Diário do Amapá - 08 e 09/02/2026

POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 08 E 09 DE FEVEREIRO DE 2026 15 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa U A rápida ação de policiais civis colocou atrás das grades um homem de 48 anos de idade, acusado de abusar sexualmente de uma menina autista. O fato ocorreu na tarde dessa sexta-feira, 6, na cidade de Santana, a 17 quilômetros do centro de Macapá. De acordo com informações, o sus- peito teria se aproximado da criança, de 11 anos, que estava agitada em frente a uma loja na rua José Bruno de Oliveira Gomes, com o pretexto de ajudá-la a se acalmar, porém a acom- panhante da vítima percebeu que ele passou a tocar as partes íntimas da menina. O agressor chegou a oferecer dinheiro para que a garota o acompa- nhasse e a abraçou, caminhando rapi- damente com ela. A testemunha impediu o ato, pu- xando a criança pelo braço. O crimi- noso fugiu em direção ao Hospital de Emergência da cidade. Assim que foramacionados, agentes da Delegacia Especializada no Atendimento a Mu- lher (Deam) de Santana realizaramdi- ligências e conseguiram localizar o agressor, que mesmo apresentando comportamento agressivo, foi preso em flagrante. O elemento já tem passagens pelo crime de roubo e estava em liberdade para tratamento médico, sendo mo- nitorado por uma tornozeleira eletrô- nica. Ele será apresentado emaudiência de custódia e seguirá à disposição da Justiça. ■ O 8º Batalhão da Polícia Mi- litar prendeu nessa sexta- feira, 6, um homem de 58 anos de idade, por estupro de vul- nerável. Carlos Baía dos Santos é acusado de abusar sexualmente da vizinha, uma criança de apenas três anos de idade. O crime ocorreu no bairro Marabaixo IV, na zona oeste de Macapá. Segundo informações, na quin- ta-feira, 5, a menina passou a re- clamar de dores nas partes íntimas. A mãe da garota percebeu que ela também apresentava assaduras no local. Uma testemunha procurou a fa- mília da vítima e mostrou um vídeo gravado por ela em seu telefone ce- lular, onde Carlos aparece sentado em um sofá, nos fundos de sua re- sidência, com a criança entre suas pernas e cometendo o abuso. Imediatamente, a mãe da menor acionou a polícia. Após analisar as imagens, os militares foram até a casa do agressor, localizada na ave- nida Floresta, e o prenderam em flagrante. Carlos Baía foi conduzido e apre- sentado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Praticados Contra a Criança e Adolescentes (Dercca), onde os procedimentos cabíveis foram adotados. Agora, ele segue a disposição da Justiça. A vítima e sua responsável legal também foram levadas para a uni- dade policial para receber o devido acolhimento e a realização dos exa- mes periciais. ■ JURI POPULAR Após cinco anos do crime, Maria Darci senta no banco dos réus; ela responde por homicídio qualificado sobre José Éder, por motivo fútil VIZINHA GRAVA MOMENTO EM QUE HOMEM ABUSA SEXUALMENTE DE CRIANÇA DE 3 ANOS DE IDADE BARBARIDADE PEDOFILIA DE TORNOZELEIRA ELETRÔNICA, DETENTOABUSA DEMENINAAUTISTANO CENTRO DE SANTANA N a próxima terça-feira, 10, a Justiça amapaense irá julgar um dos crimes mais brutais e cometido com requinte de frieza ocorrido na cidade de Macapá: o assassinato do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, ocorrido em novembro de 2021. A ré no processo, Maria Darci Farias Moraes Gonçalves, que era ex-esposa da ví- tima, chegou a ser presa em flagrante, porém meses depois teve a prisão convertida para domiciliar com o uso de tornozeleira ele- trônica. Em junho do ano seguinte, sete meses após o fato, ela deixou de usar o equi- pamento, por determinação do Poder Judi- ciário. Atualmente, Maria Darci reside no sul do país e, segundo informações, vive outro relacionamento conturbado. Ela será julgada por homicídio qualificado, por motivo fútil. Amãe de José Éder, donaMariaMargarete Ferreira, usou as redes sociais e, numdesabafo emocionante, clamou por Justiça pelo filho. “…desde o dia em que meu filho se foi, eu aprendi a viver com um silêncio que grita. Ele tinha sonhos, tinha um sorriso fácil, tinha futuro. Mas, tudo isso me foi ar- rancado de forma cruel, injusta, irreparável. Hoje eu não falo só por mim. Eu falo por uma vida que foi interrompida, por uma história que não teve a chance de continuar. A dor de uma mãe não tem descanso, ela acorda comigo, caminha comigo e dorme ao meu lado todas as noites. Mas, a dor não pode ser maior que a verdade. Eu não busco vingança, eu busco justiça. Justiça para que o nome do meu filho não seja apenas mais um número. Justiça para que nenhuma outra mãe precise aprender a sobreviver sem o abraço do seu filho. Enquanto houver silêncio, eu vou falar. Enquanto houver impunidade, eu vou lutar. Porque o amor de uma mãe não morre, e a memória do meu filho merece respeito, verdade e justiça”, disse ela em um vídeo publicado pela família. A filha do casal, Ingrid Ferreira, tinha 12 anos de idade quando, juntamente com o irmão, que tinha 14 anos, viu a mãe matar o pai. “Eu estava lá, eu vi tudo…não sinto raiva, perdoei ela, mas às vezes sinto medo. Não sei exatamente como vou me sentir com o resultado do julgamento. Só sei que dói lem- brar de tudo que aconteceu. Mas, a dor maior é de ter perdido meu pai e minha mãe ao mesmo tempo”, expôs a adolescente em uma troca de mensagens com a repor- tagem do Diário do Amapá . ■ MULHER QUE MATOU POLICIAL PENAL A FACADAS VAI A JULGAMENTO TERÇA-FEIRA, 10 ELEN COSTA DA REDAÇÃO

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