Diário do Amapá - 07/02/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 07 DE FEVEREIRO DE 2026 Pelo sexto mês seguido desde o tarifaço do governo de Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos acumularamqueda. As vendas para aChina, no entanto, continuaram a subir, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do De- senvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Emjaneiro, as vendas para os EstadosUnidos totalizaram US$ 2,4 bilhões, recuo de 25,5% em relação aos US$ 3,22 bi- lhões no mesmo mês de 2025. As importações de produtos norte-americanos também caíram 10,9% para US$ 3,07 bi- lhões. O resultado foi um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral em desfavor do Brasil. Esta foi a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras aos EUA desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo de Donald Trump a produtos do Brasil, em meados de 2025. Apesar de a tarifa ter sido parcialmente revista no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas às alíquotas extras, que variam entre 40% e 50%. China Na contramão do desempenho comos Estados Unidos, o comércio com a China apresentou resultado positivo. As exportações brasileiras ao país asiático cresceram 17,4% em janeiro, somando US$ 6,47 bilhões, contra US$ 5,51 bilhões um ano antes. As importações caíram 4,9% para US$ 5,75 bilhões, o que garantiu ao Brasil um superávit de US$ 720 milhões no mês. Entre os principais parceiros comerciais, a corrente de comércio - soma de importações e exportações - com a China alcançou US$ 12,23 bilhões, alta de 5,7%. Já o inter- câmbio com os Estados Unidos somou US$ 5,47 bilhões, queda de 18%, refletindo a redução tanto nas exportações quanto nas importações. Outros mercados O comércio com a União Europeia gerou superávit de US$ 310milhões para o Brasil, embora a corrente comercial tenha recuado 8,8% em relação a janeiro de 2025. As expor- tações para o bloco caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%. Com a Argentina, o Brasil registrou superávit de US$ 150 milhões, mesmo com a forte retração de 19,9% no co- mércio bilateral. As exportações brasileiras ao país vizinho caíram24,5%e as importações recuaram13,6%na comparação anual. ■ RETRAÇÃO Exportações aos EUA caem 25,5% em janeiro, mas vendas à China sobem ● A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) comunicou à Petrobras, nesta quarta-feira (4/2), que a companhia poderá retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazo- nas, na Margem Equatorial, quando cum- prir novas condições estabelecidas. O trabalho havia sido paralisado no dia 6 de janeiro deste ano, devido ao vazamento de um fluido. Segundo a Petrobras, tratava-se de um fluido de perfuração, usado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás. Esse composto ajuda a controlar a pressão do poço e a prevenir o colapso das pare- des. Organizações indígenas e ambien- talistas manifestaram preocupação com o vazamento, e a estatal afirmou que o fluido de perfuração atende aos limites de toxicidade permitidos pela lei, é bio- degradável e não oferece danos ao meio ambiente ou às pessoas. Exigências A retomada das atividades somente poderá ocorrer após a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração ─ um tubo de grande diâ- metro que conecta o poço de petróleo no fundo do mar à sonda, que é a unidade de perfuração flutuante na superf ície. O riser de perfuração funciona como uma extensão temporária do poço, per- mitindo que a broca e a coluna de per- furação desçam ao fundo do mar. Tam- bém é essa estrutura que guia o retorno da lama de perfuração de volta à sonda, garantindo a segurança e o controle do poço. Além de fazer a substituição, a Pe- trobras deverá apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da adequação da instala- ção. Na nota, a ANP diz ainda que a Pe- trobras terá que revisar o Plano de Ma- nutenção Preventiva, com a redução do intervalo de coleta de dados dos regis- tradores de vibração submarina nos pri- meiros 60 dias. Outra exigência é utilizar as juntas do tubo de perfuração reserva somente após o envio dos respectivos certificados de conformidade, comprovando que fo- ram inspecionadas e/ou reparadas de acordo com as normas aplicáveis. A agência reguladora acrescentou que realiza auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a última segunda-feira (2). Petrobras Ao comunicar o vazamento na Foz do Amazonas, no dia 6 de janeiro deste ano, a Petrobras garantiu que “adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes”. A estatal relatou que houve perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de per- furação ao poço Morpho, no bloco ex- ploratório (FZA-M-059). A empresa disse ainda que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança e que a ocorrência também não oferece riscos à segurança da ope- ração de perfuração”, afirmou a estatal. A Petrobras foi procurada para co- mentar a decisão da ANP, mas até o fe- chamento da matéria ainda não tinha retornado. ■ ANP IMPÕE CONDIÇÕES PARA RETOMADA DE PERFURAÇÃO NA FOZ DO AMAZONAS PARALISADO V Foto/ Petrobras/Divulgação

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