Diário do Amapá - 05/03/2026

CONDENADO A 14 ANOS POR ESTUPRAR CRIANÇA É PRESO EM MAZAGÃO CAPTURADO POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 05 DE MARÇO DE 2026 11 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa N essa terça-feira, 3, a 8ª De- legacia de Polícia da Capital, com o apoio da Delegacia de Mazagão, prendeu um homem de 55 anos de idade, que estava com um mandado de prisão defi- nitiva pelo crime de estupro de vulnerável. Segundo informações do dele- gado Alan Moutinho, titular da 8ª DPC, os abusos tiveram início em 2011, quando a vítima, neta da es- posa do agressor, tinha apenas dez anos. “O criminoso praticava atos li- bidinosos, mantendo a conduta contínua até ela completar 12 anos. Conforme apurado, o homem apro- veitava os momentos em que ficava a sós com a vítima para imobilizá- la e molestá-la”, explicou Mouti- nho. Durante o atendimento psico- lógico realizado pela Delegacia Es- pecializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), a menina relatou que os abusos ocorriam de forma recor- rente. “Quando foi interrogado, o in- frator confessou o crime e admitiu ter violentado sexualmente outras três crianças da família de sua es- posa”, revelou a autoridade poli- cial. Ainda segundo Moutinho, a pró- pria esposa do agressor foi quem denunciou os crimes. No entanto, chamou a atenção da equipe o fato de ela ainda manter o vínculo ma- rital com o indivíduo no momento da prisão. “O condenado foi localizado em sua residência, na comunidade do Carvão, em Mazagão. Ele passará por audiência de custódia e será encaminhado para a penitenciária para cumprir a pena de 14 anos em regime inicialmente fechado”, concluiu o delegado. ■ Tenente coronel Wilkson Santana assume a tropa de elite da PM do Amapá; major Hércules Lucena é o subcomandante e o auxiliará nas tomadas de decisões e no planejamento operacional O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Amapá está sob nova direção. Desde a se- mana passada, o tenente-coronel Wilkson Santana assumiu a unidade e, junto com ele, o major Hércules Lucena como sub- comandante. Ambos já fazem parte da ins- tituição há pelo menos duas décadas. Em entrevista ao Programa LuizMe- loEntrevista (Diário FM90,9) desta quar- ta-feira, 4, os chefes da tropa de elite da PM do estado, uma das mais respeitadas do país, falaram de que forma pretendem dar andamento às missões já desenvolvidas pelo batalhão, especialmente no combate ao crime organizado. “Estamos monitorando as sete facções que agem em nosso estado. Nossa diretoria de Inteligência é extremamente atuante, e posso garantir aos senhores que estamos li- dando com a pior espécie da sociedade. São criminosos que não têm escrúpulos e que fazem qualquer coisa para chegar aos seus objetivos”, explicou Wilkson. Conforme a ‘mancha criminal’ – que indica onde concentra os maiores ataques das organizações criminosas –, a zona norte de Macapá, bairros como Santa Rita e Nova Esperança, e o município de Santana, são os pontos mais críticos do Amapá. “São onde facções rivais coexistem na mesma região e que quando a guerra é de- clarada, naturalmente, por estarem próxi- mas, vão se confrontar. Nesse caso, nosso objetivo é evitar que haja o confronto porque em área de palafitas, quando eles atiram, podem atingir um cidadão de bem, uma criança, como já registramos. Por isso, pre- cisamos agir de forma contundente” , declarou o novo comandante do Bope. Wilkson avaliou que o principal foco para combater as organizações criminosas é prender traficantes. “Toda cadeia criminosa gira em torno do tráfico. O criminoso que rouba, ele faz isso para comprar drogas, o que furta é para trocar por drogas, o que mata é porque recebeu uma ordem por estar devendo a traficantes, então, quando a gente consegue pegar e tirar de circulação, traficantes, apreender grandes quantidades de entor- pecentes, a gente consegue fazer com que a cadeia do crime diminua”, ponderou. Sobre ser indicado para assumir o co- mando do Batalhão de Operações Especiais, o tenente-coronel se emocionou e lembrou sua trajetória na unidade. “Não posso negar que é uma responsa- bilidade muito grande e que estar à frente desse batalhão me causa certo impacto. Mas confesso que é uma satisfação pessoal inenarrável porque eu fui soldado do Bope. Em 2002 formei na Polícia Militar do Ama- pá e, em 2003, o Bope foi criado, e eu servi na primeira turma. Então, participar da história da unidade e encerrar minha tra- jetória militar como comandante do Bope, é algo que vou levar para os meus filhos até o último dia da minha vida. Espero ter condições de dar orgulho para minha tropa, pois, uma tropa como o Bope precisa se re- conhecer no seu comandante, se não for assim, ela não tem a motivação necessária para exercer a dificuldade das nossas mis- sões, que são extremamente complexas”, destacou Wilkson Santana. ■ TROPA DE ELITE ELEN COSTA DA REDAÇÃO NOVO COMANDANTE DO BOPE PROMETE ATUAR DE FORMA CONTUNDENTE CONTRA O CRIME ORGANIZADO

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