Diário do Amapá - 27/02/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 27 DE FEVEREIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA P ela primeira vez em quase 800 anos, os restos mortais de São Francisco de Assis estão sendo expostos ao público de forma pro- longada. O esqueleto do santo foi colocado em uma urna de acrílico transparente, preenchida com nitrogênio para garantir sua pre- servação, protegida contra danos e tentativas de roubo. Sobre a peça está a inscrição em latim Corpus Sancti Francisci, repousando sobre um pano de seda branco. A expectativa é de que cerca de 400 mil peregrinos passem pelo local durante o período de visitação. Mais do que um fato histórico, a exposição reacende reflexões sobre fé, religiosidade e a força espiritual que atravessa séculos. Para milhões de católicos, venerar as relíquias de um santo não significa adorar ossos ou objetos, mas recordar uma vida que foi exemplo radical do Evangelho. É um gesto de memória, respeito e inspiração. São Francisco de Assis é um dos santos mais venerados da Igreja Católica porque sua vida re- presentou, de forma concreta, os valores centrais do cristianismo. Nascido na Itália no século XIII, ele abriu mão de riquezas e privilégios para viver na pobreza, dedicando-se aos pobres, aos doentes e aos excluídos. Fundador da Ordem dos Fran- ciscanos, pregou a paz, a humildade, o amor à criação e a fraternidade universal. Sua relação com a natureza, chamando o sol de irmão e a lua de irmã, tornou-se símbolo de cuidado com o meio ambiente. Não por acaso, foi proclamado padroeiro da ecologia. Seu tes- temunho de simplicidade e compaixão continua atual em um mundo marcado por desigualdades e conflitos. A veneração a São Francisco não se explica apenas pela tradição, mas pela identificação pro- funda que as pessoas encontram em sua história. Ele é visto como o santo da paz, da alegria simples, da caridade concreta. Sua espiritualidade não ficou restrita aos mosteiros, mas foi vivida nas ruas, junto ao povo. Diante da exposição de seus restos mortais, milhares de peregrinos não buscam apenas ver uma relíquia histórica. Buscam renovar a fé, agradecer graças alcançadas, pedir proteção e encontrar sentido espiritual. A religiosidade popular se manifesta nesses gestos silenciosos de oração, na emoção diante da memória de alguém que transformou sua época com amor e humildade. O que se vê ali não é apenas um esqueleto preservado ao longo dos séculos, mas o símbolo de uma vida que continua tocando corações. A fé, quando enraizada em exemplos concretos de bondade e entrega, atravessa gerações. E São Francisco de Assis permanece como um dos maiores testemunhos dessa força espiritual que não envelhece com o tempo. ■ São Francisco de Assis foi mais que um religioso, foi um exemplo Diante da exposição de seus restos mortais, milhares de peregrinos não buscam apenas ver uma relíquia histórica. Buscam renovar a fé, agradecer graças alcançadas, pedir proteção e encontrar sentido espiritual. GREGÓRIOJ.L. SIMÃO E-mail: gregoriojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia Q ue novidade! Ou não? Após o assassinato do prefeito de Santo André em janeiro de 2002, encerrou meu ciclo no PT, minhas críticas já eram públicas e não queria por um alvo emmimmesmo. Decidi que nunca mais votaria no PT... Logo no início de 2019, ficou claríssimo que Bolsonaro não sabia governar e, mais grave, tinha preguiça de aprender. Colocou o Chicago Boy que não soube fazer o Brasil crescer e enriquecer. Engoli meu orgulho e o sapo (como dissera Brizola). E, saindo, o "chicaboi" fez previsões de um Brasil apocalíptico sob Lula e Haddad. Certamente, Lula buscava redenção e convenceu o "church boy" a ser seu vice. Ao menos Lula não mataria 700 mil brasileiros. Outro político que se apresenta como gênio econômico e político é o governador de São Paulo que vestiu o boné MAGA, que aconselhou o Lula a submeter o Brasil ao Trump e ainda afirmou que a Argentina iria ser modelo para o mundo... Errou! Lula já dera exemplo de ir para a prisão sem fazer "mimimi" nem tentar fugir como os "destro- covardes" fazem atualmente. O presidente já prestou as contas de 2025, avalio bem, mas seria melhor se o Bolsonaro não tivesse entregado o orçamento ao Congresso, fonte atual da roubalheira. Que cada um busque as informações em jornais e conclua per si. Embora a população já sinta de forma indireta, como mostra o DataFolha, que divulgou a pesquisa "Principais problemas do país ao longo da gestão Lula 3", em 13 de dezembro último, em que mostra que o desastre econômico pintado pela direita não se concretizou. A economia era apontado com preocupação por 22% dos brasileiros com mais de 22 anos em abril, agora é visto como problema para 11%. A violência era uma preocupação menor, a pes- quisa apontava 11% e, agora, 16%. Um salto de 5 pontos percentuais. Para os pretos, salta para 21%, mesmo percentual da população com mais de 60 anos, mostrando quem é vítima de fato na sociedade. A questão é que segurança pública é responsabili- dade dos governadores que se opuseram à proposta de PEC do governo federal. Um foco para a equipe do presidente. Já a saúde continua como maior preocupação, era 22% e, agora, 20%, dentro da margem de erro que é de 2 p.p.. Curiosamente, é preocupação para 26% das mulheres, enquanto que 15% para os homens. Tal como a violência que é mais importante para os homens, 18%, que as mulheres, 13%, apesar da violência contra a mulher e o feminicídio crescerem no país. A corrupção só importa para 10% dos homens e 6% para das mulheres, mesmo percentual das que se preocupam com a fome e só 3% dos homens. Já o desemprego, importa para 6% dos homens e 5% das mulheres. Desi- gualdade social, impostos e política tem pouca gente que julga importante, certamente porque as pessoas não relacionam esses fatores com saúde, vio- lência e economia. Antigamente, eu acreditava que a educação faria com que todos enxer- gassem os erros dos governos e votariam melhor, mas o que vejo são "doutores" extremistas cegos pela paixão política, de extrema-direita e ex- trema-esquerda, então devolvo a pergunta ao leitor: como salvar nossa nação do extremismo? ■ Destro-economistas erraram... A corrupção só importa para 10% dos homens e 6% para das mulheres, mesmo percentual das que se preocupam com a fome e só 3% dos homens. Já o desemprego, importa para 6% dos homens e 5% das mulheres. Desigualdade social, impostos e política tem pouca gente que julga importante. MARIO EUGENIO E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior

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