Diário do Amapá - 06/03/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 06 DE MARÇO DE 2026 No primeiro dia útil após o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, o dólar chegou a superar os R$ 5,20, mas desacelerou a alta durante a tarde. Abolsa de valores subiu, sustentada por ações de petroleiras, que se beneficiaram da disparada do petróleo. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (2) ven- dido a R$ 5,166, com alta de R$ 0,032 (+0,62%). A cotação disparou durante a manhã, chegando a R$ 5,21 por volta das 11h, mas diminuiu o ritmo durante a tarde, com a leve recuperação das bolsas estadunidenses. Com informações da Reuters. ■ CÂMBIO Dólar sobe para R$ 5,16 após escalada de conflito no Oriente Médio ● A expansão de 2,3%da economia bra- sileira em 2025 posiciona o Brasil na sexta posição do ranking de crescimento do G20, grupos das maiores economias do mundo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça- feira (3) que o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado. O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do comportamento da economia. No ano passado, a agropecuária foi o principal motor do PIB nacional. Logo após a divulgação do resultado pelo IBGE, a Secretaria de Política Eco- nômica (SPE) do Ministério da Fazenda publicou um ranking com o desempenho do PIB entre as 16 economias do G20 que já divulgaram os dados consolidados de 2025. A lista é liderada pela Índia, que apre- sentou um salto de 7,5% na comparação com2024. OBrasil aparece imediatamente à frente dos EstadosUnidos, maior potência econômica do mundo. Confira o ranking: 1º) Índia: 7,5% 2º) Indonésia: 5,1% 3º) China: 5% 4º) Arábia Saudita: 4,5% 5º) Turquia: 3,6% 6º) Brasil: 2,3% 7º) EUA: 2,2% 8º) Canadá: 1,7% 9º) União Europeia: 1,6% 10º) Reino Unido: 1,4% 11º) Japão: 1,1% 12º) Coreia do Sul: 1% 13º) França: 0,9% 14º) Itália: 0,7% 15º) México: 0,6% 16º) Alemanha: 0,4% Crescimento com desaceleração O desempenho do PIB brasileiro em 2025 marcou o quinto ano seguido de ex- pansão. No entanto, o resultado aponta desaceleração, isto é, perda de ímpeto. Em 2024, o crescimento havia sido de 3,4%. Os técnicos doMinistério da Fazenda atribuem a perda de ritmo à política de juros altos. “Essemovimento indica que a política monetária contracionista exerceu impacto relevante sobre a atividade, contribuindo para o fechamento do hiato do produto”, afirma o estudo. Na linguagem dos economistas, hiato do produto é um indicador sobre a capa- cidade de produção da economia sem gerar pressão inflacionária. O fechamento do hiato citado pelo boletimda SPE indica que os juros altos desestimularam o con- sumo a ponto de diminuir a alta de pre- ços. Como juros agem A política monetária contracionista, isto é, juros em patamar elevado, foi a fer- ramenta do BancoCentral (BC) para conter a inflação, que ficou praticamente todo o ano de 2025 acima da meta do governo, de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Desde setembro de 2024, o Comitê de PolíticaMonetária (Copom) do BC impôs trajetória de alta à Selic ─ taxa básica de juros ─ fazendo-a bater 15% ao ano em junho de 2025 e assim permanecendo até os dias atuais. É o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e de- sestimula investimentos e consumo. O impacto esperado é amenor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos. ■ BRASIL TEM SEXTO MAIOR CRESCIMENTO NO RANKING DAS ECONOMIAS DO G20 PIB V Foto/ Arquivo/Agência Brasil
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