Diário do Amapá - 11/02/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 11 DE FEVEREIRO DE 2026 Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para omenor nível em21meses e fechou abaixo de R$ 5,20. Abolsa de valores teve forte alta e bateu recorde, superando os 186 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032 (-0,62%). A cotação caiu durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A partir daí, investidores aproveitaram para comprar moeda barata, mas a moeda não deixou de operar em baixa. A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,47% em 2026. O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O indicador foi puxado por ações de bancos, de pe- troleiras e de mineradoras, setores commaior peso no índi- ce. Aúltima vez emque o Ibovespa tinha batido recorde foi no último dia 3. A bolsa brasileira sobe 15,69% em 2026. Recomendação da China Odólar iniciou o pregão emqueda frente ao real, acom- panhando omovimento nomercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contri- buíram para a queda. Os números do mercado de trabalho americano, divul- gados na semana passada, vieram abaixo do esperado. Isso aumentou as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) volte a reduzir os juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene. ■ MOEDA Dólar cai para o menor valor em 21 meses, e bolsa bate recorde ● O s preços da conta de luz e da ga- solina mediram força em janeiro e fizeram a inflação oficial domês fechar em 0,33%, mesmo patamar de de- zembro. Em janeiro de 2025, o IPCA tinha sido de 0,16%. Com o resultado, a inflação oficial - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - acumula 4,44% em 12 meses, dentro do limite má- ximo de tolerância da meta do governo. A gasolina exerceu a maior pressão de alta, respondendo por 0,10 ponto per- centual (p.p.) do índice, enquanto a conta de luz mais barata representou -0,11 p.p. Os dados foram divulgados nesta ter- ça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. A meta A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto per- centual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Desde no- vembro passado, o IPCA está dentro do limite de tolerância. Desde o início de 2025, o período de avaliação dameta é referente aos 12meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se es- tourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos. Instituições financeiras ouvidas pelo BoletimFocus, do Banco Central, estimam que o IPCA deve terminar o ano em 3,97%. O índice O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e servi- ços). Influências Dos nove grupos de produtos e servi- ços, dois apresentaram recuo no mês. Confira os resultados e impactos no índi- ce. Comunicação: 0,82% (0,04 p.p.) Saúde e cuidados pessoais: 0,70% (0,10 p.p.) Transportes: 0,60% (0,12 p.p.) Despesas pessoais: 0,41% (0,04 p.p.) Alimentação e bebidas: 0,23% (0,05 p.p.) Artigos de residência: 0,20% (0,01 p.p.) Educação: 0,02% (0,00 p.p.) Habitação: -0,11% (-0,02 p.p.) Vestuário: -0,25% (-0,01 p.p.) Combustíveis O grupo transportes foi o de maior impacto, influenciado pelos combustíveis, que subiram 2,14% no mês em média. A gasolina individualmente foi o preço que mais pressionou para cima a inflação, com alta de 2,06%. A explicação está no aumento do rea- juste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a valer na virada do ano. O tributo é esta- dual, mas foi reajustado em todo o país. O IBGE também apurou elevação no etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%). No fimde janeiro, a Petrobras anunciou redução de 5,2% no preço da gasolina. Para o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, “é preciso aguardar para ver como esse impacto chegará ao consumi- dor”. Ainda no grupo transportes, o ônibus urbano subiu 5,14% em média. Os pes- quisadores calcularam reajustes de tarifas em seis capitais: Fortaleza (20%), São Paulo (6%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%). O IPCA é um índice nacional, mas comportamentos de preço locais exercem influências na média do país. No sentido contrário, transportes por aplicativo (-17,23%) e passagem aérea (- 8,9%) tiveram queda de preços. ■ CLASSE DOMINANTE BRASILEIRA ENTENDE O ESTADO COMO DELA, DIZ HADDAD IPCA V Foto/ Freepik
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