Diário do Amapá - 11/03/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 11 DE MARÇO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A lguns anos atrás, um amigo de Portugal postou que lá o governo iria aumentar o IVA para 20% e que seria o maior do mundo. Ex- pliquei-lhe que no Brasil o ICMS era de 25% do preço final, equi- valente a um IVA de 33%, ou seja, muito maior que a terrinha dos patrí- cios. O IVA é a sigla para Imposto sobre Valor Agregado, um modelo de tributação que já existe em outros países. O IVA, como um tributo único de toda a cadeia produtiva, faz com que os custos sejam reduzidos, facilita a fiscalização e a arrecadação. Nos EUA, o equivalente a IVA é estadual, na média de 7,4%, por isso os brasileiros ficam deslumbrados em Miami. O IVA do Japão é de 10%, da Alemanha é de 19%, Dinamarca e Suécia, 25%. Já a Hungria, o maior IVA do mundo, é de 27%. Bem, era o maior, segundo o ministro Haddad, para compensar as novas exceções do Senado, nosso IVA deverá ser 27,5%. O Congresso deveria embutir um artigo para reduzir anual- mente em torno de 1 ponto percentual, por 12 anos, e fixar esse IVA em uns 15% no final. Nesse tempo, os municípios, estados e o governo federal deveriam investir em IA e automação para me- lhorar a eficiência e os custos da burocracia. Outra discussão urgente são os municípios deficitários, se não têm condições financeiras, não deveriam ter autonomia administrativa, afinal por que os demais brasileiros têm que sustentar vereadores, prefeitos, seus secretários e assessores? Também não é correto tanta gente capaz de tra- balhar recebendo bolsa-família no ócio enquanto suas comunidades necessitam de limpeza, por exemplo. No Brasil, os impostos sobrecarregam os mais pobres para sustentar os benef ícios dos mais ricos. Veja-se, por exemplo, em 2020, a arrecadação sobre o consumo no país era de 13,5% do PIB, na França era 12,3%, Reino Unido, 10,1% e no Canadá, 7,4%; já a arrecadação sobre renda e lucro, no Canadá, 16,7%, na França era de 11,9% e no Reino Unido, 11,8%, enquanto que no Brasil era de apenas 6,9%. De onde se depreende que rico não paga imposto neste país! Os empresários e investidores consideram nosso sistema tributário como caótico e caro. Muitos analistas estimam que a reforma tributária pode elevar o PIB do Brasil em mais de 10%. A proposta elimina cinco tributos, o IPI, PIS e Cofins (federais), o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Serão criados dois Impostos sobre Valor Agregado, um gerido pela União (CBS), e outro compartilhado entre estados e municípios (IBS), além de um imposto seletivo sobre cigarros e bebidas alcoólicas, e também manter a competitividade da Zona Franca de Manaus. O Senado propôs um regime diferenciado para serviços de saneamento e de concessão de rodovias, telecomunicações, viagem e turismo, e transporte coletivo de passageiros rodoviários, ferroviário, hidroviário e aéreo. Também está previsto redução da alíquota padrão para serviços de transporte público, serviços de saúde e educação, alimentos ao consumo humano e produtos de higiene pessoal e limpeza, etc. Chegou a hora dos congressistas serem patriotas de verdade e germinar o Brasil do futuro, adormecido ou superpotência? ■ Omaior IVA do mundo A proposta elimina cinco tributos, o IPI, PIS e Cofins (federais), o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Serão criados dois Impostos sobre Valor Agregado, um gerido pela União (CBS), e outro compartilhado entre estados e municípios (IBS). E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sêniordo INPE MARIO EUGENIO SATURNO N os últimos anos é possível perceber um mundo onde se vai de um extremo ao outro em questão de dias ou horas. Da fe- licidade irradiante ao mau humor insuportável. Talvez mais do que se pode esperar ou presumir do ser humano. Essas mudanças repentinas de humor podem ser entendidas como doença da alma. Nem mesmos os tais “remedinhos” para dormir ou acalmar não conseguem dar solução e, algumas pessoas acabam se viciando e só conseguem uma estabilidade á base dos fármacos indicados e prescritos cada vez mais nos consultórios médicos. Quando o corpo e os exames clínicos com- plementares não conseguem identificar a doen- ça, partem-se para tratamentos medicamentosos e menos curativos ou de tratamentos com pro- fissionais que poderiam contribuir. As dores da alma começam a ser descritas em congressos, seminários e mesmo estudos e terminam por ganhar novas nomenclaturas como doença da alma, dores emocionais ou doenças psicossomáticas. Ela surge quando não há um diagnóstico comprovado, mas a dor é real, existe e dói de verdade. Alguns psiquiatras e psicólogos classificam alguns destes sintomas como ansiedade, de- pressão, estresse ou mesmo a síndrome do pânico (que afeta profissionais que vão dos mais conceituados aos que são criticados por colegas ou superiores hierarquicamente). Não entramos no debate do assédio moral e trabalhista. No caso do que ocorre no em- prego, mas tão somente das dores emocionais que têm origem de dores tão intensas e que, apesar de não serem identificadas na matéria do corpo f ísico, deixam a alma amargurada, angustiada e aflita. Hoje cresce mundialmente uma nova classe de profissionais que, mesmo sem tanta bagagem em universidades, apresentam soluções que podem amenizar o sofrimento de um ser humano. Afinal, estas doenças aparecem quando a pessoa se afasta da sua essência, e isso acontece quando não respeita a sua própria integridade. Alguns chegam a se martirizar com cortes na pele, tentativas de au- toextermínio ou fuga da realidade. O importante, além de buscar um atendimento clínico e psiquiátrico é bom se fazer ouvir. Não é preciso explodir, mas abrir o coração e a mente.! ■ Dor da Alma requermais do que terapia Afinal, estas doenças aparecem quando a pessoa se afasta da sua essência, e isso acontece quando não respeita a sua própria integridade. Alguns chegam a se martirizar com cortes na pele, tentativas de autoextermínio ou fuga da realidade. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO
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