Diário do Amapá - 04 e 05/02/2026

CIDADES QUARTA E QUINTA-FEIRAS | 04 E 05 DE FEVEREIRO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Alunos serão recebidos nas 108 unidades escolares de Macapá. ■ ● Mais de 38 mil estudantes da rede municipal voltam às aulas na segunda-feira (9) C om a intensifica- ção do período chuvoso e a pro- ximidade do pico das Sín- dromes Respiratórias Gri- pais (SRG) e de sua forma aguda grave (SRAG), entre os meses de abril e junho, o Governo do Amapá re- força o alerta aos pais e responsáveis para redo- brarem os cuidados com a saúde das crianças. A atenção é fundamental para reconhecer sinais iniciais da doença, adotar medidas preventivas e buscar aten- dimento adequado no momento certo. Dados do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) apontam que, no pe- ríodo de 5 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, foram registrados 323 casos de síndromes respiratórias e 51 casos de SRAG. No mesmo período do ano passado, os registros foram de 312 e 54, respectivamente. Embora haja estabilidade, o cenário exige vigilância constante, especialmente durante o inverno amazônico, quando há maior circulação de vírus respiratórios. Segundo o especialista, é essencial que os pais saibam diferenciar os quadros leves dos mais graves. “Na síndrome respiratória aguda grave, a criança já apresenta falta de ar, desconforto respiratório e queda de saturação. Esses sinais exigem atenção imediata e a busca por um serviço de referência”, alerta. GOVERNO ALERTA PAIS SOBRE PERÍODO DE PICO DE SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS NO AMAPÁ 9 Com a intensificação das chuvas, o monitoramento epidemiológico do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) já aponta leve alta nos casos; especialistas orientam sobre o fluxo de atendimento ■ Cuidados preventivos * Manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente contra gripe e covid-19; * Lavar as mãos com frequência e utilizar álcool em gel; * Ensinar etiqueta respiratória às crianças maiores; * Manter ambientes ventilados e evitar aglomerações; * Não levar a criança à escola quando estiver com sintomas gripais. Rinaldo Junior Médico epidemiologista do HCA “No inverno amazônico, observamos um aumento de síndromes gripais e de síndrome respiratória aguda grave em crianças. A síndrome gripal apresenta sintomas leves, como coriza, tosse, febre e congestão nasal” SAÚDE De acordo com Rinaldo Junior, sintomas gripais leves podem ser avaliados na atenção básica. “Para quadros leves, o ideal é procurar a unidade básica de saúde do bairro. Esses casos permitem aguardar um ou dois dias para avaliação médica, já que a classificação costuma ser verde ou azul — ou seja, não urgente”, orienta. Por outro lado, sinais de agravamento indicam ne- cessidade de urgência. “Se a criança estiver mais cansada, com tosse intensa e secreção, irritada, sem se alimentar ou com dificuldade para respirar, o atendimento deve ocorrer em um centro de referência, como o pronto atendimento infantil”, reforça o médico. Rede estadual preparada para atender A rede estadual está organizada para receber os pe- quenos pacientes em diferentes níveis de complexidade. Além do PAI e do HCA emMacapá, que são referências para casos graves (classificações amarela, laranja e ver- melha), a população conta com unidades de porta aberta para urgências em locais estratégicos: * Macapá: UPA Zona Norte e Zona Sul, Hospital Maternidade Mãe Luzia e Maternidade Bem-Nascer. * Santana: Hospital Estadual de Santana. * Interior: Hospitais Regionais de Laranjal do Jari, Porto Grande e Oiapoque. O Governo do Amapá reforça que a orientação correta e a busca oportuna pelos serviços de saúde são decisivas para evitar internações e complicações, ga- rantindo proteção às crianças durante o período de maior circulação viral. ■

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=