Diário do Amapá - 08 e 09/03/2026

LULA RECEBE PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL NESTA SEGUNDA E DEVE ASSINAR ACORDO PARA AMPLIAR COMÉRCIO ENTRE OS PAÍSES O pres idente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta se- gunda-feira (9) o pre- sidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para reuniões de tra- balho no Palácio do Planalto. A expecta- tiva é de que, durante o encontro, os dois líderes assinem ao menos três acordos para ampliar a relação entre os dois países. A reunião faz par- te da estratégia do Brasil de tentar di- versificar seus parceiros comerciais após o tarifaço dos EUA. Estão sendo negociados acordos nas áreas de tu- rismo, comércio e investimento, e cultura. No ano passado, a corrente de comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 2,2 bilhões, com ex- portações brasileiras na ordem de US$ 1,5 bilhão. Auxiliares de Lula avaliam que o comércio entre os dois países é muito pequeno, mas apresenta grande potencial. Com a mesma estratégia de buscar novos mercados, Lula visitou no mês passado a Índia e a Coreia do Sul. O petista convidou Ramaphosa para uma visita de Estado ao Brasil no ano passado durante uma reunião bilateral em Joanesburgo. O presi- dente brasileiro estava no continente africano para partici- par da cúpula de che- fes de Estado e go- verno do G20. Comitiva de em- presários Ramaphosa de- sembarca em Brasília com uma comitiva de empresários. A previsão é que Lula receba o presi- dente sul-africano no Palácio do Planalto na manhã de segunda para uma reunião fe- chada no Palácio do Planalto. Depois, os dois chefes de Estado fazem uma declaração à imprensa. Em seguida, Lula oferece um al- moço para Ramaphosa no Palácio do Itamaraty. À tarde, está previsto um evento com empresários brasi- leiros e africanos. ■ PARCEIROS COMERCIAIS Estão sendo negociados acordos nas áreas de turismo, comércio e investimento, e cultura. POLÍTICA |POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 08 E 09 DE MARÇO DE 2026 FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 10 E videntemente, ninguém gosta de guerras! Mas nem os soldados, sargentos e capitães gostam, eles que de imediato são jogados para a linha de frente das grandes batalhas e arriscam suas vidas para eliminar o inimigo enquanto comandantes sim- plesmente traçam o planejamento estratégico dos popularmente chamados “jogos de guerra”. O final das batalhas, todos sabemos: Vidas tão jovens perdidas de ambos os lados e famílias completamente destruídas, dilaceradas pela perda. De lembrança apenas pedaços humanos e algumas vezes nem isso, com uma bandeira do país cobrindo o caixão… Lamentavelmente e tristemente, algumas guerras são necessárias para derrubar a tirania, acabar com a barbárie, como foi a histórica e marcante luta dos Aliados e da Resistência francesa e polonesa contra os nazistas, entre 1.938 e 1.945, por exemplo. Atualmente, assistimos com muita preocupação o desenrolar dos acontecimentos bélicos dos Estados Unidos da América e do estado de Israel contra o regime teocrático iraniano, após a morte de Khamenei e sua cúpula de líderes políticos e militares, até porque, pessoas inocentes estão morrendo no Irã, principalmente, crianças. A bem da verdade, o líder iraniano Ali Khamenei não é nunca foi um líder político, na acepção positiva do termo, e sim um antigo ditador genocida de seu próprio povo, de sua própria gente, isso, desde 1.989 até o presente. Foi o “chefe de estado” há mais tempo no poder no Oriente Médio e o segundo com mais tempo no poder no Irã. Sendo considerado o “preferido” do Aiatolá Kho- meini para sucedê-lo, Khamenei foi eleito pela As- sembleia dos Peritos para ser o novo “líder supremo” do Irã no dia 4 de junho de 1.989, aos 49 anos, após a morte de Khomeini. A partir de 1.989 em diante Khamenei desenvolve uma onda de terror não só no mundo como também em sua própria terra, man- dando eliminar opositores, sistematicamente. Ele tinha o controle total, direto e absoluto sobre os po- deres executivo, legislativo e judiciário, além das forças armadas e da chamada mídia estatal. De acordo com Vali Nasr, da Escola de Estudos Internacionais Avançados Johns Hopkins, “Khamenei era um tipo incomum de ditador. Os funcionários sob o comando de Khamenei influenciavammúltiplos poderes do país, e, por vezes, instituições em conflito, incluindo o parlamento, a presidência, o judiciário, a Guarda Revolucionária, as forças armadas, os ser- viços de inteligência, as agências policiais, a elite clerical, os líderes da oração de sexta-feira e grande parte da mídia, bem como várias fundações não go- vernamentais, organizações, conselhos, seminários e grupos empresariais”, observa. Somente de 2025 para cá seu cruel regime teo- crático eliminou mais de 36 mil civis, a maioria, jovens que apenas protestavam clamando liberdade, democracia, melhor qualidade de vida, trabalho, co- mida na mesa e saúde para todos. O monstro está morto! E agora? Será o fim de uma era de terror no Irã? Paz na terra aos homens e mulheres de boa von- tade! Paz, democracia e progresso para o sofrido povo iraniano! ■ E-mail: grandearquitetoap@hotmail.com WELLINGTONSILVA Jornalista e Historiador Khamenei: The monster is dead! O monstro está morto! E agora? V Foto/ Ricardo Stuckert / PR

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