Diário do Amapá - 12/02/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUINTA-FEIRA | 12 DE FEVEREIRO DE 2026 Amovimentação de cargas nos terminais portuários brasileiros atingiu 1,40 bilhão de toneladas (bi/t) em 2025. O resultado representa um aumento de 6,1% em comparação às 1,32 bi/t registradas em 2024. O resultado, um novo recorde de movimentação, foi divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aqua- viários (Antaq) nesta terça-feira (10), em Brasília. No mesmo período, a movimentação de cargas em contêineres aumentou 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas, em 2025, totalizaram 65,8 milhões/t, o que representou um aumento de 0,8% em comparação a 2024. A movimentação de granéis sólidos variaram 6,3%, atingindo 839,7 milhões/t em cargas, enquanto os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas (6,1%). No geral, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) representam mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se manteve como principal destino do minério de ferro extraído em território brasi- leiro, consumindo 72% de todo o produto exportado. Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, “é dia de celebrarmos mais um recorde de movimentação do setor aquaviário”. “Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq”, disse Dias, destacando o “aumento substancial dos in- vestimentos privados” no setor nos últimos anos. Em 2020, a iniciativa privada investiu cerca de R$ 129,3 bilhões em infraestrutura portuária. No ano passado, esse valor chegou a R$ 234,9 bilhões. No setor público, em comparação, o total de investimentos aumentou bem menos, passando de R$ 36,4 bilhões, para R$ 45,1 bilhões, quase a metade dos R$ 88,7 bilhões, de 2010. Somados os dois setores, o investimento saltou de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões, em apenas cinco anos. “Hoje, o país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história. E o fato do setor privado ter [quase] dobrado a quantia investida, mostra o quanto o Poder Público está maduro para fazer parcerias com o setor privado”, avaliou Dias. ■ MOVIMENTAÇÃO Portos brasileiros movimentaram 1,4 bi de toneladas de cargas em 2025 ● O conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou nesta terça-feira (10) um plano emer- gencial para recompor o caixa após o im- pacto financeiro provocado pela liquidação do BancoMaster. Amedida busca garantir que o fundo, mantido pelas instituições financeiras para cobrir eventuais quebras e liquidações, tenha liquidez compatível com os riscos do sistema financeiro já até o fim do primeiro trimestre. O plano prevê a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contri- buições futuras dos bancos associados, dividida em três parcelas mensais. O cro- nograma inclui ainda novos adiantamen- tos: mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 meses em 2028, o que, na prática, representaria até sete anos de contribuições antecipadas. Alémdisso, as instituições financeiras concordaram em elevar temporariamente o valor das contribuições mensais ao FGC. O aumento extraordinário deve va- riar entre 30% e 60% e valer por, no míni- mo, cinco anos, segundo fontes envolvidas nas negociações. Pelas regras atuais, os bancos asso- ciados recolhemmensalmente 0,01% sobre o total de instrumentos financeiros co- bertos pela garantia do fundo. No caso dos Depósitos a Prazo com Garantia Es- pecial (DPGE), as alíquotas são mais altas e variam de acordo com a estrutura das emissões. Em nota, o FGC afirmou que discute a recomposição da própria liquidez com as instituições associadas e com o Banco Central, mas evitou detalhar as alternativas em análise. “As discussões estão em an- damento e uma deliberação deverá ocorrer no curto prazo”, declarou. Compulsórios Outra alternativa em discussão no setor é a destinação de parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista, re- servas que os bancos são obrigados a manter no Banco Central (BC), para re- forçar o caixa do FGC. A proposta, no entanto, depende de autorização do BC, que ainda não se manifestou sobre o tema. Até o momento, o FGC desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de um total superior a R$ 40 bilhões previstos para ressarcir os credores do Banco Master. O fundo ainda não iniciou os pagamentos relacio- nados aoWill Bank, que integrava o con- glomerado e teve a liquidação decretada posteriormente. Nesse caso, a estimativa é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias. O restante das perdas está associado a linhas de crédito concedidas pelo próprio FGC a empresas do grupo Master. Governança A recomposição do caixa é vista pelo setor financeiro como etapa prévia a uma possível reforma nas regras do fundo. Entre as discussões preliminares estão medidas para ampliar a fiscalização da qualidade dos balanços das instituições associadas, restringir níveis elevados de alavancagem e reduzir a concentração da distribuição de produtos financeiros em poucas plataformas. Parte das instituições financeiras, principalmente os bancos tradicionais de maior porte, crítica o uso do FGC nos últimos anos. Segundo esse segmento, algumas plataformas e instituições de menor porte usaramo FGC para alavancar balanços (usando recursos emprestados para emprestar), com o fundo sendo usado arbitrariamente para recompor perdas de investidores num modelo de negócio insustentável. ■ FGC APROVA PLANO EMERGENCIAL PARA COBRIR ROMBO DO BANCO MASTER CONTRIBUIÇÕES V Foto/ José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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