Diário do Amapá - 20/02/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 20 DE FEVEREIRO DE 2026 Em dia de pregão encurtado por causa da Quarta-Feira de Cinzas, o dólar aproximou- se de R$ 5,25, influenciado pelo agravamento nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã. A bolsa de valores teve a terceira queda seguida, influenciada por mineradoras. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (18) vendido a R$ 5,24, com alta de R$ 0,011 (+0,21%). A cotação iniciou o dia em baixa, che- gando a R$ 5,20 nos primeiros minutos de nego- ciação. No entanto, as preocupações com o mercado internacional prevaleceram, fazendo a moeda subir. Na máxima do dia, por volta das 15h50, a cotação chegou a R$ 5,25. O mercado de ações teve um dia de ajustes. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.016 pontos, com recuo de 0,24%. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de queda na bolsa, desta vez influen- ciada pela queda do minério de ferro nos últimos dias, o que se refletiu no desempenho ruim de ações de mineradoras. Sem notícias econômicas no Brasil, o mercado foi influenciado pelo cenário externo. Nesta se- gunda, o presidente estadunidense, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, com a Casa Branca afir- mando que há “vários argumentos” para atacar o país. Paralelamente, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) acelerou a alta do dólar em todo o planeta. Segundo o documento, o mercado de trabalho nos Estados Unidos está mais resistente que o previsto, o que reduz as chances de novos cortes de juros em breve na maior economia do planeta. * com informações da Reuters ■ CÂMBIO Dólar sobe para R$ 5,24 em meio a tensões entre EUA e Irã ● A atividade econômica brasileira apresentou crescimento em 2025, de acordo com informações di- vulgadas nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 2,5% no ano passado em relação ao período anterior. As altas foram de 13,1% na agrope- cuária, 1,5% na indústria e 2,1% em ser- viços. O IBC-Br excluindo a agropecuária subiu 1,8% no ano. Já em dezembro de 2025, o IBC-Br recuou 0,2% em relação a novembro, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 3,1%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. No trimestre encerrado emdezembro ante o trimestre terminado em setembro de 2025, o índice apresentou alta de 0,4%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agrope- cuária –, além do volume de impostos. Ele ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 15% ao ano. Inflação A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da in- flação, mas também podem dificultar a expansão da economia. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais ba- rato, com incentivo à produção e ao con- sumo, reduzindo o controle sobre a in- flação e estimulando a atividade econô- mica. Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- tística (IBGE), o resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,44% em 2025, dentro do intervalo de tolerância da meta. O recuo da inflação para a meta e esses indicadores, como o IBC-Br, que mostram a moderação no crescimento interno, levaram à manutenção da Selic pela quinta vez seguida, na última reunião do Copom, no fim de janeiro. Em ata, o Copom confirmou que co- meçará a reduzir os juros na próxima reunião, em março, mas não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos. Segundo a autarquia, a atividade eco- nômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, operando acima do seu potencial de expansão sem pressionar a inflação. Ainda assim, a ma- nutenção dos juros em níveis restritivos se deve à resiliência de alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em especial do dina- mismo ainda observado no mercado de trabalho. A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser ele- vada novamente em setembro daquele ano. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho de 2025, sendo mantida nesse nível desde então. ■ ATIVIDADE ECONÔMICA BRASILEIRA CRESCE 2,5% EM 2025 IBC-BR V Foto/ Bruno Peres/Agência Brasil
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