Diário do Amapá - 17/03/2026
Março Lilás O INCA estima que o Brasil terá 19 mil casos de câncer de colo do útero entre 2026/28. A campanha Março Lilás alerta mulheres para a prevenção da doença silenciosa. A patologista Dra. Lívia Maia, do Laboratório Exame, destaca que mulheres ainda adiam exame periódico e vacinação contra o HPV por vergonha e medo: “Informação é o melhor caminho para que a doença não evolua para estágio invasivo”. A coragem de Paulo Morreu no sábado (14) em Brasília Paulo Fernando Melo. Professor, jornalista, advogado e suplente de deputado federal (ocupou a vaga por um ano), dedicou sua vida à caridade e aos princípios da família. Católico praticante, era cristão dedicado nas pautas pró-vida e teve a honra de apertar a mão do Papa Francisco. Lutou o bom combate. Na descrição do whatsapp deixou a última mensagem: “Coragem para lutar”. Intimidação oficial Não houve monitoramento ilegal, como diz o ministro Alexandre de Moraes (STF), e sim investigação jornalística, amparada em fatos: o blogueiro Luís Pablo, de São Luís (MA), descobriu que a família do ministro Flávio Dino usa carro oficial do TJMA disponível commotorista. A Abraji comprou a briga contra a busca e apreensão da PF: “A medida coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”. Taxa e Segurança Os conselheiros de Flávio Bolsonaro incluíram na agenda eleitoral os temas Segurança Pública e alta de impostos – a despeito da Reforma Tributária, com efeito a médio prazo. Trackings emmãos do PL indicam forte insatisfação de uma classe média incomodada por cinco mandatos do PT à frente do País – três de Lula da Silva e dois de Dilma Rousseff, com intervalo de ummandato de Jair Bolsonaro. Seu tanque O índice de preços de combustíveis revelou que o etanol encareceu 1,27% no Centro-Oeste em fevereiro, média de R$ 4,80 o litro, com destaque para a alta de 2,96% no DF. Em contrapartida, a gasolina (R$ 6,52) e o diesel registraram quedas no período, com o diesel comum, 0,79% mais barato. Agora, com o barril a US$ 100, o Governo está apreensivo se o litro de óleo passar de R$ 7. Estouram a inflação e greve na estrada. Enterro garantido Os ministros do Supremo Tribunal Federal estão enterrando a CPMI do INSS com as decisões monocráticas que concedem o direito ao silêncio aos enrolados convocados para depor no Congresso Nacional. Até ontem, eram oito os blindados por habeas corpus do STF. Além de uma decisão que derrubou a quebra do sigilo bancário da principal amiga de Fábio Luís, o “Lulinha”, filho do presidente da República e a cada dia mais enrolado nas citações. Os blindados com HC são os que deveriam abrir as bocas e contar a roubalheira contra os aposentados no último Governo e, principalmente, no atual. Entre eles, Milton Baptista, do Sindnapi – onde é vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Lula da Silva; além de dois ex-presidentes do INSS, como o último, que foi demitido, Alessandro Stefanutto. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu em liminar assinada nesta segun- da-feira (16) acabar com a aposentadoria compul- sória como punição a magistrados condenados adminis- trativamente por irregularidades no exercício do cargo. “Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘pu- nição’ a magistrados, em face da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência). Infrações graves de magis- trados devem ser punidas com a perda do cargo”, propôs o ministro como tese de julgamento”. A decisão é monocrática e deverá ainda ser analisada pelo próprio Supremo, que decidirá se a mantém ou não. Ainda não há data nem prazo para que isso ocorra. Dino tomou a decisão em uma ação aberta por um magistrado que foi punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Entre as irregularidades estavam a liberação de bens bloqueados sem parecer do Ministério Público e demora deliberada em processos para beneficiar policiais militares milicia- nos. A aposentadoria compulsória do magistrado havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dino determinou que o órgão julga novamente o processo e, caso decida pela punição máxima, oficie o TJRJ para que desligue o juiz de seus quadros. Dino justificou sua decisão aplicando as regras da Re- forma da Previdência de 2019, que extinguiu qualquer outro critério de aposentadoria de servidores que não levasse em consideração apenas a idade ou o tempo de contribuição. Com isso, o ministro concluiu que a previsão de apo- sentadoria de juízes como forma de punição se tornou in- constitucional, tendo que ser substituída pela perda de cargo. O ministro determinou o envio de of ício ao presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, “para - caso considerar cabível - rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário”. ■ PUNIÇÃO MÁXIMA Dino acaba com a aposentadoria compulsória como punição a juízes E ntidades que representamjornalistas bra- sileiros repudiaramas agressões e ameaças sofridas por profissionais de imprensa que trabalham diante do hospital particular ondeoex-presidentedaRepública JairBolsonaro está internado, emBrasília. AFederaçãoNacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investi- gativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) di- vulgaram notas cobrando proteção aos profis- sionais. Segundo aAbraji, alguns jornalistas passa- ram a receber ameaças e ofensas após uma in- fluenciadora digital bolsonarista divulgar um vídeo em que acusa profissionais de imprensa que aparecem em imagens gravadas na porta do Hospital DF Star, à espera de informações atualizadas sobreoestadode saúdedeBolsonaro, de desejarem a morte do ex-presidente. O vídeo foi compartilhado por parlamen- tares e pela própria ex-primeira-dama,Michelle Bolsonaro, que tem mais de 8 milhões de se- guidores em suas redes sociais. A Abraji classificou a divulgação do vídeo, sem qualquer verificação prévia, como um gesto irresponsável. Segundo a associação, o registro foi deturpado e expôs jornalistas “que estavamsimplesmente exercendo seu trabalho” a ameaças e difamações. “É inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua in- fluência para orquestrar campanhas de difa- mação e incitar agressões contra profissionais de imprensa. Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual—é umataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”, sustenta a Abraji, na nota que divulgou neste domingo (15). De acordo com a associação, as agressões não ficaram restritas ao ambiente digital: ao menos duas repórteres sofreram ataques ao serem reconhecidas na rua. Ainda segundoaAbraji,montagens e vídeos produzidos com o uso de inteligência artificial foramdivulgados, inclusive simulandoque uma das profissionais é esfaqueada. Fotos de filhos e parentes de jornalistas estão sendo usadas como instrumento de intimidação e assédio. Também em nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais doDistrito Federal cobraram proteção aos trabalhadores. “Lem- bramos que é dever do Estado garantir a segu- rança dos profissionais em locais públicos e de interesse jornalístico”, destacaramas entidades, antecipando que irão pedir reforço da Polícia Militar na frente do hospital para impedir “cer- ceamento e agressões” ao trabalho da imprensa “por parte de militantes”. “Ressaltamos ainda que é fundamental a apuração rigorosa das ameaças para que epi- sódios como esse não se repitam. Pedimos às autoridades policiais e ao Ministério Público que identifiqueme punamos autores das amea- ças virtuais e os responsáveis pela exposição indevida de dados dos profissionais”, cobraram a Fenaj e o sindicato. As entidades exigem que as empresas de jornalismo proporcionem condições para que seus empregados possam trabalhar, afastando- os do hospital caso não se sintam seguros e oferecendo a eles apoio jurídico. ■ ACUSAÇÕES ENTIDADES REPUDIAM ATAQUES A JORNALISTAS QUE COBREM BOLSONARO V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 17 DE MARÇO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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