Diário do Amapá - 22 e 23/02/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 22 E 23 DE FEVEREIRO DE 2026 Em quase três meses de funcionamento, o BC Protege+ bloqueou 255,7 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas. Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (20) pela instituição, 1 milhão de pessoas ati- varam a proteção, e as instituições financeiras fizeram 70,9 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares. Lançado no início de dezembro, o BC Protege+ é um serviço gratuito para reforçar a proteção de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de conta-corrente, poupança e contas de pagamento pré-pagas. Ao ativar o serviço, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A consulta ao sistema pelas às instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta. O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente em nome do cidadão ou da empre- sa. Como ativar o BC Protege+: Acesse a área logada do Meu BC com Conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habili- tada; Localize o serviço BC Protege+ e ative a proteção; Colaboradores de empresas registrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organiza- ção; A escolha fica registrada no sistema e é informada automaticamente às instituições financeiras quando elas consultam os dados do cliente. Desativação Caso o usuário deseje abrir uma conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente. O Banco Central recomenda programar uma data de reati- vação automática, garantindo que a segurança seja res- tabelecida após o procedimento. O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento. ■ SERVIÇO BC Protege+ bloqueia 255,7 mil tentativas de abertura de contas falsas ● O Brasil nãoperderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Es- tados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (20) o presidente emexercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil, ressaltou Alckmin, permanece em igualdade de con- dições no mercado norte-americano. A declaração foi feita após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas an- teriormente pelo presidenteDonaldTrump com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Con- gresso, e não do Executivo. Decisão judicial O julgamento anulou parte relevante do chamado tarifaço, por meio do qual o governo de Trump havia imposto alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totali- zando 50% em alguns casos. Para Alckmin, a decisão é “muito im- portante” para o Brasil e abre espaço para ampliar as trocas comerciais. “Abriu-se uma avenida para um co- mércio mais pujante”, declarou. Ele ressaltou que, no auge dasmedidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que caiu para 22% no fim do ano passado, após negocia- ções diplomáticas. Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legis- lação comercial americana. Setores beneficiados De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA. “Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou Alckmin. Ele destacou que setores como má- quinas, motores, madeira, pedras orna- mentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar coma redução das barreiras an- teriores. Alckmin tambémmencionou que pro- dutos estratégicos, como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação ame- ricana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Por meio da Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o país pode impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à economia. O ministro reforçou que o Brasil não está entre os países que geram déficit co- mercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A ne- gociação continua”, disse. Impacto econômico Especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos, ao ba- ratear produtos importados. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaramUS$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior. A redução das barreiras comerciais pode influenciar o fluxo de in- vestimentos e o comportamento do dólar, com reflexos sobre a economia brasileira. Apesar do revés judicial, Trump sina- lizou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a política de proteção à indústria americana no centro de sua estratégia econômica. ■ ALCKMIN: BRASIL NÃO PERDE COMPETITIVIDADE COM TARIFA DE 10% DOS EUA COMÉRCIO V Foto/ Júlio César Silva/MDIC

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