Diário do Amapá - 20/02/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 20 DE FEVEREIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA Tecnologista Sênior E-mail: mariosaturno@uol.com.br M arco Antonio Villa é um historiador aposentado da Universidade Federal de São Carlos, onde eu me formei, e comentarista político. Temos o noroeste paulista como local de nascimento, ele em Rio Preto e eu em Pindorama. Compartilhamos ainda a oposição a Lula desde 2.002 e a Bolsonaro (eu desde a pandemia). Para Villa, Bolsonaro é um traidor da Pátria e ummandrião (indivíduo não afeito ao trabalho). E mostra a agenda presidencial como prova irre- futável e os excessos recreativos pagos com cartão corporativo (R$ 29,6 milhões no ano passado). De fato, vejo o prefeito de São Sebastião, onde resido, trabalhar muito mais, recebendo a equipe de trabalho, vereadores e os cidadãos, visitando obras, empresas, igrejas, etc. Durante a pandemia, reuniões com comitê de crise para traçar estratégias e acompanhar os fatos. Um país gigante como o nosso, mesmo que eternamente em berço esplêndido, necessita de liderança que una governo e povo na mesma direção, ainda mais enfrentando crises econô- micas, climáticas e pandêmicas. Ao invés de liderar e trabalhar cedo, tarde e noite, e fazer deste país, uma grande nação, passa o tempo preocupado em "lacrar" na internet. Ao menos, é o que aparenta. Se o presidente tivesse uma agenda lotada de lideranças civis, industriais, agrícolas, comerciais, cientistas e tecnologistas, neste último ano de governo ele já saberia o que fazer para a Pátria. A começar por eleger as prioridades do Brasil. Vê-se, pelo corte do orçamento das cisternas do Nordeste, que o presidente não entendeu que água é a maior prioridade. De nada adianta a Transposição do Rio São Francisco sem um pro- grama sério de proteção das nascentes. Quantos bilhões de árvores o gabinete de crise planejou plantar? Ah, o presidente não criou um gabinete de crise, nem um plano de contingência... E nem sabe o que seja o rio aéreo do Brasil... A segunda prioridade deveria ser um conjunto de tecnologias de pontas, como a impressora 3D, que tem potencial gigantesco em todas as áreas produtivas e de bem-estar social e individual. É essa prioridade que traz à nação as necessidades de educação de boa qualidade visando a profis- sionalização e a cidadania e os empregos altamente qualificados e criativos e mais bem remunerados. E destes, as necessidades de energia, nutrição, saúde, segurança, recreação e turismo. Se os eventos climáticos extremos já mereciam um gabinete de crise, afinal, apesar de não termos vulcões, nem terremotos, temos secas per- sistentes, inundações, enchentes e deslizamentos, imagine agora com uma guerra na Europa que pode evoluir para uma guerra nuclear (não radiológica, como pensa o presidente)? Por exemplo, até quando a detentora do monopólio estatal do petróleo auferirá lucros astronômicos a um punhado de acionistas bancados pelos donos autênticos, o povo brasileiro? Por que não fixar o lucro e distribuir o excesso como redução de preço? Será que só o presidente não enxerga isso? E por que não estimular medidas de eficiência energética como os motores híbridos e elétricos? Esta é a hora para exigir dos candidatos um compromisso a essas prioridades. ■ A segunda prioridade deveria ser um conjunto de tecnologias de pontas, como a impressora 3D, que tem potencial gigantesco em todas as áreas produtivas e de bem-estar social e individual. Prioridades para o Brasil MARIO EUGENIO N os últimos anos é possível perceber um mundo onde se vai de um extremo ao outro em questão de dias ou horas. Da fe- licidade irradiante ao mau humor insuportável. Talvez mais do que se pode esperar ou presumir do ser humano. Essas mudanças repentinas de humor podem ser entendidas como doença da alma. Nem mesmos os tais “remedinhos” para dormir ou acalmar não conseguem dar solução e, algumas pessoas acabam se viciando e só conseguem uma estabilidade á base dos fármacos indicados e prescritos cada vez mais nos consultórios médicos. Quando o corpo e os exames clínicos com- plementares não conseguem identificar a doen- ça, partem-se para tratamentos medicamentosos e menos curativos ou de tratamentos com pro- fissionais que poderiam contribuir. As dores da alma começam a ser descritas em congressos, seminários e mesmo estudos e terminam por ganhar novas nomenclaturas como doença da alma, dores emocionais ou doenças psicossomáticas. Ela surge quando não há um diagnóstico comprovado, mas a dor é real, existe e dói de verdade. Alguns psiquiatras e psicólogos classificam alguns destes sintomas como ansiedade, de- pressão, estresse ou mesmo a síndrome do pânico (que afeta profissionais que vão dos mais conceituados aos que são criticados por colegas ou superiores hierarquicamente). Não entramos no debate do assédio moral e trabalhista. No caso do que ocorre no em- prego, mas tão somente das dores emocionais que têm origem de dores tão intensas e que, apesar de não serem identificadas na matéria do corpo f ísico, deixam a alma amargurada, angustiada e aflita. Hoje cresce mundialmente uma nova classe de profissionais que, mesmo sem tanta bagagem em universidades, apresentam soluções que podem amenizar o sofrimento de um ser humano. Afinal, estas doenças aparecem quando a pessoa se afasta da sua essência, e isso acontece quando não respeita a sua própria integridade. Alguns chegam a se martirizar com cortes na pele, tentativas de au- toextermínio ou fuga da realidade. O importante, além de buscar um atendimento clínico e psiquiátrico é bom se fazer ouvir. Não é preciso explodir, mas abrir o coração e a mente.! ■ Dor da Alma requer mais do que terapia Afinal, estas doenças aparecem quando a pessoa se afasta da sua essência, e isso acontece quando não respeita a sua própria integridade. Alguns chegam a se martirizar com cortes na pele, tentativas de autoextermínio ou fuga da realidade. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO

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