Diário do Amapá - 28/03/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADPO | 28 DE MARÇO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A revista digital da Popular Science deste mês traz uma interessante matéria sobre um dos mitos mais antigos da internet (da época do email): cozinhar no micro-ondas destrói os nutrientes? As micro-ondas começaram a ser usadas para o radar na Segunda Guerra Mundial, então, foi aproveitado para aquecer alimentos pela primeira vez em 1947. No final dos anos 1960, os fornos de micro- ondas comerciais já eram pequenos e baratos o suficiente para se tor- narem moda da cozinha moderna. E, na década de 1970, os cientistas começaram a se perguntar como essa forma de radiação eletromagnética poderia estar afetando a comida. Esquentar comida no micro-ondas produz texturas e sabores diferentes de outros métodos de cozimento. Em 2009, uma revisão de estudos de pesquisa sobre cozimento em fornos de micro-ondas afirmou claramente que não existem diferenças nutricionais significativas entre os alimentos preparados por métodos convencionais ou por micro-ondas. No entanto, isso não significa que os fornos de micro-ondas não alterem ou reduzam a nu- trição da sua comida; eles simplesmente não parecem fazer isso mais do que outros métodos de cozimento. Todo cozimento transforma os alimentos, para o benef ício de alguns nutrientes e o detri- mento de outros. E cozinhar a carne começou com os humanos pré-históricos. O aquecimento causa mudanças estruturais nas moléculas de proteína que as tornam mais fáceis de serem absorvidas e digeridas pelo nosso corpo. E tam- bém ocorre a destruição de patógenos. Outros nutrientes, como a vitamina C e as vitaminas B como tiamina e niacina, são solúveis em água e facilmente destruídos pelo calor. Isso significa que eles tendem a ser reduzidos durante o processo de cozimento, especialmente quando se ferve, por exemplo, o repolho ou outros vegetais nutritivos. Em 2009, pesquisadores chineses mediram a concentração de vitamina C e outros nutrientes no brócolis antes e depois do cozimento, testando cinco métodos de cozimento domés- ticos comuns: ferver, cozinhar a vapor, refogar, refogar seguido de fervura e cozimento no mi- cro-ondas. Eles determinaram que o micro-ondas produziu efeitos diferentes nos nutrientes em comparação com os outros métodos de cozimento. No entanto, o micro-ondas não causou a maior perda de nenhum nutriente medido entre os cinco métodos de cozimento comparados. Por exemplo, no caso da vitamina C, todos os tratamentos de cozimento, exceto o vapor, causaram uma perda dramática. Isso provavelmente ocorreu porque cozinhar a vapor foi o método que colocou o brócolis em menor contato direto com a água. Ferver produziu as maiores perdas de vitamina C, mais de 30%. Mas o micro-ondas reduziu a vi- tamina C no brócolis em apenas 16%. Em outro estudo de 2007 sobre perda de nutrientes em brócolis cozido no micro-ondas, os pesquisadores recomendaram tempos mais curtos no micro-ondas com menos água para reter a maior quantidade de nutrientes. Quanto mais água for usada e quanto mais tempo a comida for cozida, mais nutrientes podem ser lixiviados para a água de cozimento. É por isso que o caldo é nutritivo. ■ No entanto, o micro-ondas não causou a maior perda de nenhum nutriente medido entre os cinco métodos de cozimento comparados. Por exemplo, no caso da vitamina C, todos os tratamentos de cozimento, exceto o vapor, causaram uma perda dramática. Micro-ondas faz bem para a saúde? MARIO EUGENIO E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior do INPE E m uma galáxia não tão distante, uma batalha épica se desenrola entre o bem e o mal, entre a luz e a escuridão. Assimcomo em "StarWars", onde os rebeldes lutam contra um império opressivo, o Brasil se vê imerso em um conflito entre a busca por justiça e os mecanismos que tentam silenciar essa luta. Ontem dia 26 de março de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma votação 8 (oito) votos contrários, e somente 2 (dois) a favor, de formou maioria para impedir a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, trazendo à tona um cenário alarmante para a democracia brasileira, revelando não apenas