Diário do Amapá - 28/02/2026

Calote online Veja como muitos brasileiros continuam enrolados para pagar contas na praça, em novos tempos no e-commerce. A parceria com a Serasa Experian possibilitou ao Mercado Pago recuperar R$ 139 milhões em dívidas apenas no último bimestre de 2025, através do Programa Limpa Nome. O montante mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2024, quando a recuperação somou R$ 64 milhões. E-Commerce Levantamento da Social Digital Commerce, com base em dados de mercado, mostra que, em 2025, o varejo online ultrapassou 30% de aumento de compradores na categoria de higiene e beleza, com ticket médio 2,3 vezes maior do que no físico comparado ao mesmo período do ano anterior. Para 2026, a expectativa para o e-commerce é de crescimento, custo médio de R$ 564,96, alta de 4,7%, em relação ao ano passado. Ouro negro AANP finalizou a distribuição dos royalties referentes à produção de dezembro de 2025, totalizando R$ 4,91 bilhões entre os regimes de partilha, concessão e cessão onerosa. Os Estados do RJ, SP e ES receberam R$ 569 milhões, e 545 municípios, R$ 736 milhões. Os dados detalhados por beneficiário já estão disponíveis para consulta nos canais oficiais da ANP e do Banco do Brasil. Cobre o seu prefeito! Maré braba Ninguém percebeu no UFC Congresso ontem: O deputado Luís Lima (Novo- RJ), campeão de natação, o Rei do Mar no Rio, não conseguiu desviar de uma braçada na maré contra. Levou um soco no nariz no meio da confusão na CPMI do INSS. Partiu para revidar, mas encontrou uma ressaca de gente no caminho. Poder dos vices A literatura política está repleta de vices que ganham holofotes quando o titular pula fora, é preso, ou morre, ou fica inelegível etc. De olho nos votos das 13 cidades da Baixada Fluminense, fiel da balança nas eleições fluminenses, Eduardo Paes escolheu para vice Jane Reis, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis. A dupla lhe garantiu metade dos votos na região. Jane nunca foi eleita a nada, nem a síndica. Exposto Os palacianos deixaram a porradaria correr solta na CPMI do INSS no Congresso Nacional e não fizeram esforço para usar a base governista e barrar a quebra de sigilo bancário do empresário Fábio Luís – o Lulinha, filho 01 do presidente da República. Nos corredores do Planalto já se sabe que nada vão encontrar na conta dele. É simples. Não que seja inocente. Deve ser investigado, sim, após informações de mesada paga pelo Careca do INSS. Mas a oposição se esqueceu de que ele poderia usar “laranjas” para receber a suposta mesada de R$ 300 mil. E mais, quem deveria investigar para valer a proximidade de Lulinha com Careca é a Polícia Federal. Será que está apurando mesmo? A conferir. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) anular a deliberação daComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que quebrou os sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridth Partici- pações, ligada à família do ministro Dias Toffoli. O ministro afirmou que o objeto de investigação da CPI não tem relação com o BancoMaster. Dessa forma, a quebra de sigilo deve ser anulada por desvio de finalidade. De acordo com investigações da Polícia Federal, fundos de investimentos ligados ao banco realizaram transações financeiras com a Maridth, que foi proprietária resort Tayayá, localizado no Paraná. “Qualquer espécie de produção probatória (quebra de sigilos, depoimentos, elaboração de relatórios) em cir- cunstâncias desconexas ou alheias ao ato de instauração configura flagrante desvio de finalidade e abuso de poder, na medida em que a imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guardam estrito nexo de pertinência com o objeto que legitimou a criação da comissão”, disse Mendes. Na última quarta-feira (25), a CPI aprovou a quebra dos sigilos da empresa, que teria participação em um resort de luxo no Paraná ligado ao Banco Master. A CPI também aprovou requerimentos de convites para o ministro Dias Toffoli e de convocação para seus ir- mãos, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, ambos sócios do empreendimento. Ontem (26), oministro AndréMendonça, STF, decidiu que os irmãos doministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à CPI. A CPI, instalada em novembro do ano passado, tem como finalidade produzir um diagnóstico sobre o crime organizado no Brasil e propor medidas para combater facções e milícias. ■ CRIME ORGANIZADO Gilmar anula decisão que quebrou sigilo de empresa ligada a Toffoli O ano de 2025 foi o terceiro mais quen- te já registrado no planeta, com a temperatura média global atingindo 1,47 grua Celsius (°C) acima dos níveis pré- industriais (1850–1900). No Brasil, esse aquecimento se refletiu em uma sucessão de eventos climáticos ex- tremos que impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões. Os dados constam do mais recente re- latório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A publicação é elaborada a partir de in- formações de órgãos, serviços e programas de monitoramento do clima de diferentes regiões do planeta, como o europeu Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. De acordo com os dados, no ano passado, a temperatura média global atingiu 14,97 °C – ficando apenas 0,01 °C abaixo da regis- trada em 2023 e 0,13 °C abaixo de 2024 – o ano mais quente da série histórica “As altas temperaturas globais, junta- mente com os níveis recordes de vapor d’ água na atmosfera em 2025, desencadearam ondas de calor sem precedentes, secas, in- cêndios e chuvas intensas, causando impactos significativos e miséria a milhões de pessoas", sustentam os autores do relatório. Eventos hidrológicos O documento destaca que, no Brasil, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961. E que, em novembro passado, oito unidades federativas registraram secas em 100% de seus territórios: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. O relatório indica que o país foi marcado por sete ondas de calor e pelo mesmo número de ondas de frio, além de uma "ampla variedade de desastres hidrometeo- rológicos fortalecidos por padrões climáticos extremos associados ao aquecimento global”. De acordo com os dados, o Brasil regis- trou 1.493 eventos hidrológicos como secas intensas, alagamentos, transbordamentos de cursos d´água, cheias, enxurradas, desli- zamento de terra etc, sendo 1.336 de pequeno porte; 146 de médio porte e 11 de grande, com a predominância de inundações, en- xurradas e deslizamentos de terra. A região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) concentrou 43% do total de ocorrências. Esses eventos, segundo os autores do relatório, evidenciaram não só os “contextos territoriais mais vulneráveis, nos quais a in- tensidade dos eventos e as condições locais favoreceram a geração de danos mais signi- ficativos”, como diferenças municipais “na capacidade de resposta institucional às ocor- rências. Ainda de acordo com os especialistas, 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão ex- postas a riscos geo-hidrológicos, devendo ser foco prioritário de ações de gestão e prevenção de riscos e desastres. ■ MEIO AMBIENTE DESASTRES CLIMÁTICOS AFETARAM MAIS DE 336 MIL PESSOAS NO PAÍS, EM 2025 V Foto/ Fernando Frazão/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 28 DE FEVEREIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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