Diário do Amapá - 21/02/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 21 DE FEVEREIRO DE 2026 O número de veículos financiados no Brasil cresceu em janeiro, atingindo a marca de 616 mil unidades comercializadas, entre automóveis leves, motos e veículos pesados. Os dados são do levantamento da Trillia, nova linha de negócios de dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Foi o maior volume registrado para um mês de janeiro desde 2008 e representou alta de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2025. Entre o total de veículos financiados, o destaque ficou para os seminovos, que tiveram crescimento de 8,8% no período, somando 412 mil unidades. Já os modelos novos somaram 204 mil financia- mentos, valor 10,1% superior a janeiro de 2025. Veículos pesados Considerando-se apenas o financiamento de automóveis leves, o crescimento foi de 8,7% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas financiadas de motos su- biram 21,9%. No entanto, houve queda em relação aos veí- culos pesados. Nesse caso, as vendas por finan- ciamentos apresentaram queda de 3,2%, puxado pela queda de 25,1% dos modelos zero quilômetro, apesar do avanço de 10,9% nos veículos usados. Preços Os preços dos veículos – tanto os novos quanto os usados - ficaram estáveis em janeiro, na com- paração com dezembro de 2025. Em relação aos usados, houve uma queda média de 0,30% nos preços dos veículos. Entre os veículos novos a va- riação média também foi pequena, com queda de 0,30% na comparação com dezembro do ano pas- sado. Segundo a B3, a redução dos preços dos veículos novos perdeu força em janeiro, o que mostra um início de ano mais estável para o setor. ■ PREÇOS ESTÁVEIS Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro ● O governo federal editará um de- creto para regulamentar salva- guardas – instrumentos de pro- teção a produtores nacionais – emacordos comerciais firmados pelo Brasil, anunciou nesta quinta-feira (19) o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A declaração foi feita em Caxias do Sul (RS), durante a abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial. Segundo Alckmin, a medida vai esta- belecer regras claras para aplicação de mecanismos de proteção à produção bra- sileira em casos de aumento repentino de importações que causem prejuízos a se- tores da indústria e do agronegócio. O decreto deverá abranger tanto acordos já vigentes quanto futuros compromissos comerciais. “O presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Se houver au- mento grande de importação, a medida pode ser acionada imediatamente”, afir- mou. Como funcionam as salvaguardas Salvaguardas são mecanismos pre- vistos em acordos comerciais que permi- tema umpaís reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas nego- ciadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode: Estabelecer cotas de importação; Suspender a redução tarifária prevista no acordo; Restabelecer o nível de imposto ante- rior à vigência do tratado. O decreto deverá definir prazos, pro- cedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas. Expansão dos acordos A regulamentação ocorre em meio à ampliação da rede de acordos doMercosul. Desde 2023, o bloco concluiu negociações comSingapura, coma Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e, mais recen- temente, com a União Europeia. Com os novos tratados, a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por preferências tarifárias passou de 12% para 31,2%, mais que dobrando o alcance dos acordos. Emum cenário anterior, as salvaguar- das podiam ser aplicadas com base em regras multilaterais gerais. Com a am- pliação dos compromissos preferenciais, o governo avalia que é necessário criar disciplina específica para dar previsibilidade e segurança jurídica ao uso do instru- mento. Acordo Mercosul-UE Durante visita à Festa da Uva, tradi- cional evento do setor vitivinícola gaúcho, Alckmin tambémcomentou o cronograma de desgravação tarifária (redução mútua de tarifas) previsto no acordo entre Mer- cosul e União Europeia. Segundo ele, a redução das tarifas ocorrerá de forma gradual para permitir adaptação dos produtores nacionais. No caso do vinho, o prazo será de oito anos; para espumantes, 12 anos. Setor de vinhos Além do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o setor de vinhos, afirmou Alckmin, se beneficiará nos próximos anos com a reforma tributária. Segundo Alckmin, a recente reforma dos tributos sobre o consumo deve reduzir em cerca de 7% a carga de impostos sobre vinhos nacionais, medida vista como forma de fortalecer a competitividade do setor. Antes da abertura da festa, Alckmin se reuniu com representantes do setor produtivo da Serra Gaúcha. Na pauta, além do acordo com a União Europeia, estiveram temas como reforma tributária, tarifas internacionais e linhas de crédito para renovação de frota de caminhões. ■ ALCKMIN ANUNCIA REGULAMENTAÇÃO DE SALVAGUARDAS EM ACORDOS COMERCIAIS IMPORTAÇÕES V Foto/ Paulo Pinto/Agência Brasil
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