Diário do Amapá - 01 e 02/03/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 01 E 02 DE MARÇO DE 2026 Em dia favorável aos países emergentes, o dólar aproximou-se de R$ 5,10 e atingiu o menor valor em 21 meses. A bolsa de valores teve um pequeno recuo, com investidores vendendo ações para embolsarem os lucros um dia após bater recorde. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (25) vendido a R$ 5,125, com recuo de R$ 0,031 (- 0,6%). A cotação oscilou bastante ao longo do dia, caindo para R$ 5,12 na primeira hora de negociação, subindo para R$ 5,16 por volta das 12h50 e caindo de forma consistente durante a tarde, até encerrar próxima da mínima do dia. No menor nível desde 21 de maio de 2024, a moeda estadunidense recua 2,33% em fevereiro. Em 2026, a divisa cai 6,63%. O mercado de ações teve um dia de realização de lucros. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 191.247 pontos, com queda de 0,13%. Embora ações de mineradoras tenham subido, por causa da alta da cotação internacional do minério de ferro, a rea- lização de lucros (venda para embolsar ganhos) em outros papéis empurrou o índice para baixo. Por mais uma sessão, o fluxo de capitais estran- geiros a países emergentes continuou forte. O mo- vimento ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar o tarifaço do governo de Donald Trump e após a imposição de uma tarifa unilateral de 10% sobre todas as importações do país, abaixo dos 15% anunciados. Na terça-feira (24), o Ministério do Desenvolvi- mento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) di- vulgou que a tarifa de 10% atingirá somente 25% das vendas do Brasil aos Estados Unidos. Um total de 46% das exportações para o país ficaram isentas de tarifas com o novo regime tarifário estaduniden- se. * com informações da Reuters ■ CÂMBIO Dólar cai para R$ 5,12 e atinge menor valor em 21 meses ● O vice-presidente da República emi- nistro do Desenvolvimento, In- dústria, Comércio e Serviços, Ge- raldo Alckmin, disse hoje (27), na capital paulista, que o acordo comercial firmado entre oMercosul e a União Europeia deve entrar em vigor emmaio. Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que sua expectativa é que o acordo seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas, seguindo depois para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta semana, o acordo já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. "Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e as- sinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, disse. Nesta quinta-feira, o Parlamento ar- gentino ratificou o acordo, assim como o Uruguai. União Europeia Nesta sexta-feira, a Comissão Europeia anunciou que o bloco aplicará provisoria- mente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir que o bloco obtenha a vantagem do pioneirismo. Normalmente, aUnião Europeia aguar- da a aprovação de seus acordos de livre comércio pelos governos do bloco e pelo Parlamento Europeu. No entanto, os par- lamentares, liderados por deputados fran- ceses, votaram no mês passado para con- testar o acordo no tribunal superior do bloco, o que pode atrasar sua implemen- tação total em dois anos. A aprovação pela assembleia da UE continua sendo necessária, mas a UE e o Mercosul podemcomeçar a reduzir tarifas e aplicar outros aspectos comerciais do acordo antes disso. Salvaguardas Segundo Alckmin, hoje foi encami- nhada uma proposta para a Casa Civil para que sejam regulamentadas as salva- guardas previstas no acordo, que são me- canismos que permitem suspender a re- dução das tarifas caso ocorra um surto de importações. Depois de passar pela Casa Civil, o texto ainda será levado aoMinistério da Fazenda e das Relações Exteriores, para então poder ser sancionado pelo presidente Lula. A expectativa do governo é que essas salvaguardas sejam regulamentadas já nos próximos dias. “Oacordo prevê umcapítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, falou o vice-presi- dente. De acordo comAlckmin, a lógica pre- vista para a abertura de mercados é de que haja ganhos para a sociedade, que po- derá comprar produtos demelhor qualidade e com menor preço. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os eu- ropeus também e é isso que será regula- mentado.” Sobre o acordo O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens doMercosul ematé 12 anos. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720milhões de habitantes. AAgência Bra- sileira de Promoção de Exportações e In- vestimentos (ApexBrasil) estima que a im- plementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras emcerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, benefi- ciando inclusive à indústria nacional. *com informações da Agência Reuters ■ ALCKMIN: ACORDO MERCOSUL-UNIÃO EUROPEIA DEVE ENTRAR EM VIGOR EM MAIO EXPECTATIVA V Foto/ Bruno Peres/Agência Brasil

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