Diário do Amapá - 10/02/2026
Proteção Após a deputada estadual Renata Souza (Psol- RJ) relatar novas ameaças de morte, o Ministério dos Direitos Humanos enviou ofício à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, e frisou urgência para medidas protetivas à parlamentar e família. Desde 2020, Renata registrou cinco B.O.s com ameaças à sua vida, por combater milicianos. As intimidações foram levadas à ONU, OEA e ao MP. Streaming Estudo da Netflix sobre hábitos de streaming mostra que os consumidores passammais de três horas diárias assistindo a séries e filmes, demandando eficiência dos meios de pagamento digital para garantir boa experiência. A Pagsmile, que já opera na indústria de streaming, processou em 2025 mais de US$ 13 milhões em valores transacionados, suportou mais de US$ 4 mi em transações, com ticket médio de US$ 6 por usuário. Ludopatia Com 199 casas de apostas legalizadas, de acordo com o Ministério da Fazenda em janeiro, o Brasil tem a 1ª plataforma de monitoramento comportamental de jogadores. A plataforma vai sinalizar às operadoras sobre o risco de ludopatia dos usuários. A ferramenta foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (EBAC Brasil). Povo empreende O Brasil ganhou 5,1 milhões de empresas em 2025, de acordo com a emissão de cartão CNPJ da Receita Federal. Segundo o Sebrae, o número é 18,6% maior que o ano anterior, com 4,3 milhões. Foram 3,8 milhões de microempreendedores individuais, 927 mil microempresas, e 207 mil de pequeno porte. Quase 64% delas (3,2 mi) são do setor de Serviços, Comércio (1 milhão), Indústria (383 mil), Construção (344 mil). Liderança digital O Partido Liberal consolidou-se como a principal força política digital do Rio de Janeiro, aponta estudo da DadoDado Insights Estratégicos sobre o desempenho de deputados federais, estaduais e vereadores da capital no Instagram. Os perfis do PL somammais de 11 milhões de seguidores e ultrapassaram 40 milhões de interações nos últimos três meses. O PSOL é o 2º colocado em seguidores com 3,5 milhões. Juntos & Misturados A campanha presidencial deste ano ganha contornos curiosos, na melhor forma politiqueira quando o assunto é projeto de Poder, não de o País. Os bastidores das negociações apontam que os três grandes partidos de Centro vão fincar cada pé nos dois lados na iminente polarização. Os comandos do PSD, do União e do Progressistas (estes dois últimos em federação) vão liberar as bancadas para fechar com Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados, sem coalizão nacional. Cada diretório regional escolherá seu lado, no melhor cenário que lhes beneficie nas urnas. E para confundir mais o eleitor, em cada Estado as bancadas vão liberar seus deputados para apoiarem quem quiserem. Será a campanha dos juntos & misturados. Assim, eles levam a melhor: Independentemente de quem vencer a eleição, as três legendas garantem seus espaços no futuro Governo federal. P eríodo de relaxamento e comemoração, o Carnaval requer atenção à prevenção de acidentes com a rede elétrica, alerta o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee),MarcosMadureira, em entrevista à Agência Brasil. A Abradee destaca que, no primeiro trimestre do ano passado, foram registrados 176 acidentes envolvendo a rede no país, e o carnaval é um período em que pode haver descuido e aumento dos riscos de incidentes desse tipo. Entre os acidentes registrados entre janeiro e março de 2025 no país, 65 resultaram em mortes. No mesmo período de 2024, foram 177 acidentes, com 81 mortes. Madureira avaliou que a queda do número de mortes ob- servada na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o de 2024 é um bom sinal, “mas não é um sinal de satisfação. Ainda há acidentes fatais. A gente tem que buscar acidente zero”, concluiu. Fatores de risco De acordo como presidente da Abradee, os dados reforçam a necessidade de ações contínuas de prevenção e conscientização das pessoas, especialmente em períodos de festas populares, chuvas de verão e atividades informais em áreas urbanas. Entre os fatores de risco estão o contato de serpentinas metálicas com fios, ligações clandestinas e a proximidade de estruturas metálicas da rede elétrica, que ampliam de forma significativa o risco de choques, curtos-circuitos, incêndio e acidentes