Diário do Amapá - 08 e 09/03/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 08 E 09 DE MARÇO DE 2026 17 FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 N a zona rural de Macapá, no Quilombo do Curiaú, viveu Antonia Venina da Silva, a Tia Venina, uma das mulheres que ajudaram a preservar a cultura do marabaixo e do batuque no Amapá. Descrita pela família como ale- gre, determinada e de fé inabalável, Tia Venina foi reconhecida como liderança comunitária e guardiã da memória quilombola. Dançadeira, cantadeira, rezadeira e curandeira de garganta, deixou como legado a valorização da ancestralidade e da tradição cultural repassada às novas gerações. Ao lado dela, outras duas mu- lheres também se tornaram símbo- los de resistência: Tia Chiquinha e Tia Gertrudes. As três foram ho- menageadas com esculturas pro- duzidas pelo grupo Urucum, pelos artistas Josaphat, Dekko Matos e J. Márcio. Os monumentos estão instala- dos em pontos estratégicos de Ma- capá: Tia Chiquinha, na entrada da Rodovia do Curiaú; Tia Venina, na esquina das ave- nidas Mãe Luzia e Eliezer Levy, no bairro do Laguinho; Tia Gertrudes, em frente à Es- cola Municipal Meu Pé de Laranja Lima, no bairro Santa Rita (Favela). As obras reforçam a territoria- lidade da cultura afro-amapaense na zona urbana, conectando Cu- riaú, Laguinho e Favela como espa- ços históricos de resistência cultural. Tia Chiquinha foi matriarca de uma família de percussionistas e participantes ativos das manifesta- ções de matriz africana. Tia Gertrudes se destacou como referência feminina em sua comunidade. Tia Venina, nascida em 1909, foi agricultora e mãe de nove filhos, dedicando a vida à preservação das tradições se quilombolas. A história do Amapá também é construída por essas mulheres, cuja trajetória de luta e resistência man- tém viva a identidade cultural do estado. (Fonte: Blog Alcilene Caval- cante e Secretaria de Educação de Macapá) ■ SAÚDE EMOCIONAL E A AUTOESTIMA Para a aposentada Dalva Macedo, de 56 anos, as aulas de biodança no Centro de Referência emPráticas Integra- tivas emSaúde (Cerpis), emMacapá, tor- naram-se muito mais do que uma atividade f ísica. Oespaço representa aco- lhimento, superação e cuidado com a saúde mental. Diagnosticada comTranstorno do Es- pectro Autista (TEA) e enfrentando qua- dros de ansiedade, Dalva encontrou na prática uma forma de melhorar a quali- dade de vida e a segurança no convívio social. “Participar da biodança eme apresen- tar para as colegas émuito importante. O professor nos deixa à vontade. Por ser au- tista, tenho algumas dificuldades, mas aqui eu me sinto acolhida”, relatou a apo- sentada. Trajetória de cuidado Dalva chegou ao Cerpis em 2023, ini- cialmente para tratar dores na coluna. Ao explorar as atividades oferecidas pela uni- dade do Governo do Estado, identificou na biodança o suporte necessário para o seu bem-estar global. “Vim por problemas f ísicos, mas o tratamento ajudou no autismo, na ansie- dade e na depressão. Melhorou muito o meu psicológico e o contato com as pes- soas, que antes era dif ícil paramim”, con- tou. Benef ícios da Prática A biodança é uma prática terapêutica que utiliza a música e movimentos cor- porais para estimular o equilíbrio emo- cional e a integração social. Segundo o facilitador da atividade e musicoterapeuta, Johnatan Duarte, o ob- jetivo é proporcionar uma experiência que conecte corpo e mente. “Trabalhamos a vivência corporal com alongamentos e ritmos para desper- tar a sensação de liberdade, além de for- talecer a autoestima e a socialização”, explicou Duarte. Atualmente, as turmas reúnem cerca de 30 participantes por turno, majorita- riamente mulheres da terceira idade. “O movimento ajuda na postura e no equilíbrio, mas o impacto principal é na saúde emocional. Elas se sentem incluídas e valorizadas”, destacou o facilitador. ■ ● SÍMBOLOS DE RESISTÊNCIA TRÊS MULHERES QUE MARCAM A HISTÓRIA DO MARABAIXO Aposentada encontra na biodança apoio para ansiedade e socialização “Mesmo diante da alta demanda e da superlotação que enfrentamos em alguns períodos, a maternidade consegue atender as gestantes que chegam à unidade com segurança. Com a entrega, ainda este ano, dos novos espaços que estão em obra no Hospital da Mulher, teremos mais estrutura para dar maior agilidade aos atendimentos e melhorar a capacidade de acolhimento dessas pacientes”. CRISTIANI BARROS Diretora do Hospital da Mulher KÁTIA PAULINO Reitora da Ueap “Até um passado recente, as mulheres só podiam atuar na formação de crianças, pela ideia natural de cuidar. O mundo científico era dos homens, e as mulheres que buscavam conhecimento eram tachadas e punidas como bruxas”. “Ter o Hospital de Santana como polo de residência da Unifap representa um ganho significativo para o município. Essa parceria consolida a unidade como espaço de formação profissional e produção de conhecimento, integrando assistência, ensino e pesquisa”. NICOLY BRITO Fisioterapeuta intensivista “Todas as instituições com algum tipo de relação ao combate à violência doméstica, contra a mulher, vão estar aqui dentro. Você imagina, às vezes uma mulher que quer fazer denúncia, quer procurar seus direitos na rede de proteção de mulheres, ela tem que ir em vários órgãos. FRASES DA SEMANA ÉRICA AYMORÉ Sec. Municipal de Saúde A nova identidade visual da prefeitura, no tempo em que eu estiver por lá, é: Prefeitura de Macapá, compromisso e prioridade. Compromisso que o ex- prefeito não teve com o nosso povo e prioridade para aquilo que é essencial”. PEDRO DALUA Prefeito de Macapál
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