Diário do Amapá - 12/03/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUINTA-FEIRA | 12 DE MARÇO DE 2026 O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% na passagem de dezembro para janeiro. Dessa forma, o setor alcançou o maior patamar, igualando o recorde de novembro de 2025. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, janeiro de 2026 apresenta salto de 2,8%. Em 12 meses, o setor registra expansão de 1,6%. A média móvel trimestral, que apresenta a tendência de comportamento do comércio nos últimos meses, reflete alta de 0,3% na comparação com os três meses terminados em dezembro de 2025. O resultado de janeiro reverte a queda de 0,4% assi- nalada no último mês de 2025. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Co- mércio, divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. Ao destacar que foi alcançado o ponto mais alto da série, iniciada no ano 2000, o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que “renovações do pico não são tão comuns assim”. Atividades Dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento do volume de vendas na pas- sagem de dezembro para janeiro, com destaque para a atividade farmacêutica. - Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,6% - Tecidos, vestuário e calçados: 1,8% - Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1,3% - Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo 0,4% - Móveis e eletrodomésticos: 0% - Equipamentos e material para escritório informática e comunicação: -9,3% - Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,8% - Combustíveis e lubrificantes: -1,3% O gerente do IBGE aponta que a atividade farma- cêutica, que inclui produtos de higiene pessoal e beleza, tem apresentado crescimento constante desde julho de 2025, com exceção de dezembro. No outro extremo, o desempenho em janeiro foi dos equipamentos e material para escritório informática e comunicação. ■ IBGE Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde ● O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Mo- nitoramento do Abastecimen- to, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em ar- ticulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e dis- tribuição. Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das ca- deias de suprimento globais de deri- vados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Mé- dio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais. “A pasta também ampliou, nos úl- timos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Na- tural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério. O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de com- bustíveis no país, em linha commedidas já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes. Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consu- midos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados de petróleo é relativamente pequena. Aumento nas distribuidoras A Secretaria Nacional do Consu- midor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um of ício ao Conselho Admi- nistrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes au- mentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de sindicatos (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos- RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) informaremque distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço interna- cional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio. Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou aumento nos preços pra- ticados em suas refinarias. “Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar ten- tativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completa o MME. ■ GUERRA NO ORIENTE MÉDIO: GOVERNO VAI MONITORAR MERCADO DE COMBUSTÍVEIS PREÇOS V Foto/ Petrobras/Divulgação/Arquivo
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