Diário do Amapá - 27/03/2026
Radiografia têxtil Com 46% dos empresários focados em novos produtos, o setor têxtil prioriza a modernização fabril (79%) e a tecnologia digital (44%) para crescer. A agenda sustentável avança com 53% de investimentos emmateriais reciclados, visando mitigar a alta carga tributária (58%) e a escassez de mão de obra (51%). É um resumo do cenário da pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil com seus associados. Papa e o Brasil Bem ao seu estilo discretíssimo, o Papa Leão XIV tem dado mais atenção à Igreja no Brasil. Substituiu o Bispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), onde fica a basílica da Padroeira, e tem passado a lupa no interior também. O Vaticano autorizou a posse de Dom Luiz Gonzaga Pepeu na Diocese de Baturité (CE), instalada nesta semana. Vai abranger 14 municípios e 21 paróquias. Terra$ rara$ O CEO da Terra Brasil Minerals, Eduardo Duarte, se reuniu com Brian Gould, diretor da U.S. International Development Finance Corporation, na casa do embaixador dos EUA no Brasil Kevin Murakami. Debateram investimentos no setor mineral. De acordo com a companhia, a intenção é investir US$ 1 bi no exterior. O Brasil possui a 2ª maior reserva de terras raras do mundo. A China controla a 1ª. Lando 60.0 Após um hiato de quase 20 anos sem mandato e longe dos holofotes, Amir Lando (MDB) vai se candidatar ao Senado por Roraima este ano. Ontem ele completou 60 anos de MDB, um dos mais longevos da legenda, e ganhou bolo do presidente do partido, Baleia Rossi. Mal do Carvão Um estudo inédito associa o uso de carvão em Candiota (RS) a 430 mortes, 180 partos prematuros e ao aumento de doenças respiratórias, como asma em crianças. O Estado concentra 53% da produção nacional. Projeções indicam que, se o polo operar até 2040, poderão ocorrer mais 871 mortes e R$ 6,6 bilhões em custos à saúde. O levantamento é do CREA e do Instituto Internacional Arayara, do ILEA/UFRGS. BC: Blindagem Camarada? Curiosamente o ex-presidente do Banco Central Campos Neto, indicado no Governo Jair Bolsonaro, foi o único do grupo A Turma do whatsapp de Daniel Vorcaro que não teve ordem de prisão sentenciada pelo ministro André Mendonça (STF). O que livrou o Campos Neto, pelo relatado por quem sabe do conteúdo, foi o seu silêncio no zap. O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) projeto que altera a legislação para criação do crime espe- cífico de vicaricídio, quando agressor assassina filhos, parentes ou pessoas próximas como forma de causar sofrimento a uma mulher. O crime será considerado hediondo e as penas serão de 20 a 40 anos de reclusão mais multa. O texto vai para sanção presidencial. A proposta já havia sido aprovada na Câmara dos De- putados na semana passada, e altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos. "Nessa modalidade de violência, instrumentalizam-se terceiros, sobretudo filhos, ascendentes e pessoas sob cui- dados como meio de punir, controlar, causar sofrimento à mulher. Ao reconhecer expressamente essa prática no sistema jurídico e calibrar as consequências penais e pro- tetivas, os projetos corrigem uma lacuna que hoje depende de arranjos interpretativos pouco uniformes, melhoram a triagem de risco pela rede de atendimento e fortalecem a capacidade do Estado de prevenir a escalada letal", explicou a relatora Margareth Buzetti (PP-MT), autora do substitutivo aprovado ao PL 3.880/2024.. A pena poderá ser aumentada em um terço nas seguintes situações: - crime praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento - crime contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência - descumprimento de medida protetiva de urgência. A tipificação específica do crime ocorre após um mês de o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), ales Machado, ter atirado e matado os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, ter tirado a própria vida. O crime foi cometido para atingir a mãe das crianças. * Com informações da Agência Senado ■ SENADO Crime de vicaricídio é aprovado com pena de até 40 anos O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alertou o Irã nesta quinta-feira (26) para "levar a sério" um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, depois que o ministro iraniano das Relações Exteriores disse que Teerã estava analisando a proposta dos EUA, mas que não havia conversas sobre o fim da guerra. Os comentários de Trump foram feitos no momento em que o custo econômico e humanitário do conflito aumenta, com a es- cassez de combustível se espalhando por todo omundo, fazendo comque empresas e países se esforcem para conter as consequências. "Conversas indiretas" entre os EUA e o Irã estão ocorrendo por meio de mensagens transmitidas pelo Paquistão, comoutros países, incluindo aTurquia e oEgito, tambémapoiando os esforços de mediação, disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que isso não equivale a uma negociação. "Mensagens sendo transmitidas pormeio de nossos países amigos e nós respondendo, declarando nossas posições ou emitindo os avisos necessários, não é o que chamamos de negociação ou diálogo", disse Araqchi em entrevista à televisão esta- tal. "No momento, nossa política é continuar a resistência e defender o país, e não temos intenção de negociar", acrescentou. Trump disse, em postagem no Truth Social nesta quinta-feira, que o Irã foi "mili- tarmente obliterado, com zero chance de re- torno", e estava "implorando" por um acordo. Chamando os negociadores iranianos de "muito diferentes e 'estranhos'", ele acrescentou: "É melhor eles levarem a sério logo, antes que seja tarde demais, porque quando isso acon- tecer, não há volta e não será nada bonito." Posições maximalistas Embora os comentários deAraqchi tenham sugerido certa disposição de Teerã emnegociar o fim da guerra se as exigências iranianas forematendidas, essas conversas provavelmente seriam muito dif íceis, dadas as posições ma- ximalistas apresentadas por ambos os lados. Uma proposta de 15 pontos dos EUA para encerrar o conflito, enviada ao Irã por meio do Paquistão, inclui exigências que vão desde o desmantelamento do programa nuclear do Irã e a contenção de seus mísseis até a en- trega efetiva do controle do Estreito deOrmuz, de acordo com fontes e reportagens. Mas o Irã endureceu sua posição desde o início da guerra, exigindo garantias contra futuras ações militares, compensação por per- das e controle formal do Estreito, segundo fontes iranianas. O Irã também disse a inter- mediários que o Líbano deve ser incluído em qualquer acordo de cessar-fogo, disseram fontes regionais. Trump não identificou comquemos EUA estão negociando no Irã, com muitas autori- dades de alto escalão entre as milhares de pessoas mortas em todo o Oriente Médio desde que EUA e Israel atacaram o país em 28 de fevereiro. Desde então, o Irã lançou ata- ques contra Israel, bases dos EUA e Estados do Golfo. ■ ACORDO TRUMP PEDE QUE IRÃ AJA RAPIDAMENTE SOBRE PLANO DE CESSAR-FOGO V Foto/ Roberto Schmidt/Getty Images ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 27 DE MARÇO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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