Diário do Amapá - 25/03/2026
CIDADES QUARTA-FEIRA | 25 DE MARÇO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O Estado do Amapá chegou a 60% de crianças alfabetizadas em 2025, alcançando a meta do Governo Federal e ultrapassando a meta estadual, que era de 54%. O re- sultado do Indicador Criança Alfabe- tizada (ICA) foi divulgado na segunda-feira, 23, durante a entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, em Brasília. OAmapá é um dos 20 estados bra- sileiros que bateram a meta de alfabe- tização. O crescimento entre 2024 e 2025 foi de 13 pontos percentuais. Considerando os resultados desde 2023, o salto chega a 18 pontos. O cál- culo desse indicador é realizado a par- tir de testes do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica (Sis- paeap), aplicados anualmente a alunos do 2º ano do ensino fundamental. Segundo o secretário de Estado da Educação, Paulo Lemos, o índice re- flete o compromisso do Governo do Amapá e dos municípios com a alfabe- tização na idade certa. Em 2025, o Go- verno do Estado investiu R$ 50,9 milhões no Programa Criança Alfabe- tizada, recurso destinado à formação continuada, material didático, avalia- ções, bolsas de incentivo, cessão de professores e manutenção de prédios compartilhados. “Esse avanço de 13 pontos não é apenas estatístico, mas a prova de que a união de esforços entre Estado e mu- nicípios está transformando a reali- dade em sala de aula. Isso também é fruto da melhoria da infraestrutura nas escolas, por meio de obras de re- construção e reformas, além da en- trega de equipamentos e ferramentas educacionais. Estamos demonstrando que todo esse investimento em recur- sos e ações está chegando na ponta, garantindo que nossas crianças aprendam a ler e escrever na idade adequada. Isso abre portas para o fu- turo escolar de cada uma delas”, afirma Paulo Lemos . De acordo com a coordenadora do programa Criança Alfabetizada no Amapá, Débora do Vale, além dos in- vestimentos, houve formações, estra- tégias e acompanhamento técnico contínuo junto aos 16 municípios. Esse trabalho em conjunto segue sendo rea- lizado em 2026, com o objetivo de avançar ainda mais nos resultados. “Em uma escala de alfabetização, esse crescimento é muito significativo. Estamos muito felizes por ter alcançado esse índice. Agora estamos entre os maiores, entre os destaques, pois não apenas atingimos a meta de 54 pontos, como chegamos a 60. É um crescimento considerável. Estamos em festa, muito felizes por ver o Amapá nesse patamar, entre os 20 estados que conseguiram bater a meta”, pontuou. ■ TRANSPOSIÇÃO A menopausa é o fim do período reprodutivo das mu- lheres e ocorre geralmente após os 40 anos. Desse momento adiante as chances de doenças cardíacas aumentamdevido à diminuição da produção de estrogênio no corpo feminino. O ginecologista e presidente da Associação Médica do Amapá, Mauro Secco , alertou no programa ‘Ponto de En- contro’ (Diário FM 90,9) desta segunda-feira, 23, que os autocuidados e os exames preventivos, como amamografia, devem ser feitos anualmente depois dos 40 anos, e que todos os tipos de tratamentos devem ser acompanhados por especialistas. “A partir da menopausa, a mulher passa a ter o mesmo índice de mortalidade, e possibilidade de infarto do que os homens. É importante começar um tratamento hormonal nessa janela de até dez anos depois que parou de menstruar, há um ganho ósseo, da saúde cardiovascular e até no en- frentamento da demência”, informou o médico. Mauro afirma que os tratamentos não se resumem em “apenas tomar algo”, e alerta que tudo deve ser bem orien- tado e que medicamentos que trazem uma quantidade grande de hormônio podem trazer efeitos colaterais. ■ APÓS OS 40 ANOS A presidente da Associação dos Excluídos das PECs da Transposição (Aexpect), Patricia Silva, anunciou que no próximo dia 26 de março será realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Amapá para debater a si- tuação dos servidores que ficaram de fora do processo de trans- posição para o quadro da União. De acordo com Patrícia, atualmente quase dois mil trabalha- dores integram o grupo dos chamados “excluídos”, número que pode crescer nos próximos meses. Segundo ela, muitos desses servidores apresentaram documentação que comprova vínculo com o ex-território federal do Amapá, mas ainda assim tiveram os processos rejeitados. A representante da Aexpect destacou que a audiência pública será um espaço importante para dar visibilidade à causa e buscar soluções junto às autoridades. A expectativa é reunir parlamen- tares, representantes do governo federal e os próprios servidores afetados. Como parte das mobilizações, o grupo já protocolou oito do- cumentos no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, solicitando a revisão das análises e a inclusão dos pro- fissionais que, segundo a entidade, atendem aos critérios legais da transposição. ■ Riscos de doenças cardíacas aumentam após menopausa, alerta especialista Audiência Pública discutirá situação de servidores excluídos AMAPÁ ULTRAPASSA META E CRESCE 13 PONTOS NO ÍNDICE DE ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA EDUCAÇÃO A segunda edição do programa Amapá Mais Se- guro nas Comunidades será sábado próximo, 28, no Conjunto Habitacional Macapaba, reu- nindo serviços da segurança pública, saúde, emprego e cidadania. A informação foi dada na manhã desta terça-feira, 24, pelo delegado aposentado Ronaldo Coelho, o porta-voz do programa que na primeira edição, no bairro Fazendinha, fez mais de três mil atendimentos. “Vamos retomar o programa no próximo sábado, desta vez no Conjunto Macapaba, na Escola Professor Antônio Munhoz, com programação organizada pela Secretaria de Segurança em parceria com outros ór- gãos”, disse Ronaldo. O porta-voz observou que o programa Amapá Mais Seguro nas Comunidades busca aproximar o setor da segurança pública da população do estado com oferecimento de serviços gratuitos. O delegado aposentado ainda informou que o programa itinerante vai percorrer todos os bairros da capital e que intenta também chegar a todos os 16 municípios do estado. No geral, a ação engloba inserção no mercado de trabalho, atualização de documentos, marcação de consultas e exames, plantão social, va- cinas, assistência jurídica e psicológica e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. ■ ENTREVISTA Amapá Mais Seguro nas Comunidades segue para o Macapaba DOUGLAS LIMA EDITOR CLEBERBARBOSA DA REDAÇÃO
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