Diário do Amapá - 06/02/2026

Alô, mulheres Hoje é o Dia Nacional da Mamografia, exame que aumenta chances de cura do câncer de mama em até 90%. Segundo o Ministério da Saúde, em 2025 só 37% das mulheres acima dos 40 anos realizaram o exame, enquanto a meta da OMS é de 70%. Lorena Amaral, radiologista do laboratório Exame, destaca que o diagnóstico precoce “permite detectar lesões pequenas, possibilitando tratamentos menos invasivos às pacientes”. Rio em alta Os investimentos de capital privado no Estado do Rio de Janeiro, em 2025, ultrapassaram R$ 283 bilhões. Os dados são da Junta Comercial. O capital social total, resultante das empresas abertas no ano e das alterações contratuais que registraram aumento de recursos nos negócios, somou R$ 283.422.333.794,00. Um crescimento de 181% em relação a 2024, quando foram registrados R$ 100.857.559.322,02. E então, Delegada? Carece de explicações a informação da Polícia Civil de Salvador de que não há investigação contra a delegada Priscila Lued. A reportagem teve ciência de apuração na Corregedoria sobre os fatos ainda sem conclusão. E o parecer do MP sobre a suspeita de conduta parcial dela contra o empresário Lucas Abud indica que a delegada deve, sim, tomar a iniciativa de se explicar à chefia. Veja mais no site da Coluna. Gasol no tanque Com a confirmação de que é investigado pelo STJ, os opositores do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), cravam que o camburão da Polícia Federal vai visitá-lo antes da campanha – para uma busca ou até prisão. Citam que o governador é a eminência parda do escândalo do BRB com Master. Enquanto isso, Ibaneis segura entrega de obras viárias para abril (quando sai ao Senado) e lasca o trânsito em alguns bairros. Suprema balela A pressão sobre o ministro Dias Toffoli, do STF, que segurou na Corte o inquérito da PF sobre Daniel Vorcaro, tem seus motivos. Ministros e até o presidente Lula, que sabem dos bastidores, sugerem a Toffoli enviar o processo para a Justiça comum. Pelo simples fato: só há minuta de venda de terras no Nordeste oferecida por um parlamentar. Nada mais. Ou há outras razões não reveladas pelo togado…? 01 cresce e aparece Os trackings mais recentes nas mãos do PT e do PL explicam a calmaria de Valdemar da Costa Neto, chefão do partido bolsonarista, e a inquietude dos petistas no Congresso e Palácio: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cresceu estupendamente nas últimas semanas e aparece quase empatado com o presidente Lula da Silva (PT) nas intenções de votos para a Presidência. Foram estes trackings também, mostrados por Jair Bolsonaro a Tarcísio de Freitas (Rep), que motivaram o governador a tentar a reeleição – como ele sempre repetiu como seu projeto político. A Paraná Pesquisas de semana passada e a Meio/Ideia de ontem já confirmaram o salto do filho 01 do ex-presidente. Os palacianos e o staff do PL esperam com ansiedade duas próximas pesquisas nacionais que podem confirmar esses trackings de “consumo” interno dos caciques. O Ministério Público Militar (MPM) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez descaso com a ética militar ao se envolver na trama golpista que pretendia impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República. Segundo o órgão, o ex-presidente violou os princípios éticos de fidelidade à pátria e de lealdade, entre outros. A conclusão faz parte da representação na qual o órgão pediu, nesta terça-feira (3), ao Superior Tribunal Militar (STM) a perda da patente do ex-presidente, que é capitão da reserva do Exército, e a consequente expulsão da força militar após a condenação a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para defender a expulsão de Bolsonaro do Exército, o MPM citou as violações cometidas pelo ex-presidente. “Sem muito esforço, portanto, nota-se o descaso do ora representado Jair Messias Bolsonaro para com os preceitos éticos mais básicos previstos no art. 28 da Lei 6.880/1980 [Estatuto dos Militares]". Segundo oMPM, a decisão do Supremo que condenou Bolsonaro e outros acusados pela tentativa de golpe de Estado demonstra a gravidade da conduta de militares que juraram respeitar a bandeira nacional. "São incontroversas, como se verá a seguir, a gravidade dos delitos cometidos e a violação dos preceitos éticos militares que os representados outrora juraram volun- tariamente respeitar perante a bandeira do Brasil, em intensidade que aponta para a declaração de indignidade e a consequente perda do posto e da patente que ostentam e da qual fizeram uso", sustentou o órgão. ■ TRAMA GOLPISTA Bolsonaro fez descaso com preceitos éticos dos militares, diz MPM A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1, que concede um dia de descanso a cada seis trabalhados, parecem ter entrado de vez no radar legislativo no início de ano. Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na última segunda-feira (2), o pre- sidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre. No mesmo dia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Re- publicanos-PB), prometeu que o debate avan- çaria na Casa. O senador Paulo Paim (PT-RS), autor de uma das propostas mais antigas em tra- mitação e que está pronta para ser votada no plenário do Senado, aposta que a popu- laridade do assunto em ano eleitoral e o apa- rente empenho das autoridades são a melhor oportunidade de aprovar essas conquistas trabalhistas. "Eu acho que o momento é muito propí- cio. Nós temos a posição do presidente Lula, que é fundamental; Ele se posicionou em 1º de maio [do ano passado] e em outras falas que ele fez, de que chegou a hora de acabar com a escala 6x1. O próprio empresariado já está meio que assimilando, o setor hoteleiro, o comércio já se estão se enquadrando. Não temmais volta, é só uma questão de tempo", afirmou em entrevista à Agência Brasil. Diversas propostas Em dezembro do ano passado, na Câ- mara, a subcomissão especial que analisa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovou a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas se- manais, mas rejeitou o fim da escala 6x1. Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi mais adiante e aprovou, também no início de dezembro de 2025, o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6x1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanais, de forma gradual. É a PEC 148/2015, de autoria de Paim, pronta para ser pautada em plenário a qualquer momento. Ao todo, há sete proposições em trami- tação no Congresso, quatro na Câmara e três no Senado. Há entre os autores de projetos similares expoentes de diferentes espectros ideológicos, como os senadores Cleitinho (Republicanos-MG), Weverton Ro- cha (PDT-MA) e a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP). "A jornada máxima de 40 horas semanais vai beneficiar em torno de 22 milhões de trabalhadores. Se baixássemos para 36 horas, seriam 38 milhões de beneficiados. Há dados que mostram que as mulheres acumulam até 11 horárias diárias de sobrejornada. Essa redução teria um impacto direto em favor das mulheres", argumenta Paim. O senador cita o número de 472 mil afastamentos em 2024 por transtornos men- tais, segundo dados do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). "A redução da jornada melhora a saúde mental e f ísica, a satisfação no trabalho, reduz a síndrome do esgotamento". ■ CONGRESSO NÃO HÁ MAIS RAZÃO PARA MANTER ESCALA 6X1 E JORNADA DE 44H, DIZ SENADOR V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 06 DE FEVEREIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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