Diário do Amapá - 14 a 18/02/2026
APÓS SAÍDA DE TOFFOLI, ENTENDA OS PRÓXIMOS PASSOS DO CASO MASTER NO STF O ministro André Mendonça, do Supremo Tri- bunal Federal (STF), as- sumiu a relatoria do caso Master na Corte, após a saída de Dias Toffoli. A decisão foi comu- nicada pelo Supremo após reunião dos mi- nistros na tarde desta quinta e ocorre na es- teira dos avanços da in- vestigação da Polícia Fe- deral sobre o caso Mas- ter. Nesta reportagem a gente te conta a crono- logia dos acontecimen- tos e os próximos pas- sos, a partir da redis- tribuição do processo, que já está nas mãos do novo relator. Em nota nesta quinta, o STF infor- mou que foi o ministro Dias Toffoli quem pediu que o tema fosse redistri- buído para outro ministro. A partir daí, foi feito um sorteio, quando saiu o nome de Mendonça. A partir de agora, cabe a Mendonça se inteirar do que foi feito e apurado até agora, decidir sobre o nível de sigilo do caso e também sobre uma eventual mu- dança de foro, ou seja, se o caso fica no STF ou se será devolvido para a Justiça Federal (primeira instância). Um dos documentos que Mendonça vai analisar é o relatório que a Polícia Federal deve encaminhar com o nome de autoridades com foro privilegiado encontrados em conversas com Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel — preso em janeiro pela PF. Os inquéritos que passaram para a mão de Mendonça são: inquérito sobre a operação do BRB na compra do Master, prorrogado até março; segunda fase da Compliance Zero, con- tra um esquema de fraudes financeiras do Master, deflagrada em meados de janeiro. A saída de Toffoli e entrada de Mendonça no caso ocorre após apresentação pela Po- lícia Federal (PF) de um relatório que trouxe menções sobre o mi- nistro nos dados do ce- lular do banqueiro Da- niel Vorcaro, dono do Master, alvo das inves- tigações. O papel do relator é o de analisar todos os detalhes de um proces- so. Cabe a ele supervi- sionar as investigações. Conforme os inves- tigadores vão avançando nas apurações, vão informando ao relator, que decide como proceder. Um exemplo prático seria sobre a permissão ou não de dili- gências. Todos os desdobramentos das in- vestigações envolvendo o Master vão para a mão do relator. ■ DECISÃO Cabe a André Mendonça, atual relator, se inteirar do que foi feito e apurado até agora, decidir sobre o nível de sigilo do caso e também sobre uma eventual mudança de foro. POLÍTICA |POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO A QUARTA-FEIRA | 14 A 18 DE FEVEREIRO DE 2026 FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 10 A grande apoteose, o grande e importante momento para o Amapá se aproxima! A tradicional escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira fará digna homenagem ao nosso Querido e saudoso Mestre Sacaca, na Sapucaí, neste período momesco que se aproxima. Com certeza e com cerveja lá estará o nosso poeta maior do Amapá, Joãozinho Gomes, o grande arquiteto do já consagrado samba-enredo que ho- menageia Sacaca. Dizem que somente nestes últimos dias já está presente no Rio de Janeiro uma grande leva de amapaenses para desfilar na escola ou para ver de perto este histórico e importante momento para todos nós, tucujus. A Estação Primeira de Mangueira desfilará neste domingo, 15 de fevereiro, apresentado o belíssimo tema “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guar- dião da Amazônia Negra”. Fundada em 28 de abril de 1.928, a Mangueira é considerada como uma das escolas de samba mais populares e tradicionais do carnaval carioca, reco- nhecida por sua luta social e cultural. Mestre Sacaca, o Xamã Babalaô do povo tucuju, hoje Luz Guardiã da Amazônia e seus ancestrais segredos, nasceu em 1.926, em Macapá, capital do Estado do Amapá. E ele não é uma simples lembrança! Sacaca está vivo nas matas, florestas, cachoeiras, rios e igarapés, nos tambores e na memória de seu povo. Foi raizeiro, curandeiro, marabaixeiro, artesão de instrumentos percussivos, é nosso eterno Rei Momo - por mais de 20 anos foi coroado Rei Momo - e histórico folião do carnaval amapaense. Como servidor público atuou na Escola Comercial Professor Gabriel de Almeida Café, antigo CCA, na qualidade de Professor de Técnicas Agrícolas. Particularmente, tive a grande honra de entre- vistá-lo algumas vezes tanto para o Jornal Combate como, posteriormente, para o Jornal Diário do Amapá. Suas narrativas revelam um profundo co- nhecimento sobre as plantas, ervas e raízes medicinais da Amazônia, que muitos desconhecem, assim como, sobre nossa cultura, nossa ancestralidade... Se casou com Madalena Souza, a primeira Miss Amapá, com quem teve 14 filhos. Participou da histórica fundação da União dos Negros do Amapá, a UNA, assim como da construção do famoso banco da amizade, ambos localizados no bairro do Laguinho, ou Julião Ramos, como queiram. Tanto a UNA como o Banco da Amizade são espaços tradicionais onde se reúnem populares, marabaixeiros, dançadeiras, boêmios, poetas, jor- nalistas, músicos e escritores para celebrar a resis- tência, a união, história e cultura de nosso povo, nossa terra, nossa gente. Saudar, celebrar e homenagear Sacaca é saudar, celebrar e homenagear todo o universo natural e cultural do Amapá, de seu povo, nossa terra, nossa gente! É isso aí! Salve Mestre Sacaca! ■ E-mail: grandearquitetoap@hotmail.com WELLINGTONSILVA Jornalista e Historiador Mestre Sacaca, o doutor da floresta V Foto/ Reprodução ■ Toffoli e Mendonça discutem no STF
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=