Diário do Amapá - 11/02/2026

V Foto/ Arquivo pessoal Q uem vê Viviane Araújo, Viviane Winkler e Monique Rizzeto arrasando no shape durante o carnaval não imagina o treino que existe por trás de muito samba no pé. No caso delas, a responsável pelo visual é a treinadora Carol Vaz, de 42 anos, que também monta os treinos da cantora Marvvila e da fisiculturista Patricia Parada. A preparação das musas e rainhas das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro começa cerca de três meses antes do carnaval. Ao Terra, Carol afirma que suas alunas, no entanto, trabalham o corpo escultural o ano inteiro. "Eu costumo dizer que elas colhem os fru- tos na época do carnaval de um trabalho bem fei- to o ano todo. O que eu cobro sempre das mi- nhas alunas é o com- prometimento, por isso que sempre deu certo. Não tem a ver exclusi- vamente com perfor- mance, mas com o quanto elas são com- prometidas", diz. Treinadora há 22 anos, Carol conta que seu foco sempre foi trei- nar mulheres. "É uma opção mesmo. Já fui campeã 25 vezes como treinadora de atletas de fisiculturismo. Algumas que foram campeãs são, hoje em dia, rainhas e musas. A Vivi Winkler foi campeã comigo 4 ve- zes, enquanto a Moni- que Rizzeto foi campeã comigo 6 vezes", exempli- fica. E o que não faltam no Instagram da coach das famosas são vídeos dos preparativos intensos das musas e rainhas. Ela explica que a musculação é es- sencial para que elas brilhem nos desfiles com um excelente condicionamento f ísico. "Não é só samba, tem uma performance, está todo mundo olhando para elas. Estar bem condi- cionada é importantíssimo. Quanto mais forte o seu corpo, menos você sobrecarrega suas articulações. Se uma pessoa não tem o músculo fortalecido, ela pode começar a sentir dor no joelho por conta do samba excessivo", acrescenta. ■ Treinadora de famosas explica como são os preparativos para o carnaval: 'Não é só samba' TRABALHO DURO “Quanto mais forte o seu corpo, menos você sobrecarrega suas articulações. Se uma pessoa não tem o músculo fortalecido, ela pode começar a sentir dor no joelho por conta do samba excessivo" Condicionamento Trecho Do Texto R esistir a um doce nem sempre é apenas uma questão de disciplina. Para quem trava uma batalha diária contra a vontade de comer açúcar, a ciência traz uma explicação reconfortante: o desejo por doces é, muitas vezes, resultado de um ciclo biológico que envolve o funcionamento do organismo e do cérebro. Pesquisadores da Universidade McGill, no Ca- nadá, em conjunto com nutricionistas de Nova York, explicam que esse impulso está diretamente ligado às variações da glicose no sangue. Quando o nível de açúcar sobe rapidamente após o consumo de carboidratos simples, ele tende a cair logo em seguida. Essa queda brusca envia um sinal ao cérebro, que passa a pedir mais energia, geralmente na forma de alimentos doces e altamente palatá- veis. Para quebrar esse ciclo, especialistas recomendam uma estratégia simples, mas eficaz: evitar o consumo isolado de carboidratos. A orientação é sempre combiná-los com fibras e proteínas, que desaceleram a digestão e ajudam a manter a glicemia mais estável ao longo do dia. Esse equilíbrio reduz os picos de fome e diminui a necessidade de buscar açúcar como solução rápida. Outro fator decisivo, e muitas vezes ignorado, é o sono. Noites mal dormidas afetam diretamente os centros cerebrais responsáveis pelo controle do apetite e da recompensa. Com o cérebro desregulado, cresce a busca por estímulos imediatos e prazerosos, como chocolates, bolos e outros doces. Dormir pouco, portanto, não apenas cansa, mas também aumenta o apetite por açúcar. Os especialistas também fazem um alerta sobre o uso excessivo de adoçantes artificiais. Embora pareçam uma alternativa mais saudável, eles podem manter o paladar condicionado ao sabor extrema- mente doce, dificultando a redução do consumo de açúcar a longo prazo e perpetuando o desejo por sobremesas. A chave, segundo os profissionais, está em in- terpretar corretamente os sinais do corpo. Em muitos casos, a vontade intensa por doces não é fome real, mas um pedido por mais equilíbrio na rotina, seja na alimentação, no descanso ou no ge- renciamento do estresse. ■ POR QUE SENTIMOS TANTA VONTADE DE COMER DOCE? CIÊNCIA EXPLICA Anvisa alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 9, sobre o risco do uso das ‘canetas emagrecedoras’. De acordo com o órgão, houve um aumento de notificações de pancreatite aguda rela- cionadas ao uso do medicamento. O alerta menciona os medicamentos como dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida, o que inclui os co- mercializados com os nomes Ozempic e Mounjaro. O comu- nicado destaca que os ricos já aparecem nas bulas, mas que o aumento dos casos exigiu o reforço das orientações de segu- rança. De acordo com a Anvisa, a autoridade reguladora do Reino Unido (MHRA) notificou 1.296 casos de pancreatite relacionados aos usuários desses medicamentos, com 19 óbitos, entre 2007 e 2008. No Brasil, de 2020 até 7 de dezembro de 2025, foram noti- ficadas 145 suspeitas de eventos adversos e seis suspeitas de casos com desfecho de morte. O comunicado também destaca que “os medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado”. ■ MEDICAMENTO V Foto/ Freepik V Foto/ Jaap Arriens/NurPhoto via Getty Images ■ Carol Vaz ao lado de Marvvila, musa da escola de samba Portela ■ Anvisa alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico ■ Adeus ao docinho: o que faz o corpo pedir tanto açúcar Para quebrar esse ciclo, especialistas recomendam uma estratégia simples, mas eficaz: evitar o consumo isolado de carboidratos GERAL QUARTA-FEIRA | 11 DE FEVEREIRO DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa COMPULSÃO

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