Diário do Amapá - 25/02/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 25 DE FEVEREIRO DE 2026 A arrecadação federal alcançou R$ 325,7 bilhões em janeiro, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa crescimento real de 3,56% na comparação com janeiro do ano passado, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal do Brasil. Segundo o Fisco, o desempenho foi impulsionado pelo crescimento da atividade econômica e por mudanças recentes na legislação tributária. Entre os destaques está o avanço do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja arrecadação somou R$ 8 bilhões em janeiro, com alta real (descontada a inflação) de 49,05% em relação ao mesmo mês de 2025. De acordo com a Receita, o resultado reflete alterações na legislação que ampliaram a incidência do imposto sobre novas operações financeiras. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital também registrou crescimento ex- pressivo de 32,56%, totalizando R$ 14,68 bilhões. O de- sempenho foi influenciado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP), uma das formas de uma empresa distribuir lucros aos acionis- tas. No fimdo ano passado, o Congresso Nacional aprovou o aumento, de 15% para 17,5% da alíquota de Imposto de Renda Retido na Fonte para a JCP. No entanto, essa alta ainda só se refletirá na arrecadação federal a partir de abril. Previdência A arrecadação da Previdência Social atingiu R$ 63,45 bilhões, com aumento real de 5,48% em relação a janeiro do ano passado. O avanço foi atribuído ao crescimento de 3,49% na massa salarial e à alta de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional. As receitas da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) somaram R$ 56 bilhões, com expansão real de 4,35% na comparação comomesmomês de 2025. Segundo a Receita, a alta reflete o aumento no volume de vendas do comércio e de serviços. Jogos e bets A tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 1,5 bilhão em janeiro, contra R$ 55 milhões em janeiro do ano passado. O crescimento no setor atinge 2.642% na comparação anual, refletindo a regulamentação e a ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”. ■ RECEITA Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 325,7 bilhões em janeiro ● O ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou nesta terça-feira (24) que o governo federal segue es- tudando a viabilidade de implementar a chamada Tarifa Zero no transporte público, em todo o Brasil. Segundo o ministro, a medida pode ser uma resposta à crise enfrentada pela maioria dos sistemas de transporte público do país, baseado em ummodelo segundo o qual usuários e Poder Público, juntos, pagam às empresas de ônibus uma tarifa capaz de cobrir os custos operacionais e a margem de lucro previsto. “Já temos debatido e discutido diversas soluções para esse tema, para que a gente possa fazer uma discussão nacional e chegar a um entendimento e, com isso, melhorar o transporte público nas nossas cidades”, disse Filho. Ele participou esta manhã, do pro- grama Bom Dia, Ministro – uma co-pro- dução entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo oministro, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Fazenda está elaborando um estudo de viabilidade econômica a fim de identificar possibilidades de mu- danças no sistema de transporte público, que, local e regionalmente, são de res- ponsabilidade de prefeituras e governos estaduais. “E se vamos [avaliar a implementação] de tarifa zero, temos que saber de onde vão sair os recursos [financeiros públicos] para isso; qual o tamanho dessa despesa”, acrescentou Filho, admitindo que qualquer eventual proposta terá que ser discutida communicípios e estados. “O certo é que o modelo que está posto, no qual o cidadão tem que pagar por toda a tarifa [nos casos em que o sis- tema não recebe subsídio público], está falido. Este modelo não funciona mais. E não só no Brasil, no mundo”, assegurou o ministro, insistindo na necessidade de aguardar pelo estudo a cargo doMinistério da Fazenda para prosseguir com o deba- te. Emoutubro do ano passado, oministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que a equipe econômica já estava realizando “um estudo abrangente do setor de trans- porte público” para avaliar a possibilidade de implementar a tarifa zero – já adotado, na ocasião, em 136 cidades brasileiras, a maioria, de pequeno e médio porte. “Sabemos que o transporte público no Brasil, sobretudo o urbano, é uma questão importante para o trabalhador. Nesse momento, estamos fazendo uma radiografia do setor, a pedido do presidente. Tem vários estudos que estão sendo re- cuperados pela Fazenda para verificar se existem outras formas mais adequadas de financiar o setor", disse Haddad, na época. Comissão No início do mês, a Câmara dos De- putados aprovou o regime de urgência na análise do Projeto de Lei nº 3278/21, que institui omarco legal do transporte público coletivo urbano, criando uma rede única e integrada de transporte público coletivo, envolvendo União, estados e municípios. Já aprovado no Senado, o projeto está pronto para ser votado no Plenário da Câmara, sem a necessidade de passar pelo aval das comissões permanentes da Casa. Entre as inovações previstas, além da gestão compartilhada entre entes públicos, está a possibilidade de destinação de re- cursos orçamentários para cobrir custos de gratuidade e tarifas reduzidas, além de metas de universalização e transição ener- gética. * Com informações da Agência Câ- mara ■ GOVERNO ESTUDA VIABILIDADE DE TARIFA ZERO NO TRANSPORTE PÚBLICO BENEFÍCIOS V Foto/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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