Diário do Amapá - 07/03/2026

Clima & economia O HUB de Economia e Clima do Instituto Clima e Sociedade (iCS) lança na segunda (9) o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica”. O projeto apoia pesquisas aplicadas à integração entre economia e clima no Brasil. Serão disponibilizados R$ 2,5 milhões, com R$ 500 mil para cada iniciativa. As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por pessoas jurídicas, no site do iCS. SENAC na Candanga O Senac-DF inaugurou ontem um polo de educação profissional na Candangolândia,em Brasília, chamado de Israel Pinheiro, no mesmo local onde funcionou a 1ª sede da Novacap, em 1957. Serão ofertados cursos técnicos de gestão e tecnologia. A unidade tem um mural pintado pelo artista Daniel Toys. $oja O preço da soja fechou fevereiro de 2026 em queda, atingindo o menor patamar real em dois anos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. O recuo foi impulsionado pela valorização do real frente ao dólar, que reduziu a paridade de exportação e a competitividade do grão brasileiro. Somado ao câmbio, a perspectiva de uma safra robusta no País aumentou a oferta interna, mantendo as cotações sob pressão. Script pronto O desenrolar das operações policiais já indicam assunto de sobra para livros, seriados e até filmes. Daniel Vorcaro nunca foi banqueiro. Usou um banco para ficar rico. Diante de muito dinheiro, sequestrou o saldo de clientes para promover luxúria e patrimônio próprio. Nesse cenário, foi assaltado por advogados, políticos e juízes. E a ludopatia? A regulamentação das .bet e o potencial retorno dos bingos e cassinos têm adversário com discurso no Congresso, o suplente de deputado Paulo Fernando. Tem palestrado dentro e fora do Legislativo, com foco num tema “esquecido” pelo mercado e Governo: o tratamento dos viciados. Lembra o PL 4.583/24, de Ruy Carneiro (PODE-PB), que “institui o Programa Nacional de Assistência Integral às Pessoas com Ludopatia”. Não vai rolar As robustas Frentes Parlamentares do patronato – leia-se agronegócio, indústria e serviços – se reuniram em debates e almoços nessa semana e já avisaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que vão trabalhar nas lideranças para adiar para 2027 o debate da PEC do fim da jornada 6 x 1. Os argumentos são diretos e bem amparados: estudos já prontos mostram uma regressão na economia do País, um peso maior nas costas do patrão, redução na geração de empregos. E, em outra frente, o que mais repetem entre gabinetes: é uma proposta totalmente eleitoral, em ano de campanha presidencial. “Vão querer vender ilusão atrás de votos, apenas”, diz um parlamentar. Em suma, por mais que o PT e aliados avisem sobre concessões na ementa original, na visão das Frentes não dá para fechar uma jornada menor sem redução de salário – item que os entusiastas da proposta não colocam nas negociações. A ideia, então, é adiar e depois arquivar. O Ministério da Saúde iniciou o novo tratamento contra a malária em crianças menores de 16 anos de idade no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pesos entre 10 kg e 35 kg. O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país. Até então, o medicamento era oferta- do apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos de idade. A entrega do medicamento está sendo feita de forma gradual, com foco em áreas prioritárias na região Amazô- nica. O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a dispo- nibilizar esse tipo de tratamento para crianças. Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença em todo o território nacional. O ministério esclareceu que o novo medicamento passou a ser indicado para pessoas com malária vivax (Plasmodium vivax), com peso acima de 10 kg, que não estejam grávidas ou em período de amamentação. O uso do medicamento tem se mostrado eficaz, redu- zindo as recaídas e a transmissão da doença. Até então, o esquema terapêutico disponível exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, es- pecialmente entre crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, “a nova apre- sentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as fa- mílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaí- das” Ainda segundo o ministério, o medicamento “contri- bui para a interrupção da transmissão da doença, possi- bilita o ajuste da dose conforme o peso da criança, garan- tindo maior eficácia do tratamento”. ■ SAÚDE SUS começa a usar novo tratamento contra a malária em crianças A cada 24 horas, 12 mulheres, emmédia, são vítimas de violência emnove estados acompanhados pela Rede de Observa- tórios da Segurança: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados foram divulgados nesta sexta- feira (6) e foram produzidos a partir de um monitoramento diário do que circulou nas mídias sobre violência e segurança no ano de 2025. Ao todo, 4.558 mulheres sofreram algum tipo de violência nos locais incluídos pela pes- quisa, número que representa aumento de 9% em relação a 2024. O levantamento também aponta cresci- mento expressivo da violência sexual. Foram 961 registros de estupro ou violência sexual em2025, umaumento de 56,6% em relação ao ano anterior, quando foramcontabilizados 602 casos. Entre as vítimas, 56,5% eram meninas de 0 a 17 anos. Outro ponto do relatório é a relação entre vítimas e agressores: 78,5%das violências foram cometidas por companheiros ou ex-compa- nheiros. Ou seja, segundo o relatório, a maior parte dos casos acontece "dentro de relações afetivas". O estudo contabilizou 546 casos de femi- nicídio e sete de transfeminicídio. No total, são 1.004 mortes quando considerados homi- cídios, feminicídios e transfeminicídios. Apublicação tambémchama atenção para a falta de informações raciais nos registros de violência na mídia. Em 86,7% dos casos, não havia identificação de raça ou cor das vítimas, o que, segundo os pesquisadores, dificulta a elaboração de políticas públicas direcionadas. Divisão regional No recorte regional, alguns estados apre- sentaramindicadores específicos preocupantes. NoAmazonas, por exemplo, 78,4%das vítimas de violência sexual eramcrianças e adolescen- tes. Já o Pará registrou aumento de 76% nos casos de violência, o maior crescimento entre os estados monitorados. No Rio de Janeiro, chama a atenção que 39,1% das ocorrências foram registradas na capital. Recomendações Orelatório conclui que é necessário ampliar as políticas de prevenção, indo alémde respostas policiais e judiciais. Segundo os pesquisadores, as medidas atuais costumam atuar apenas depois que a violência já ocorreu. Entre as recomendações, estão investi- mentos emeducação sobre equidade de gênero nas escolas, além de ações para desconstruir padrões culturais que naturalizam a violência contra mulheres. A avaliação do estudo é que, sem enfrentar essas estruturas, o ciclo de vio- lência tende a se perpetuar. “Evocar a vida, em vez da morte, em um documento estatístico que compõe um per- turbador inventário das violações, cumpre o papel paradoxal e necessário de romper as 'máscaras silenciadoras' e de amplificar vozes de denúncia e resistência que transbordam os números”, comenta Flávia Melo, autora do principal texto desta edição. Como denunciar É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, umserviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. ■ INDICADORES PREOCUPANTES RELATÓRIO APONTA MÉDIA DE 12 MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR DIA V Foto/ Paulo Pinto/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 07 DE MARÇO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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