Diário do Amapá - 11/03/2026
CIDADES QUARTA-FEIRA | 11 DE MARÇO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Segundo pesquisa da Conab e do DIEESE divulgada nesta se- gunda-feira (9), capital amapaense apresentou queda em 7 dos 12 alimentos pesquisados, com destaque para tomate, açúcar e banana. ■ ● Macapá tem redução de 0,18% no custo da cesta básica em fevereiro E mcinco anos a Ama- pá Previdência (Am- prev) terá conseguido recuperar o investimento de R$ 400 milhões que em julho de 2024 fez no Banco Master com aplicação em letra financeira. A declara- ção foi dadanamanhã desta terça-feira, 10, por Jocildo Lemos, que presidia a au- tarquia na ocasião da tran- sação financeira, mas que renunciou ao cargo em11 de fe- vereiro passado em meio ao início das investigações da Polícia Federal sobre o caso. “A nossa saída se deu por um motivo muito tranquilo: o desejo de primeiro demonstrar para as autoridades policiais todo o nosso compromisso com aquilo que é a denúncia sobre o evento do Banco Master, e segundo, para que a gente possa ficar mais à vontade, num outro plano, para também trabalhar aquilo que vai ser no momento próprio a nossa linha de orientação e explicação”, disse o ex-presidente, justificando a renúncia da direção da previdência estadual. Jocildo reforçou que a Amprev pode resgatar os R$ 400 milhões que investiu no Master, porque tão logo eclodiu a informação da falência do banco, pelo Bacen, foram feitas ações para resgatar a aplicação. A primeira ação, informou, foi reter os recursos do empréstimo con- signado que os servidores aposentados e pensionistas têm comaAmprev na instituição financeira. Orecurso importa mais ou menos R$ 600 mil por mês. Isso foi feito em no- vembro. “Depois, junto com a Procuradoria-Geral do Estado, fizemos ações, e a PGE teve êxito na Justiça. Então, a auto- ridade judicial autorizou a própria Amprev e o governo do estado a fazerem retenções de todos aqueles produtos que 9 Ex-presidente garantiu que deixou previdência estadual com aporte de R$ 10 bilhões, em condições de até 2059 garantir pagamentos dos aposentados e pensionistas civis e militares, além dos celetistas da autarquia ■ Jocildo reforçou que a Amprev pode resgatar os R$ 400 milhões que investiu no Master, porque tão logo eclodiu a informação da falência do banco, pelo Bacen, foram feitas ações para resgatar a aplicação. A primeira ação, informou, foi reter os recursos do empréstimo consignado que os servidores aposentados e pensionistas têm com a Amprev na instituição financeira. DOUGLAS LIMA EDITOR Jocildo Lemos Ex-presidente da Amprev “Nessa data aprovamos quinhentos milhões de reais para aplicações de letra financeira e a aprovação se deu por unanimidade, 5 a 0. Depois, na segunda votação, votamos cem milhões para o Banco Master. Foi uma votação de 3 a 2, mas que condicionada a uma visita da Amprev à instituição, para que pudesse verificar a capacidade dela de receber esse recurso. Foi feita a visita, apresentado o relatório e aprovado” ENTREVISTA o Banco Master ou o seu liquidante teriam direito a partir daquilo que foi a contratação para os servidores. Isso soma o valor mensal de R$ 7,5 milhões, somados nos meses que têm os consignados, todos entre 96 e 120 meses. A ideia e a vontade é de que até a metade disso, por 60 meses, a gente já possa ter o estadodoAmapá e aAmprev recuperado o valor da aplicação, e a partir daí poder até fazer outros investimentos”, disse o otimista Jocildo Lemos. O ex-presidente da Amapá Previdência fez questão de comentar que o seu trabalho na autarquia proporcionou a oportunidade de conhecer o sistema previdenciário do estado do Amapá, e que isso aconteceu porque houve de- dicação, mas que avalia a presidência e a gestão, não como umatounilateral feitopor ele,mas comoumreconhecimento muito justo, de gratidão a todos os servidores da autarquia que o ajudaram na tarefa. “Então, com muita tranquilidade eu posso dizer que a nossa gestão teve o princípio de que ninguém faz nada so- zinho, e por isso nós conseguimos rentabilizar e capitalizar mais de três bilhões de reais”, disse, para chegar à informação de que a aplicação de recursos da previdência no Master foi fruto de decisão coletiva do Comitê de Investimento, que é umórgão colegiado eleito entremembros doConselho Estadual de Previdência. JocildoLemos informouque por ocasiãodo investimento no então Banco Master o Comitê de Investimento da Amapá Previdência era formado por ele, na condição de presidente; um servidor da própria Amprev; o procura- dor-geral doMinistério Público do Estado doAmapá, Ale- xandre Monteiro; secretário de finanças do Tribunal de Justiça do Amapá, Glaucio Bezerra; e o presidente e membro representante dos servidores estaduais, do grupo de gestão dos servidores efetivos, Jacson Rubens. Oex-presidente revelou que o Comitê de Investimento deliberou fazer aplicação não apenas no Banco Master. Então foi feito o credenciamento, análise da área técnica da Amprev e a apresentação das propostas à instituição hoje falida e também aos bancos Safra, BTG e Santander, durante reunião do dia 12 de julho de 2024. ■ “AMPREV EM 5 ANOS RECUPERARÁ INVESTIMENTO QUE FEZ NO BANCO MASTER”, GARANTE JOCILDO LEMOS
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