umgrande prejuízo, mas também, concretiza a insegurança jurídica que permeia o país. A CPMI do INSS tinha como objetivo investigar esquemas de corrupção que envolviamdesvios de recursos públicos, fraudes e práticas ilícitas que afetamdiretamente milhões de brasileiros. Coma decisão do STF, o que era uma esperança de transparência se transformou em um golpe nas expectativas da sociedade. O prejuízo não é apenas fi- nanceiro, mas moral e social. A população, que já enfrenta diversas crises—econômica, sanitária e política—assistiu impotente ao enfraquecimento de uma ferramenta crucial na luta contra a corrupção. Estima-se que as fraudes no INSS possam ter causado um rombo de bilhões aos cofres públicos. A interrupção das investigações torna ainda mais dif ícil a recuperação desses valores e a respon- sabilização dos envolvidos. Assim como o império de DarthVader, que se reposiciona a cada ataque dos rebeldes, o sistema corrupto parece se fortalecer com esta decisão, deixando a sociedade em um estado de alerta e descon- fiança. A insegurança jurídica é um dos maiores desafios en- frentados pelo Brasil atualmente. As constantes mudanças nas decisões da Suprema Corte, criam um ambiente de instabilidade, onde a população se vê sem garantias de que seus direitos serão respeitados. Quando um órgão que deveria ser guardião da Constituição se torna um agente de incerteza, a confiança nas instituições se deteriora. A decisão sobre a CPMI é apenas um exemplo de como o STF tem, em algumas ocasiões, tomado decisões que parecem ter um viés político. O que poderia ser visto como uma defesa da democracia, na verdade, se transforma em um jogo de poder que privilegia interesses de grupos específicos. E assim como a Aliança Rebelde enfrenta a tirania do Império, o cidadão brasileiro representado por políticos destemidos como o Senador Carlos Viana, se vê lutando contra um sistema que parece agir contra seus próprios princípios. As consequências da decisão do STF são profundas e multifacetadas. A primeira delas é o fortalecimento da im- punidade. Se as investigações sobre corrupção não podem avançar, os responsáveis por fraudes e desvios continuarão a agir coma certeza de que não enfrentarão consequências. O que se espera é um ciclo vicioso, onde a corrupção se torna cada vez mais entrincheirada nas estruturas do poder. Além disso, a decisão pode desencadear um efeito cascata em outras investigações. A CPMI do INSS não é um caso isolado; há uma série de outros esquemas que aguardam uma apuração minu- ciosa. Porém, o futuro da apuração dos esquemas de corrupção no Brasil se apresenta nebuloso. A sociedade civil, que tem se mobilizado em prol da transparência e da res- ponsabilidade, pode encontrar novos desafios pela frente. Sem um sistema que proteja os mecanismos de investigação, a luta para expor a corrupção se torna ainda mais dif ícil. O que se pode esperar daqui em diante? Assim como a saga de "Star Wars" nos ensina, a luta pela justiça é contínua e exige resistência. A sociedade civil deve se mobilizar, pressionar por reformas e garantir que as investigações possam ocorrer sem interferências. As vozes que clamampor justiça não podemser silenciadas. É necessário que a população se una em prol da transparência, da ética e da responsabilidade. O verdadeiro poder reside na capacidade de cada cidadão em fazer valer seus direitos e exigir instituições que funcione para todos. Afinal, como diria Yoda, "o medo é o caminho para o lado obscuro". E o medo não pode ser um obstáculo à busca pela verdade. Assim, enquanto o sistema parece contra-atacar, cabe a nós, os “rebeldes da democracia”, continuarmos a luta. O futuro do Brasil depende da nossa coragempara enfrentar o império da corrupção, em nome de uma sociedade mais justa e transparente. Que a força esteja conosco. ■ O império contra-ataca O que se pode esperar daqui em diante? Assim como a saga de "Star Wars" nos ensina, a luta pela justiça é contínua e exige resistência. A sociedade civil deve se mobilizar, pressionar por reformas e garantir que as investigações possam ocorrer sem interferências. E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR
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