Diário do Amapá - 13/02/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 13 DE FEVEREIRO DE 2026 O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 para 48,2 pontos, segundo levantamento divulgado nesta quin- ta-feira (12) pela ConfederaçãoNacional da Indústria (CNI). Com o resultado, o setor completa 14 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança da falta de confiança. Em janeiro, o indicador havia subido 0,5 ponto, aproxi- mando-se do nível de neutralidade. O novo recuo ocorre após o Banco Central fixar a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, nível que mantém o Brasil entre os países com maiores juros reais do mundo. Para a CNI, o ambiente de juros elevados impacta tanto o crédito quanto as expectativas dos empresários. “Opatamar elevado das taxas de juros afeta a atividade industrial de al- gumas formas. Uma delas é por meio do encarecimento do crédito, tanto para empresários quanto para os consumidores. Isso desacelera a atividade econômica”, afirma, em nota, Larissa Nocko, especialista em políticas e indústria da enti- dade. Segundo ela, a política monetária restritiva também in- fluencia as projeções para os próximos meses. “Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a projetar o enfraquecimento da economia lá na frente, impactando a projeção de demanda deles”, acrescen- ta. Condições atuais e expectativas Os dois componentes do ICEI registraram queda em fevereiro. O Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto, para 43,8 pontos, indicando que os industriais avaliam que tanto a economia brasileira quanto os próprios negócios estão piores do que há seis meses. A piora foi puxada principalmente por uma percepção mais negativa sobre a situação das próprias empresas, apesar de leve melhora na avaliação do cenário econômico geral. Já o Índice de Expectativas caiu de 50,7 para 50,4 pontos. Embora permaneça acima da linha divisória de 50 pontos, o que indica perspectivas positivas para os próximos seis meses, houve deterioração nas projeções do desempenho das empresas. A piora, ressalta a CNI, ocorre mesmo com melhora nas expectativas em relação à economia para o mesmo período. A pesquisa ouviu 1.103 empresas entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026. Desse total, 454 são pequenas, 400médias e 249 grandes indústrias. ■ ICEI Confiança da indústria recua pelo 14º mês consecutivo ● P esquisa da Nexus - Pesquisa e In- teligência de Dados nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês, mostrou que 84% dos brasileiros são favoráveis aos traba- lhadores terem, no mínimo, dois dias de descanso por semana. E 73% apoiam o fim da escala 6x1, desde que não haja re- dução de salário. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade. O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu nesta quinta-feira (12) à Agên- cia Brasil que a ampla maioria - 62% dos consultados - sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6x1. “A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski. De maneira genérica, 63% dos con- sultados se mostraram a favor do fim da escala 6x1. Ao serem indagados se tiver redução de salário continuaria a favor ou mudaria de opinião, 30% afirmaram ser favoráveis, desde que não se mexa no bolso dos trabalhadores. A mesma pergunta foi feita para os 22% que afirmaram ser contrários ao fim da jornada 6x1. Desses, 11% disseram que iriam continuar sendo contra, mas 10% responderam que “se não mexer no bolso, eu topo”. Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria. Outros 40% só são favoráveis à escala 6x1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários. Marcelo Tokarski avalia que a grande discussão no Congresso vai tratar da re- dução da jornada, comou semdiminuição da remuneração dos trabalhadores. Para ele, o que a pesquisa mostra muito cla- ramente é que quase todo mundo é fa- vorável que tem que ter uma folga a mais. “Não dá para trabalhar seis dias e folgar um só”, disse. “Essa é a grande questão, porque as empresas defendem que a jornada não seja reduzida mas, se houver redução, é com diminuição do salário. E os traba- lhadores, de maneira geral, não topam uma redução de jornada com redução de salário”, explica. Menos dinheiro De acordo com Marcelo Tokarski, o problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, de trabalhomais precarizado, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir. “Acho que é um pouco essa leitura que a pesquisa nos traz e que joga luz sobre essa discussão”, disse. A pesquisa aponta que 84% das pes- soas acreditam que o trabalhador deveria ter duas folgas obrigatórias. “É quase um viés de desejo. Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar. Acho que é um pouco isso que o dado evidencia ali para a gente”. Lula O projeto de acabar com a jornada 6x1 temmais aprovação por quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma promessa, uma bandeira de- fendida pelo governo também. É natural que quem votou no Lula tende a apoiar mais”, disse Marcelo Tokarski. ■ PESQUISA DIZ QUE 73% DOS BRASILEIROS APOIAM FIM DA ESCALA 6X1 DEBATE V Foto/ Paulo Pinto/Agência Brasil

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