Diário do Amapá - 14 a 18/02/2026

Casa nova O advogado Gabriel Amarante, um dos principais tributaristas do País, está de casa nova – e, agora, própria. Deixou o Sacha Calmon Mizabel Derzi, onde atuou por 23 anos, para criar o Amarante de Mendonça Advogados. O lançamento da banca foi bem recebida no mercado interessado em alta especialização tributária, Special Situations, investimentos, estruturação de empresas e intermediação de negócios. Foliãs seguras No Camarote Viva Bahia, no farol da Barra em Salvador, campanha de conscientização terá o “Violentômetro” para lembrar às mulheres que elas não estão sós na busca pela garantia dos seus direitos contra o assédio. Promovida pela direção do camarote com o Instituto Nós Por Elas, o ‘medidor’ é uma régua de identificação de condutas que representam risco, como ciúmes, restrições sobre roupas, chantagens e humilhações. Turbulência Investigação concluiu que a Aeropart Participações Aeroportuárias, responsável por heliporto em São João da Barra (RJ), tentou fraudar o licenciamento ambiental para transformar a estrutura em aeródromo com fins comerciais. O inquérito do delegado André Fraga cerca o coordenador de meio ambiente da companhia, Douglas Reis Gonçalves. Não conseguimos contato com a Aeropart. Veja mais no site da Coluna. Caroneiros O celular ‘descriptografado’ de Daniel Vorcaro, dono do falido Banco Master, vai revelar os pedidos de pelo menos quatro congressistas para usarem os dois jatos do banqueiro para passeios em viagens nacionais e internacionais. E não só com as esposas… Cadê o MPF e CNJ? É vergonhoso e constrangedor para as instituições o silêncio ensurdecedor do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público Federal. As situações flagrantes do enriquecimento ilícito dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com negócios nada ortodoxos extra-STF foram realizados sob a égide das suas ligações com a Corte. Ninguém vai investigá-los nem por dever de ofício?? Mulheres no front Na disputa por cadeiras no Legislativo deste ano, visto por direita e esquerda como o palco principal da guerra a ser travada pelo próximo presidente, o Psol resolveu dobrar a aposta nas mulheres. Atraiu Manuela D’ávila no Sul, Áurea Carolina em Minas e está em diálogo com a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins no Ceará, Duda Salabert em Minas e a ministra do Meio Ambiente Marina Silva em São Paulo. Luizianne e Marina podem disputar o Senado, e Duda a reeleição para a Câmara. A presidente do Psol, Paula Coradi, a deputada federal Talíria Petrone (RJ) e a própria Manuela D’ávila estão na linha de frente das conversas. O Psol é unânime em apoiar o presidente Lula da Silva desde o 1º turno, e este é o principal mote dos convites. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quinta-feira (12) novo relator do inquérito que trata das fraudes do Banco Master na Corte. A escolha do ministro foi feita de forma eletrônica após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso, depois de a Polícia Federal (PF) ter informado ao presi- dente da Corte, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça. A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, que também é relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de men- salidades associativas nos benef ícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mais cedo, Toffoli, que estava à frente do caso Master desde novembro do ano passado, pediu para deixar a relatoria após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para dar ciência aos demais membros da Corte do relatório da PF. Saída de Toffoli Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro. “[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte. A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli. ■ ESCOLHIDO André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli E ntre uma música e outra em um bloqui- nho no pré-carnaval do bairro da Bela Vista, em São Paulo (SP), o médico Caio Franco, de 29 anos, não imaginava que comprar uma bebida com um ambulante daria início a um pesadelo. “A minha suspeita é que o meu cartão tenha sido trocado quando fui comprar uma bebida pela metade do preço”, afirma. O resultado foi um prejuízo de mais de R$ 16mil emdiferentes compras no cartão. O folião ficou frustrado com a situação. Ele acredita que pode ter se descuidado ao verificar que as compras irregulares ocorreram com o cartão f ísico. Como as compras foram presenciais com uso de senha, isso dificultou a contestação. Caio entrou comprocesso judicial, mas perdeu depois de batalhar por mais de um ano. A ex- periência negativa de Caio não é raridade du- rante o período da folia. Atenção na hora da compra Segundo umdos fundadores da plataforma ReclameAqui, Felipe Paniago, prejuízos durante o carnaval podem ser evitados com medidas de prevenção. “Cuidado como uso de cartão nomeio de blocos, ao passá-lo para pagamentos em ma- quininhas em lugares inseguros. É preciso guardar bem o dinheiro em espécie e, claro, ter cuidado com o uso do celular. São dicas básicas, mas que evitamprejuízos e incômodos”, diz Paniago. Ele acrescenta que, nesta época, há tipos de golpes que se tornam mais frequentes, es- pecialmente emambientes comgrande circu- lação de pessoas e consumo imediato. Ogolpe da maquininha é comum nesses locais movi- mentados. O fundador da plataforma pondera que, alémda troca de cartões, existemgolpes como roubo de dados, com o uso de maquininhas adulteradas, cobrança duplicada com falsa ale- gação de erro na transação oumesmo alteração de valores digitados namaquininha, que podem transformar o carnaval numa dor de cabeça. PIX não é brincadeira Alémdessas estratégias golpistas nomeio da folia, há outros caminhos feitos por crimi- nosos, como golpes envolvendo o PIX com falsos QR Codes. Segundo Felipe Paniago, para reduzir os riscos, é importante adotar cuidados específicos ao utilizar esse meio de pagamento. Entre as principais recomendações estão ativar senha, biometria ou reconhecimento facial para cada transação, conferir sempre o valor exibido na tela da maquininha antes de confirmar o pagamento, evitar maquininhas suspeitas ou fora do padrão habitual, configurar um limite baixo para o PIX por aproximação e reforçar a segurança do celular combloqueio de tela e proteção extra para aplicativos ban- cários. Os foliões devem estar atentos também à venda de ingressos falsos ou de abadás inexis- tentes, com acessos irregulares a camarotes e festas privadas. ■ CUIDADOS SAIBA COMO SE PREVENIR DOS GOLPES FINANCEIROS NO CARNAVAL V Foto/ Fernando Frazão/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO A QUARTA-FEIRA | 14 A 18 DE FEVEREIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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