Diário do Amapá - 03/03/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 TERÇA-FEIRA | 03 DE MARÇO DE 2026 Os preços do petróleo e do gás dispararam e as principais Bolsas do mundo operavam em queda nesta segunda-feira (2), após a escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã. Segundo a France Presse, o setor mais afetado nos mercados acionários foi o de aviação e turismo, com quedas expressivas nas ações das companhias. Em meio ao conflito, os preços do petróleo já che- garam a subir 13%, ultrapassando os US$ 82 por barril, o valor mais alto desde janeiro de 2025. Na abertura dos mercados, o barril do Brent subiu quase 14%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou cerca de 12%. Por volta das 10h18 (horário de Brasília), o Brent subia 8,30%, cotado a US$ 78,92, e o WTI ganhava 7,74%, negociado a US$ 72,19. Antes mesmo da escalada do conflito, o petróleo já vinha subindo por causa das tensões políticas e ter- minou a semana em US$ 72. A guerra também elevou fortemente os preços do gás na Europa. O contrato do TTF (Title Transfer Facility), principal referência para o preço do gás natural na Europa, subia mais de 41% por volta das 10h28 (horário de Brasília), cotado a 45,3 euros por megawatt-hora (MWh). O temor é de que o conflito afete as exportações de gás natural liquefeito (GNL) da região do Golfo, especialmente do Catar. Na Ásia, a maioria dos mercados de ações caiu, refletindo a preocupação dos investidores com o conflito no Oriente Médio. Tóquio (1,4%) e Hong Kong (2,1%) tiveram quedas mais fortes, enquanto Xangai foi exceção e fechou em leve alta. Na Europa, as Bolsas também abriram em queda, com perdas generalizadas. Paris caía 1,96%, Frankfurt recuava 1,99%, Milão perdia 2,13%, Londres cedia 0,55% e Madri registrava queda de 2,58%, segundo a AFP. ■ ALTA Preço do petróleo dispara após ataques ao Irã ● O s principais benef ícios sociais do país, juntos, vão custar cerca de R$ 550 bilhões em 2026, o equi- valente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que aponta o estudo "Renda Básica: Um Debate de Longa Data", dos econo- mistas Gabriel Barros, da ARX Investi- mentos, ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, CléoOlim- pio e Matheus Caliano. No início do mês, o ministro da Fa- zenda, Fernando Haddad, sugeriu uma nova arquitetura para essas despesas, com a unificação de programas. Segundo Had- dad, análises técnicas estão sendo condu- zidas para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. Segundo o estudo dos economistas, a estrutura de gastos sociais do país é extensa, commúltiplas portas de entrada, critérios diversos de elegibilidade e diferentes me- canismos de pagamento ou entrega de produto ou serviço sem a requerida inte- gração. Os economistas mostram, ainda, que a rede de proteção social é "ampla, onerosa e umbilicalmente relevante para as contas públicas, que se apresentam como o prin- cipal desafio macroeconômico do Brasil". Gabriel Barros estimou que é pos- sível economizar cerca de R$ 50 bilhões por ano somente combatendo fraudes e retirando beneficiários que não têmdireito aos benef ícios (pelos critérios atuais). Commudança nos critérios de acesso, ou seja, nas regras dos programas, segundo ele, seria possível economizar, ao menos, mais R$ 50 bilhões—elevando a economia anual para mais de R$ 100 bilhões. Em dez anos, o impacto seria superior a R$ 1 trilhão em recursos. A redução de gastos públicos inefi- cientes é algo pedido por analistas e eco- nomistas desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é reequilibrar as contas públicas, que estão no vermelho, e conter o crescimento da dívida brasileira - que já está distante de países da América Latina e próxima de nações europeias. Em termos práticos, com uma dívida mais alta há uma pressão maior sobre a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação. Isso se reflete nos juros cobrados pelomercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. Os gastos sociais são obrigatórios, ou seja, é necessário que sejam alteradas leis para que possam ser reformulados. Para isso, terão de ser encaminhadas propostas, seguidas de debates no Congresso Nacio- nal. Sem a contenção de gastos obrigató- rios, faltarão nos próximos anos recursos para algumas ações do governo, como: gastos damáquina pública, investimentos, bolsas de estudo, universidades federais e agências reguladoras, entre outros. Problemas detectados No estudo, os economistas observam que há sobreposição de benef ícios, ou seja, a duplicidade no recebimentos re- cursos de programas de assistência social (como no caso do BPC e do Bolsa Família), o que, embora não seja ilegal, "evidencia fragilidades no desenho e na coordenação das políticas públicas". Eles lembram o caso citado na im- prensa em que três cidades brasileiras possuíam mais cadastrados no programa Pé-de-Meia do que alunos matriculados na rede pública. "Ainda que a ocorrência de tais episódios não signifique necessa- riamente uma defesa pela extinção dos programas, registramuma fragilidade evi- dente: o sistema cresce em volume e com- plexidade antes de amadurecer plenamente em controle, auditoria e integração de da- dos", disseram. ■ BENEFÍCIOS SOCIAIS REGISTRAM DUPLICIDADE E FRAUDES, DIZ ESTUDO; HADDAD FALA EM REFORMULAÇÃO ESTUDOS V Foto/ Divulgação

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