Diário do Amapá - 06/02/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 06 DE FEVEREIRO DE 2026 A produção brasileira de sacas beneficiadas de café pode ser recorde e subir 17,1% em 2026, de acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, o volume produzido deve somar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, superando o ciclo anterior, de 2025. “Se confirmado o resultado, este será um novo re- corde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab. Mais terra e produtividade O crescimento se deve a fatores como o aumento de 4,1% na área usada para a produção, também em relação ao ano passado. A estimativa é que 1,9 milhão de hectares sejam plantados na atual temporada. A Conab projeta ainda elevação de 12,4% na pro- dutividade em relação à safra passada, com uma colheita de 34,2 sacas por hectare. De acordo com a companhia, a melhora da produ- tividade se deve às condições climáticas mais favoráveis e à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras. Arábica e conilon Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025. “Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a companhia. A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon. A safra estimada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa alta de 6,4% na comparação com a produção obtida em 2025. De acordo com a Conab, se confirmada essa pro- jeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições cli- máticas mais favoráveis até o momento. ■ PRODUTIVIDADE Conab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026 ● A balança comercial registrou o se- gundo maior superávit para meses de janeiro desde o início da série histórica, beneficiada pela queda das im- portações, divulgou nesta quinta-feira (5) oMinistériodoDesenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês pas- sado, as exportações superaram as impor- tações emUS$ 4,342 bilhões, alta de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões no mesmo mês de 2025. O resultado da balança comercial para meses de janeiro só perde para 2024. Naquelemês, houve superávit deUS$ 6,196 bilhões. O valor das exportações e das impor- tações: Exportações: US$ 25,153 bilhões, queda de 1% emrelação a janeiro do ano passado; Importações: US$ 20,810bilhões, queda de 9,8% na mesma comparação. O valor das exportações é o terceiro melhor parameses de janeiro desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para janeiro de 2024 e de 2025. As impor- tações registraramo segundomelhor janeiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado. Setores Nadistribuiçãopor setores da economia, as exportações em janeiro variaram da se- guinte forma: Agropecuária: 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio; Indústria extrativa: -3,4%, com alta de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio; Indústria de transformação: -0,5%, com recuo de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio. Produtos Os principais produtos responsáveis pela queda das exportações em janeiro foram os seguintes: Agropecuária: cafénão torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não moídos (-33,6%); Indústria extrativa, óleos brutos de pe- tróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%); Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (- 50,4%). No casodo agronegócio, as exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, por causa da ante- cipação de embarques, e as vendas demilho não moído aumentaram 18,8%. Em relação ao petróleo bruto, a queda nas exportações chega aUS$ 364,6milhões em relação a janeiro de 2025. Tradicional- mente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manu- tenção programada de plataformas. Em relação às importações, a queda está vinculada ao petróleo e à desaceleração da economia, coma diminuição dos inves- timentos. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes: Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não moídos (- 35,5%); Indústria extrativa: óleos brutos de pe- tróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%); Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos com- bustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%). Projeções Para este ano, oMdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bi- lhões. As exportações devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as importações entre US$ 270 bi- lhões e US$ 290 bilhões. As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. ■ BALANÇA COMERCIAL TEM SEGUNDO MELHOR RESULTADO PARA JANEIRO EXPORTAÇÕES V Foto/ Divulgação/Porto de Santos
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