Diário do Amapá - 26/03/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 26 DE MARÇO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA O sol deste verão está muito forte e tem chovido pouco em alguns lugares e demais em outros. Aqui em Santa Catarina tivemos inundações, Minas e São Paulo estão em estado de calamidade pública, até com mortos. Temos tido tempestades e enchentes, em muitos lugares pelo Brasil, depois de um Janeiro muito quente. As tem- peraturas têm passado de trinta e se aproximado dos quarenta. E a sensação térmica já superou os quarenta. No sol, termômetros já mediram mais de cinquenta graus, em algumas cidades. Isto me faz pensar na estiagem em alguns lugares pelo Brasil, que faz secar os reservatórios e desaparecer a água tão necessária nas torneiras dos brasileiros e na irrigação da agricultura. Sem água não há vida e, ao mesmo tempo que falta água potável, temos tempestades de verão que fazem com que muitas pessoas percam tudo nas enchentes, deslizamentos, ventanias, etc. Na verdade é irônico, pois temos enchentes quando falta água na torneira, mas de há muito tempo falta planejamento na gestão da coisa pú- blica, pois deveríamos ter pensado há décadas no que está acontecendo hoje, para prevenir. E deveríamos ter feito melhor manutenção, reno- vação e ampliação das nossas redes de distribuição de água, assim como fazer planejamento para o aumento na captação e no tratamento. Os rios estão secando, em determinadas regiões, os re- servatórios, poucos para o consumo atual, tam- bém. Os encanamentos envelhecem e ficam obso- letos, com vazamentos que não podem ser tole- rados hoje em dia e a população, por sua vez, vai aumentando dia a dia, sem que a produção de água seja pensada para acompanhar esse cresci- mento. A falta de água na minha casa, nestes últimos tempos, chegou a três dias continuados, por causa da chuva, das tempestades e das enchentes, que inviabilizam o tratamento de água que é precário e insuficiente, vejam que contraponto: muita água lá fora e nada de água nas torneiras. E quando a água volta, é temerário bebê-la. Será que todo esse descontrole do clima tem a ver com o nosso cuidado (falta dele) com o meio ambiente? Dúvida cruel, não? Alguns gestores da coisa pública, ao invés de planejarem, a longo prazo, as providências para que a água não falte, querem cobrar mais caro a água que os cidadãos consomem! Só que esse dinheiro, todos sa- bemos, não vai ser usado para prevenir a falta d´água. Infelizmente. Há que nos conscientizarmos que a natureza não aceita o pouco caso de nós, seres humanos. Ela está cobrando o preço do descaso, do desrespeito, do deboche. Precisamos acordar, será que há tempo? ■ Os dois lados da água Alguns gestores da coisa pública, ao invés de planejarem, a longo prazo, as providências para que a água não falte, querem cobrar mais caro a água que os cidadãos consomem! Só que esse dinheiro, todos sabemos, não vai ser usado para prevenir a falta d´água. Infelizmente. E-mail: lcaescritor@gmail.com Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC LUIZCARLOSAMORIM A té parece que o Papa ouviu os protestantes e evangélicos em uma queixa antiga e persistente: não há como Maria ser corre- dentora, nem medianeira. Embora o Papa não se guie pelo que pensam os que estão fora da Igreja, sua origem norte-americana deve ter pesado na hora de assinar, afinal é um tema presente nos últimos 30 anos. E, no dia 7 de outubro, o Papa Leão XIV aprovou a Nota "Mater Populi fidelis" (Mãe do Povo fiel), sobre a cooperação de Maria na obra da Salvação. Maria é contemplada com afeto e admiração pelos cristãos porque é a expressão mais perfeita de tudo quanto pode operar a graça de Cristo no ser humano. (MPf 1). Tradicionalmente, a cooperação de Maria ocorre na Redenção de Cristo, durante sua vida e na Páscoa, atestada nas Escrituras, e a influência que ela tem atualmente (MPf 4). Assim, Maria é prefigurada em Gn 3,15, porque é a mulher que participa da vitória definitiva contra a serpente. Por isso, não chama a atenção que Jesus se dirija a Maria com a de- nominação de "Mulher" na cena do Calvário (Jo 19,26), como já o fizera em Caná (Jo 2,4) (MPf 5). Ali, na Hora da Cruz, ela novamente pro- nuncia o “sim” da Anunciação nesse momento sagrado que o Evangelho apresenta-a como "Mãe" (Jo 19,27). O Evangelho, como resposta, utiliza um verbo que assume o sentido de “aco- lher” (labon, ἔ λαβεν, παρέλαβον, ἔ λαβον etc.) na fé (cf. Jo 1,11-12; 5,43 e 13,20). Só então Jesus reconhece que "tudo se consumara" (Jo 19,28). De modo semelhante, o Apocalipse apresenta a "Mulher" (Ap 12,1) como mãe do Messias (cf. Ap 12, 5) e como mãe do "resto da sua descendência" (Ap 12, 17) (MPf 6). E Maria ainda é a "testemunha privilegiada" dos eventos narrados nos Evangelhos (cf. Lc 1- 2; Mt 1-2) que marcaram a concepção, o nasci- mento e a infância de Jesus. E, ainda junto à cruz (Jo 19, 25) e no Pentecostes (Act 1, 14) (MPf 7). Em Lucas, Maria é a nova Filha de Sião que recebe e transmite a alegria da salvação (cf. Sf 3,14-17; Zc 9,9). Nela se cumprem as promessas que fizeram saltar de alegria João Batista (cf. Lc 1, 41). Isabel apresenta-se como indigna de recebe sua visita (Lc 1, 43). E ela não diz: “Donde me é dado que venha ter comigo o meu Se- nhor?”. Refere-se diretamente à mãe. Isabel fala cheia do Espírito Santo (cf. Lc 1, 41): "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!" (Lc 1, 42). Chama a atenção que não lhe baste chamar de “bendito” a Jesus, mas também a mãe. E Maria aparece como a “Feliz” por excelência: "Feliz de ti que acreditaste" (Lc 1, 45); "o meu espírito se alegra" (Lc 1, 47); "me chamarão bem-aventurada todas as gerações" (Lc 1, 48). Esta felicidade (cf. Lc 6, 20-23)é o cum- primento das promessas messiânicas nos pequenos, que têm uma grande recompensa no céu (MPf 8). Já nos primeiros séculos, interessaram-se pela maternidade divina de Maria (Theotokos), pela sua virgindade perpétua (Aeiparthenos), pela sua perfeita santidade durante toda a sua vida (Panagia) e pela sua função de nova Eva, vários Pais da Igreja primitiva, como S. Justino, S. Irineu de Lião, e Tertuliano. ■ Maria é mãe do povo fiel? E Maria ainda é a "testemunha privilegiada" dos eventos narrados nos Evangelhos (cf. Lc 1-2; Mt 1- 2) que marcaram a concepção, o nascimento e a infância de Jesus. E, ainda junto à cruz (Jo 19, 25) e no Pentecostes (Act 1, 14) (MPf 7). E-mail: mariosaturno@uol.com.br Jornalista MARIO EUGENIO
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