Diário do Amapá - 05/03/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 05 DE MARÇO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS PROCESSO - Esta quinta-feira, 5, vem com a esperança de que finalmente PEC 47, que leva para até outubro de 1998 direito à transposição de servidores que trabalharam para o ex-território federal do Amapá, venha a ter seguimento na Câmara Federal, depois de em 2023 ter sido aprovada no Senado. ■ CARGOS - Laranjal do Jari e Oiapoque passam a contar com novos promotores de justiça titulares. Promotora Tatyana Cavalcante da Silva assumiu, por remoção, pelo critério de antiguidade, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Laranjal do Jari. Promotor Vítor Medeiros dos Reis foi promovido, também pelo critério de antiguidade, para a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Oiapoque. ■ Dever DaLua, na primeira entrevista após afastamento de Furlan e Mário Neto, que o guinda ao cargo de prefeito, disse: “Primeiro, tranquilidade e cautela. Assim como todos vereadores fomos pegos de surpresa, eu também fui. O que vou fazer é cumprir uma decisão judicial que determinou o afastamento temporário do prefeito e do vice”. Sentença Agora com problemas renais, ex- prefeito João Henrique, desde a segunda, 2, voltou a ocupar leito no HSC - na UTI 2, mais precisamente, onde tem sido submetido a procedimentos de hemodiálise. Canetada do ministro Flávio Dino (STF) surpreende tutti quanti ao afastar Furlan e o vice dele, Mário, da Prefeitura de Macapá por pelo menos 60 dias, enquanto investigações da PF são feitas para apurar uso do dinheiro público na obra do Hospital Geral do Município, em construção. Foi Lucas Barreto quem liderou o movimento que colocou Furlan no PSD, de Gilberto Kassab. Linha de frente Por iniciativa da presidente regional Sandra Lacerda, o Podemos Mulher promove encontro estadual em Macapá; mas, a convite, também com participação de outras presidentes estaduais do partido, Brasil afora. Com dois dias - 13/3 à tarde e 14/3 à noite - de agenda cheia para debate aberto sobre rumos do país e estratégias do partido para as eleições de outubro. Detalhe: a deputada Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, já confirmou presença. E Sandra Lacerda, inclusive, estará sexta-feira, 6, no ‘LuizMeloEntrevista’, para uma conversa sobre o evento. Encontro estadual… Realidade de Tartarugalzinho vem sendo transformada por obras e iniciativas que destacam trabalho alinhado entre município, GEA e bancada parlamentar federal. Progresso Enfim, Furlan assume pré candidatura ao GEA: “… Quero me declarar pré- candidato a governador do Estado”, disse - apesar das chispas de fogo da PF que o afastam por 60 dias do cargo de prefeito de Macapá. Assumido Prudência foi termo usado pelo presidente da Câmara de Macapá, vereador Pedro Da Lua, que assume cargo de prefeito da capital na ausência do prefeito e do vice titulares, afastados por decisão do STF. “Assim como Furlan e Mário Neto podem ficar 2 meses fora de seus cargos, eles podem reverter a situação na Justiça, em dois, três dias. Então não vou me precipitar no exercício da prefeitura”, disse Da Lua. Temperança Margleide Alfaia, 1ª vice- presidente da Câmara Municipal de Macapá, desde a manhã desta quarta-feira, 4, é presidente efetiva da Casa Legislativa, interinamente, porque titular Pedro DaLua ascendeu para cargo de prefeito no lugar de Furlan. Mudança Enfermidade CAE do Senado aprovou projeto de Randolfe que equipara exportação para compra e venda nas ALCs da Amazônia com benefícios diretos para o Amapá. Iniciativa corrige distorções tributárias. Correção V amos falar de feiras do livro e crianças? Vamos falar de livros para crianças? As duas coisas têm tudo a ver uma com a outra. A propósito de algumas feiras do livro que estão acontecendo e acontecerão, ainda, neste final de ano, como a de Florianópolis, nunca é demais discutirmos sobre o reflexo delas na sociedade, notadamente sobre os leitores em formação. A cada grande feira, como a de Porto Alegre, por exemplo, a mais tradicional de todas, podemos cons- tatar que crescem as opções referentes à Literatura Infantil. E a cada final de feira verifica-se que o gênero que mais vende é o da Literatura Infantil e Infanto-juvenil. Provavelmente porque os livros in- fantis são mais baratos. Pode ser. As feiras e bienais do livro realmente tem privi- legiado a literatura infantil e infanto-juvenil e é im- portante que isto aconteça, porque temos de dar prioridade ao leitor em formação. Precisamos oferecer, cada vez mais, livros para nossas crianças, de todos os tamanhos, cores e formatos, de texturas e até mídias diferentes, avulsos, em pacotes ou pequenas coleções. E os eventos literários como feiras, bienais e fes- tivais e festas literárias têm oferecido quantidade e variedade no gênero infantil e infanto-juvenil, tanto os clássicos como a produção contemporânea, pois temos ótimos autores, além das produções importadas. Há livros de contos e fábulas do tamanho de um CD e há livros gigantes, do tamanho de um jornal. Há li- vros infantis para todos os gostos e bolsos. E vendem, vendem muito. Eu, que não tenho mais filhos pequenos, compro livros infantis para dar de presente a sobrinhos, aos netos e a filhos de amigos. Vê-se, nas feiras e bienais, crianças em com- panhia da família, crianças levadas pelas escolas, até crianças muito pequenas, que provavelmente nem sabem ler ainda, com moedas e notas de um real es- colhendo, elas mesmas, o livro que vão comprar. Até meninos de rua fazem-se presentes, contabilizando trocados para comprar o seu livro – o primeiro, tal- vez. Sim, é verdade, os livros infantis vendem também porque são baratos, muitos deles, principalmente aqueles tradicionais, que não pagam mais direitos autorais. Mas quando do resultado final das feiras, o valor da venda desses livros é bastante expressivo em relação aos outros gêneros. E se o livro infantil pode ser vendido mais barato, por que os outros não podem? Reconheço que os livros infantis têm menor número de páginas, mas em contrapartida têm muito mais cores – isto significa mais impressões, maior custo. E sabemos que, por venderemmais, as tiragens são maiores, o que faz com que o preço da unidade possa ser menor. Vemos, também que outros livros, de literatura clássica e contemporânea, são publicados em grandes tiragens para serem vendidos em bancas de jornais e revistas, por preços bem mais convidativos do que aqueles que são cobrados nas livrarias pelas edições “convencionais” das mesmas obras. Isto significa que há alternativas para colocar o livro – não só o infantil – ao alcance de todos os leitores. Destacamos o quanto as grandes feiras (e por que não as pequenas?) de livros têm nas crianças, esses leitores em potencial, o seu principal alvo, porque é por eles que devemos começar, para que se leia mais neste país: precisamos colocar livros nas mãos das crianças, desde a mais tenra idade, para que elas aprendam a gostar de ler. Só assim teremos mais leitores em um futuro próximo. ■ Feiras do livro e crianças E-mail: lcaescritor@gmail.com LUIZCARLOS Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC
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