Diário do Amapá - 27/02/2026
CIDADES SEXTA-FEIRA | 27 DE FEVEREIRO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Docente da universidade alerta para crise de acesso de estudantes amapaenses e defende ação afirmativa como instrumento de re- dução das desigualdades educacionais. ■ ● Seminário na Unifap debate impactos da suspensão da bonificação regional no acesso ao ensino superior O Departamento Nacional de In- fraestrutura de Transportes (DNIT) se- gue avançando nas obras de pavimentação da BR- 156/AP, no segmento Tronco Sul, no estado do Amapá, com atuação integrada às ações de gestão ambiental. Como parte do pro- cesso de licenciamento ambiental, o Programa de Arqueologia executado na rodovia tem possibilitado a identi@cação, o monitoramento e o resgate de im- portantes vestígios arqueológicos, contribuindo para a preservação do patrimônio histórico e cultural da região. Desde o início das atividades, em maio de 2025, as equipes técnicas especializadas já registraram di- versos achados arqueológicos, entre eles fragmentos de cerâmica decorada, artefatos líticos como lâminas de machado e lascas de pedra, além de objetos asso- ciados à produção têxtil, como rodas de fuso, e peças com elementos antropomorfos. Os materiais evi- denciam antigas ocupações humanas e ampliam o conhecimento cientí@co sobre os povos que habitaram a região amazônica. 9 O Programa de Arqueologia integra o licenciamento ambiental e contribui para a preservação do patrimônio histórico no Amapá ■ O material evidencia antigas ocupações humanas e ampliam o conhecimento científico sobre os povos que habitaram a região amazônica. Trecho do texto Um dos principais destaques é o sítio arqueológico Quintela I, localizado nas proximidades do rio Vila Nova, onde foram encontrados recipientes cerâmicos inteiros, incluindo exemplares com elementos decorativos associados à tradição marajoara, reconhecida como uma das mais so(sticadas expressões da cerâmica indígena na Amazônia. ARQUEOLOGIA Um dos principais destaques é o sítio arqueológico Quintela I, localizado nas proximidades do rio Vila Nova, onde foram encontrados recipientes cerâmicos inteiros, incluindo exemplares com elementos deco- rativos associados à tradição marajoara, reconhecida como uma das mais so@sticadas expressões da cerâmica indígena na Amazônia. As análises indicam que parte dos vestígios está relacionada a grupos associados à tradição Jari, que viveram na região há aproximadamente 1.200 anos, enquanto outros artefatos apresentam características atribuídas aos grupos Koriabo, que ocuparam áreas do sul do Amapá e do Pará entre os anos 1000 e 1700 d.C., evidenciando a relevância arqueológica da área onde estão sendo executadas as obras. As atividades arqueológicas são realizadas de forma contínua, por meio de monitoramento, resgate e salvamento arqueológico, conforme previsto nas condicionantes do licenciamento ambiental. Essa atuação garante que o avanço das obras ocorra de forma responsável e alinhada às diretrizes de proteção do patrimônio cultural brasileiro. Ao promover a pavimentação da BR-156/AP com foco na responsabilidade socioambiental, a autarquia rea@rma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da infraestrutura de transportes, conci- liando a execução das obras com a preservação da história e da identidade cultural das regiões atendi- das. ■ DNIT IDENTIFICA VESTÍGIOS ARQUEOLÓGICOS DURANTE OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO DA BR-156/AP
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