Diário do Amapá - 08 e 09/02/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 08 E 09 DE FEVEREIRO DE 2026 Num dia de recuperação no mercado finan- ceiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,20 e eli- minou parte das altas dos últimos dias. A bolsa de valores teve ganho moderado e voltou a encostar nos 183 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,22, com recuo de R$ 0,034 (- 0,64%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão, chegando a R$ 5,20 por volta das 14h45, mas reduziu o ritmo de queda com investidores aproveitando a cotação baixa para comprar moe- da. Com a queda desta sexta, o dólar caiu 0,65% na semana. Em 2026, a divisa acumula baixa de 4,9%. Ibovespa O mercado de ações teve mais um dia de re- cuperação. Após a forte queda na quarta-feira (4), o índice Ibovespa, da B3, subiu pela segunda vez consecutiva e atingiu 182.950 pontos, com alta de 0,45%. A bolsa alternou altas e baixas durante a sessão, mas firmou a tendência de alta perto do fim das negociações. Na semana, o Ibovespa subiu 0,87%. Fatores externos Sem grandes notícias no cenário interno, o mercado financeiro foi dominado por fatores ex- ternos. A recuperação das bolsas estadunidenses, que subiram nesta sexta após várias quedas con- secutivas, beneficiou o mercado global. Nos últimos dias, ações de empresas de tec- nologia despencaram por receio do estouro de uma bolha no setor de inteligência artificial. No entanto, parte da queda foi revertida nesta sexta, porque os papéis ficaram baratos, atraindo o in- teresse de compradores. *com informações da Reuters ■ CÂMBIO Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo ● N o mês de janeiro, a indústria auto- motiva teve queda na produção e na venda de veículos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pela AssociaçãoNacional dos Fabricantes deVeí- culos Automotores. A produção caiu 12% na comparação com o mesmo mês do ano passado e 13,5% em relação a dezembro, com 159,6 mil uni- dades produzidas. Já as vendas caíram 0,4% em relação a janeiro de 2025 e 39% emcomparação a de- zembro, com170,5mil veículos licenciados. Para aAnfavea, o volume vendido emjaneiro ficou “praticamente estável” na comparação anual em razão de um dia útil a menos neste ano de 2026. Entreos veículos vendidos, os automóveis registraram alta de 1,4% na comparação anual, enquanto os comerciais leves avan- çaram 3%. Entre os veículos pesados, os emplacamentos apresentaram retração em janeiro. As vendas de ônibus recuaram33,9% e as de caminhões, 31,5%. Um dos destaques entre os licencia- mentos são os veículos eletrificados, que agora participam com 16,8% no total de vendas, um recorde para o setor. Segundo a entidade, 35% desses veículos eletrificados são produzidos no país. “Éomelhor percentual da sériehistórica. Tivemos aproximadamente o emplacamento de mais de 27 mil unidades e 9,6 mil desse total foramproduzidas aqui no Brasil”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea. As exportações, por sua vez, caíram 18,3% ante omesmomês de 2025, com25,9 mil unidades exportadas. SegundoaAnfavea, a queda foi influenciada principalmente pela retração de 5% nos embarques para a Ar- gentina. Já em relação a dezembro houve aumento de 38,3%. “Isso foi puxado por uma redução de 5% na demanda argentina. Isso é um dado de contínua atenção da Anfavea, dado que pode sinalizarumadesaceleraçãonademanda do país vizinho, umdos principais parceiros comerciais automotivos doBrasil”, disseCal- vet. Programas Em entrevista coletiva concedida hoje, o presidente da Anfavea comemorou o fato de o governo não ter prorrogado a isenção de impostos para importação de kits de veí- culos desmontados, que expirou em janeiro. Uma das empresas que se beneficiava dessa isenção era a montadora chinesa BYD, que opera no Brasil principalmente no modelo SKD, em que o veículo é importado quase pronto, comumamontagemlocalmais sim- ples e commenor complexidade industrial. “Eu comemoro isso por acreditar que a não-prorrogação estimula a produção local. Ao não prorrogar nós todos estamos no ca- minho de sofisticar nossa produção, inter- nalizar e gerar mais emprego aqui. Essa é umaposiçãoemdefesadaproduçãonacional”, ressaltou. Quanto ao Carro Sustentável, que zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros de entrada fabricados no país com alta eficiência energética e susten- tabilidade, Calvet disse não ver possibilidade desse programa ser renovado pelo governo. “O programa do Carro Sustentável foi um importante indutor da demanda de veí- culos leves no país”, disse, lembrando que o programa atingiu 282 mil unidades empla- cadas, número 22% superior a quando o programaaindanãoexistia. “Masnãoacredito que o programa será prorrogado porque está ancorado no IPI e o IPI tem data para acabar porque teremos a reforma tributária a partir de 2027", disse Calvet. Já sobre oMove Brasil , que oferece cré- ditoparaacompradecaminhões, opresidente da Anfavea disse esperar pelos impactos nos próximos meses. “Esperamos que os resultados do programa já possamser vistos emfevereiro emarço. Oprograma temtudo para ser um sucesso”. ■ PRODUÇÃO E VENDA DE VEÍCULOS CAEM EM JANEIRO, APONTA ANFAVEA QUEDA V Foto/ Rovena Rosa/Agência Brasil
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