Diário do Amapá - 20/02/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 20 DE FEVEREIRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS ATAQUE - PF atua em Macapá, Manaus, SP, MG, SC e Boa Vista com operação ‘Trono de Ferro’ contra organização criminosa especialista em exploração ilegal de cassiterita no Amapá, Roraima e Venezuela, e que já teria movimentado R$ 405 milhões. ■ PROVIDÊNCIAS - Inconformada com queda do Grupo Especial para o de Acesso, Piratão, em Nota Oficial, anuncia que vai às raias da Justiça e ao MP, contestar o resultado do Carnaval 2026. ■ QUALIFICAÇÃO - MP-AP capacitou policiais penais do Iapen como pré-requisito para participação em outras formações continuadas oferecidas pela Escola de Administração Penitenciária. Mais de 300 policiais penais participaram das palestras. ■ Dedo em riste Radialista Armistrong Souza, filho do Mestre Sacaca, o ‘Guardião da Amazônia Negra’, que serviu de enredo da Estação Primeira de Mangueira, indignado, explica aos que ele chama de “imbecis” – “O governador Clécio não investiu na Mangueira nem na família do Sacaca, investiu no Amapá; não queiram misturar cultura com política”. Marca O reconhecimento do presidente Jocildo Lemos (Liesap) pelo trabalho do Sistema Diário de Comunicação (Rádio/TV/Portal) na ampla cobertura do Carnaval 2026. Daiana Roniele é Boêmios do Laguinho, pé quente. É a 1ª mulher presidente da escola de samba. Ocupava o cargo em 2014, quando Boêmios fora campeã do carnaval pela última vez. E agora, após 12 anos, com ela no cargo, volta a levantar troféu do Grupo Especial. Ex-senador, Jonas Pinheiro tem recitado uma frase para os inquietos: “política partidária, doravante, nem pensar; já está riscada do meu mapa- mundi”. Fora Há informação de que procuradores da república no Pará e Amapá veem que forma como processos estão sendo conduzidos esconde os verdadeiros riscos socioambientais da exploração de petróleo na costa amapaense. Pior Com 90 anos no costado, Francisco Lino, da equipe que fundou Boêmios do Laguinho, há 72 anos, teve fôlego para desfilar neste ano na Mangueira (RJ) e, na volta, levantar troféu do 29º título da escola de seu coração, em Macapá. Referência Vereador Claudiomar Rosa, ainda às voltas com enfermidade que o impossibilita de se movimentar, foi lembrado pela presidente da Boêmios, Daiana Roniele, em fala na Diário FM, como boemista da gema e também um dos fundadores da Império da Zona Norte – ambas campeãs do carnaval do corrente ano. Campeão Já fora da UTI, ex-prefeito João Henrique tem reagido bem à bateria de exames e medicação contínua no HSC, depois do trombo isquêmico, recentemente. Em recuperação Se votos de Kaká Barbosa forem anulados, é Arnóbio Flexa (Podemos) quem assume; mas se considerados como válidos, apesar de contrários à Lei, é Luciana Gurgel (PL) quem vai para o trono. Espera Já de mandato cassado, depois de anos a fio dando o baralho como todo poderoso da Alap, Kaká Barbosa se achava muito grande, logo indestrutível; mas o Titanic também era, e afundou, provando que tamanho não é sinônimo de invencibilidade. Insuperável Aplausos MPF faz recomendações ao Ibama e Petrobras acerca dos riscos da exploração de petróleo na Margem Equatorial Foz do Amazonas, e pede suspensão imediata do licenciamento de pesquisas, exigindo que análise dos impactos considere os poços do bloco FZA-M- 59, de forma conjunta, não isolada. Iniciativa do Ministério Público foi durante o período carnavalesco. No meio da folia F lorianópolis tem o Projeto Floripa Letrada, que consiste em estantes nos terminais de ônibus, onde são disponibilizados livros, revistas e apos- tilas. A proposta é que os usuários dos ônibus urbanos levem os livros para ler e depois devolvam, para que outras pessoas possam fazer o mesmo, mas aqueles que devolvem são muito, muito poucos. Nos últimos tempos não tenho passado nos terminais de ônibus, por causa da pandemia, mas acho que não há livros lá, para não facilitar o contágio. Oprojeto existe e deve voltar como fimda panemia. Ele persiste graças a doações de empresas e pessoas f ísicas e, como disse acima, nos últimos anos o forte do que era oferecido nas estantes eram as apostilas di- dáticas ou técnicas, novas ou usadas. Algumas defasadas, mas outras em perfeito estado para serem usadas, até novas, que nunca foram abertas.. Eu até peguei uma apostila de inglês e outras de matemática e as usei. Mas num curto período, algum tempo antes da pandemia chegar, a gente encontrava livros literários mais frequentemente e em maior quantidade nas es- tantes do Floripa Letrada. Livros antigos, mas obras importantes de autores consagrados, como Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Vinícius deMoraes, Pedro Bandeira, Salim Miguel, Sérgio da Costa Ramos, Pedro Block, Dostoievski e tantos outros. Pelo carimbo que havia em todos os livros, ficou- se sabendo que os livros eram da biblioteca de um grande colégio da capital, tradicional e ainda elitista. É interessante que no tal carimbo consta o nome do colégio e a esclarecedora observação: “Baixa de acer- vo”. Acho ótimo que disponibilizem obras de qualidade para a leitura dos usuários do transporte público, pois temos a oportunidade de ler bons livros sem ter que pagar nada, mas fico pensando aqui commeus botões: a boa literatura fica velha? Nunca vi uma escola se desfazer do acervo de sua biblioteca assim, descartando todos os livros publicados há mais de uma década, como se não servissem mais para os seus alunos, como se estivessem completamente defasados para aquela escola. Já vi, infelizmente, uma escola de uma cidade vizinha jogar fora – jogar no lixo, mesmo -, livros di- dáticos novos. O diretor foi despedido. Mas descartar livros de uma biblioteca por serem velhos, é novidade. O livro pode até ficar velho, mas a obra, não. Será que a escola só queria abrir espaço, nas suas dependências, para outra atividade? Eu poderia dizer que fizeram bem porque os livros seriam lidos novamente por vários leitores, cada umdaqueles volumes descartados, mas como mencionei acima, o propósito de ler e de- volver ao projeto Floripa Letrada não é cumprido. Então os estudantes que se renovam a cada ano, na escola que cedeu os livros, poderiam ler e recriar a es- critura de tantos autores muitomais vezes. De qualquer maneira, eles terão, espero, livros mais contemporâneos para ler, ou mesmo os clássicos em novas edições. E nós, cá de fora, teremos as obras que foram publicadas há mais tempo, graciosamente. Menos mau. ■ Livro tem prazo de validade? E-mail: lcaescritor@gmail.com LUIZCARLOS Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC

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