fatais. No caso das serpentinas metálicas, Marcos Madureira lembrou que elas conduzem energia elétrica e, ao terem contato com a rede elétrica, podem estabelecer um elemento de conexão entre as pessoas que estão lançando, aquelas que se encontram próximas do local e a rede elétrica. “São cuidados importantes que se temque ter para garantir segurança”. Na instalação de arquibancadas, estruturas de apoio ou de barracas, por exemplo, Madureira disse que as distribuidoras devem ser procuradas para fazer as conexões da forma correta. Fios desencapados, partidos ou não aterrados de forma con- veniente podem oferecer riscos às pessoas. ■ INSTALAÇÕES IRREGULARES Carnaval requer prevenção de acidentes com rede elétrica, diz Abradee O Super Bowl, final do campeonato de fu- tebol americano, que aconteceu na noite deste domingo (8), na cidade de Santa Clara (Califórnia), virou uma festamulticultural pró-imigrantes a favor de países latino-americanos e teve forte conteúdo anti-Trump. A partida entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots acabou quase sendo umdetalhe no meio de todo o evento. A escolha do cantor porto-riquenhoBadBunny, que fazmuito sucesso nomundo todo atualmente, anunciado há alguns meses, desagradou o presidente Donald Trump, que semanifestou contrário à presença do artista no Super Bowl. A apresentação de Bunny foi marcada pelo orgulho latino-americano e pelo apoio aos imigrantes que vivem nos Estados Unidos. Mas o tom crítico à política anti-imigração do atual governo norte-americano começou cedo. Antes do início da partida, a banda Green Day, abertamente anti-trump, se apresentou e tocou alguns de seus maiores hits, incluindo American Idiot. Ovocalista Billie Joel Armstrong não citou nominalmente o presidente americano, como já fez em shows recentes, mas a presença do grupo punk no evento também pode ser considerado um recado a Trump. Bad Bunny A apresentação de Bad Bunny, no intervalo da partida, foi histórica, principalmente por causa da política anti-imigração do governo norte-americano e da forte atuação do ICE, polícia que atual contra imigrantes ilegais e que vem cometendo grandes abusos e até mortes. O artista fez um show totalmente político e multi-cultural, enaltecendo todas as nações la- tino-americanas e a importância que têmdentro dos EUA. Bunny não citou diretamente Trump ou o ICE, mas todo o show trouxe o orgulho latino para o centro do Levi’s Stadium. Com todas as músicas e todas as suas falas em espanhol, o artista foi rodeado por umcenário que reproduzia uma plantação de cana-de-açucar, que já foi uma cultura forte em Porto Rico e ainda é em vários outros da região. Elementos culturais latinos foram surgindo conforme Bunny se movimentava pelo campo. A cantora Lady Gaga, convidada do astro da noite, surgiu cantando a música Die With a Smile, em inglês mesmo, só que numa versão em ritmo latino. Ricky Martin, também porto- riquenho, se juntou à festa. Ele cantou a música Lo Que Le Pasó a Hawaii, de Bunny, e que tem como tema a colonização predatória praticada pelos governos americanos. A reação de Trump foi quase que imediata. Em sua rede social, a Truth Social, o presidente escreveu: “O show do intervalo do Super Bowl é ab- solutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido, é uma afronta à Gran- deza daAmérica, e não representa nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está di- zendo, e a dança é nojenta, especialmente para crianças pequenas que estão assistindo por todos os Estados Unidos e no mundo. Este ‘show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso País, que es- tabelece novos padrões e recordes todos os dias, incluindo omelhormercado de ações na história! Não há nada inspiracional nessa bagunça de show do intervalo, que terá ótimos reviews da mídia de fake news, porque eles não têm ideia do que está acontecendo noMUNDOREAL. E, aliás, a NFL deveria substituir imediatamente essa regra do pontapé inicial. FAÇAAAMÉRICA GRANDE DE NOVO! Presidente Donald J. Trump”. ■ PROTESTO FINAL DO FUTEBOL AMERICANO VIRA FESTA MULTICULTURAL PRÓ-IMIGRANTES V Foto/ Carlos Barria ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 10 DE FEVEREIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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