Diário do Amapá - 26/03/2026
CEBDS em Portugal Cerca de 30 executivos de empresas do Brasil e de países da América Latina participarão da Jornada de Educação Executiva Avançada do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, em Carcavelos, Portugal. O evento ocorre de 20 a 24 de abril e é desenvolvido em parceria com a Sustainable Ventures, na Nova School of Business and Economics. Autoridades lisboetas marcarão presença. Mulheres ao volante! Pesquisa do Sem Parar com 651 motoristas, clientes da plataforma, revela que 54% das mulheres já presenciaram agressividade no trânsito e 68% evitam trajetos por insegurança. Oficina mecânica é o ambiente de maior desconforto (41%) para elas. Apesar disso, a autonomia cresce: 68% das entrevistadas gerenciam sozinhas as manutenções e seguros de seus veículos, e 74% dirigem diariamente por independência. Novato deu conta Presidente interino da ALERJ, Guilherme Delaroli (PL-RJ) tem agradado dentro do possível na substituição a Rodrigo Bacellar, o ex preso e indiciado pela Polícia Federal. A gestão dele, segundo pessoas ouvidas pela Coluna, atende da esquerda à direita e fez a pauta andar. Embora não se aconselhe com Bacelar, era o que o ex- poderoso também deixou na fila para soltar. O ex-poderoso Daniel Vorcaro é um empresário eclético nos contatos a despeito do tempo. Gente que já foi, há anos, continua sendo para ele bem importante. Desfilou na sua agenda de telefone Valdir Simão, cadastrado como Ministro. Vem a ser o ex-chefe da CGU e do Planejamento do Governo Dilma Rousseff. Desprotegidos O Brasil tem 350 mil imigrantes em situação irregular no País, segundo o Ministério da Justiça. O Observatório das Migrações Internacionais indica que o País ultrapassou 1,5 milhão de migrantes residentes, com fluxos expressivos vindos da América Latina e da África. Giselle Amorim, advogada da Amorim Global, ressalta que a falta de documentação impede o migrante de exercer direitos básicos e fica sem proteção. O pai e a esposa O fator surpresa de Ratinho Junior – não será candidato a presidente nem a senador – abalou a corrida presidencial. Duas pesquisas nacionais que já iriam para as ruas excluíram seu nome. Do trio presidencial de Gilberto Kassab, era o que melhor pontuava pelo PSD. O governador do Paraná falou sério e sem demagogia, na nota que justificou a saída da disputa, quando citou o ambiente familiar. Ele se aconselhou com o pai, o comunicador Carlos Massa, e a esposa Luciana Saito. Entre portas, no último domingo, avaliaram, segundo próximos, que nunca haverá zona de conforto para político, mas o eventual salto nacional traria luz aos negócios (todos lícitos, claro) do pai e para a sua discreta família. Ou seja, foi questão de preservar o império de comunicação do pai, as empresas do fundo familiar e em especial as filhas contra fake news e o jogo pesado de uma disputa do nível. Mas há o plano político, evidente. Ratinho quer fazer seu sucessor o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), e vai focar no apoio dos prefeitos. Hoje, Sergio Moro é líder isolado para o Governo. O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benef ícios que são concedidos a ser- vidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil. O caso começou a ser analisado no mês passado, mas foi suspenso para aguardar o resultado dos trabalhos de uma comissão criada pelo Supremo para avaliar a possibilidade de adoção de regras de transição para as verbas extrateto. Na sessão de hoje, será iniciada a votação que vai decidir se as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos, serão mantidas pelo plenário. No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A de- cisão deve aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender o pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto. Em seguida, Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público. Comissão A comissão criada para analisar os pagamentos dos penduricalhos encerrou os trabalhos nesta semana. De acordo com nota elaborada pelos técnicos que fazem o diagnóstico, o Judiciário e o Ministério Público pagam cerca de R$ 17 bilhões em penduricalhos acima do teto constitucional. O relatório também recomendou o uso dos critérios utilizados pela Receita Federal para definir os pagamentos que podem ser considerados como verbas indenizatórias. Esse tipo de pagamento é responsável pelo descumpri- mento do teto. ■ TETO CONSTITUCIONAL STF retoma julgamento sobre pagamento de penduricalhos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (24) o Pro- jeto de Lei Antifacção, que prevê o au- mento de penas pela participação em organi- zação criminosa ou milícia, além de facilitar a apreensão de bens dos envolvidos. A versão final do texto foi aprovada no fim de fevereiro pela Câmara dos Deputados. Anova lei considera facção criminosa toda organização criminosa ou grupo de três ou mais pessoas que empregue violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades. O enquadramento vale ainda quando ata- caremserviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais. Anorma tambémestabelece que lideranças conectadas a esses crimes deixamde ter bene- fícios como anistia e indulto, fiança ou liberdade condicional. A progressão de pena fica mais restrita. Em alguns casos, exige-se até 85% do cumprimento em regime fechado. Os líderes de facções cumprirão pena ou prisão preventiva em presídios de segurança máxima. A norma também retira o direito de voto nas eleições daqueles detentos que, mesmo sem condenação definitiva, estejam compro- vadamente associados a organizações crimi- nosas. "Tem uma coisa muito grave que os go- vernadores se queixam, que é quemuitas vezes a polícia prende, faz uma festa e três dias depois a pessoa está solta outra vez”, ressaltou Lula. “É preciso que quando a polícia prenda com provas concretas, o cidadão não possa ser dono da sua própria pena e punição", afirmou o presidente emumevento reservado em que sancionou a lei, na presença de alguns ministros e do presidente da Câmara dos De- putados, Hugo Motta (Republicanos-PB). "Nesse tema, a gente tem a chance não de matar os bagrinhos da periferia, mas de pegar os responsáveis que moram em apartamentos de luxo, em condomínios de luxo, e que cha- mamos de magnatas do crime. Esses é que precisamser presos e punidos para que a gente possa acabar com o crime organizado de ver- dade", acrescentou o presidente. Lula reforçou que o Brasil temcapacidade investigativa para combater o crime organizado e destacou a expertise da Polícia Federal (PF) no enfrentamento ao tráfico de drogas, de armas e a lavagem de dinheiro. Sobre o tema, o presidente citou conversas que manteve com o presidente dos Estados Unidos (EUA), DonaldTrump, como objetivo de estabelecer parcerias no combate a organi- zações criminosas que escondem ativos no exterior. "Aqui no Brasil vocês acompanharam a Operação Carbono [deflagrada pela PF]. Se prendeu 250 milhões de litros de gasolina que eramtraficadas.Oresponsável por essa empresa, que é o maior sonegador de impostos da história do Brasil, mora emMiami”, disse Lula. “Eu mandei ao presidente Trump a foto- grafia da casa dele, e mandei dizendo que se ele quiser combater o narcotráfico, o contra- bando e o crime organizado, [que] mande os nossos que estão aí. Mandei a fotografia da casa e o bem das pessoas", afirmou o presi- dente. ■ NOVA LEGISLAÇÃO LULA SANCIONA LEI ANTIFACÇÃO E DEFENDE PRISÃO DE MAGNATAS DO CRIME V Foto/ Ricardo Stuckert/PR ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 26 DE MARÇO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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