadimplência, uma vez que o juro alto deixa os empréstimos mais caros. Um retrato em dezembro foi a pro- dução de veículos automotores, que recuou 8,7% - maior pressão negativa na passagem de novembro para dezembro. Ele indica que o último mês de 2025 teve maior pre- sença de paralisações e férias coletivas nas fábricas. Preocupação com inflação Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória crescente da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma esca- lada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% o ano, elevando-a até 15% em junho de 2025. ■ INDÚSTRIA FECHA 2025 COM ALTA DE 0,6%, PRESSIONADA PELOS JUROS ALTOS IBGE V Foto/ Reprodução

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=