Diário do Amapá - 28/03/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 28 DE MARÇO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS PREVENÇÃO - Projeto de lei que determina ensino de noções básicas de primeiros socorros para estudantes do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Noções de primeiros socorros deverão ser ensinadas aos estudantes, de acordo com diretrizes específicas para cada faixa etária. ■ DISCUSSÕES - Fórum de Conselheiros do Consad, antes de ser encerrado, nesta sexta-feira, 27, debate tema ‘Amapá: perspectivas, contextualização e oportunidades no setor de petróleo e gás’. Consad é o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração, que pela primeira vez reúne-se no Amapá. ■ Salário Por causa do ano eleitoral, Clécio (GEA) só tem até 6 de abril para decidir sobre reajuste salarial do pessoal da educação. Mas ainda à vontade para agir, porque Alap já garantiu votar matéria dia 6/4 em regime de urgência, portanto dentro do prazo legal. Bambas Alap fez sessão solene com Missa de Lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, que versa o tema ‘Fraternidade e Moradia’. Evento reforçou urgência do debate social sobre habitação digna no estado e necessidade de soluções. Além da presidente da Alap, Alinny Serrão, Corrida da Mulher de Laranjal do Jari conta com realização também da prefeitura do município e dos senadores Randolfo Rodrigues e Davi Alcolumbre. “Essa campanha trata de um desafio real e exige a atenção de todos. Seguimos trabalhando para fortalecer políticas públicas e melhorar a vida da população”, palavras do deputado Diogo Senior na sessão que tratou da Campanha da Fraternidade, na Alap, ressaltando tema ‘Fraternidade e Moradia’. Visão Vereadora Luany Favacho se empenha para que Programa Habitacional Municipal Minha Casa, Minha Macapá de 2026 amplie acesso à moradia e reduza déficit habitacional da capital amapaense. Esforço “Essas reuniões vão gerar resultados concretos para os empreendedores e para a economia do Amapá”, avaliação do governador Clécio Luís acerca da 1ª Reunião Ordinária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, realizada em Macapá. “Quem mais precisa desse tipo de serviço são os cidadãos, sobretudo dos estados amazônicos e do nordeste do Brasil, onde determinadas especialidades médicas não existem. Então, estamos dando garantia e estabilidade a quem tem esse direito”, senador Randolfe logo após aprovação do projeto de sua autoria legalizando o TFD do SUS. Alerta No ver da secretária de administração do estado, Cinthya Mendes, sediar Fórum do Consad representa marco institucional, amplia visibilidade do Amapá no cenário nacional e consolida participação nas discussões sobre inovação e governança. Significado Proteção Resultado No setor de economia, gestão do governador Clécio tem alcançado números expressivos, refletindo na menor taxa de desemprego do país, ora registrada no Amapá – em apenas 3 anos estado subiu de 41 para 220 startups, enquanto o Selo Amapá ganha mercados com mais de 1.300 produtos. Alvíssaras! Deputada Alinny Serrão, uma das lideranças da Corrida da Mulher, em Laranjal do Jari, diz que evento chama a atenção para combate à violência contra o sexo feminino e contribui para diminuição dos casos de feminicídio no Amapá. Motivação S enhoras e senhores, segurem o chapéu — e o sobrenome! O Brasil acaba de receber um retrato atualizado de si mesmo, e ele não traz surpresas: se você se chama Maria ou José, está em boa companhia — milhões, dezenas de milhões de brasileiros dividem o mesmo crachá da identidade nacional. E se o seu sobrenome é Silva ou Santos, também não precisa se achar original. Você está longe disso. Somos um país de muitos sotaques, climas, ritmos e cores…mas, no cartório, parece que todo mundo resolveu tocar o mesmo samba. Agora, o que esse “ranking do nome popular” revela além de uma piada pronta para festa junina? Mostra que, apesar das diferenças regionais, das lutas sociais e da tão sonhada inovação, boa parte dos brasileiros ainda sofre de uma falta crônica de criatividade no registro civil — ou, quem sabe, de uma fidelidade cega à tradição. “Maria” reúne 12 milhões de pessoas. “Silva” ultrapassa 30 milhões. É como se estivéssemos todos no mesmo trem, usando o mesmo uniforme e repetindo o mesmo bordão: “Olá, eu sou Maria Silva” — no happy hour da vida. E o pior: isso não é só folclore. É dado oficial. Vamos lá, Brasil. Queremos ser um país que mira as estrelas, que aposta em futuro, emmudança — mas cá estamos, repetindo o mesmo nome e o mesmo sobrenome, geração após geração. Parece uma gincana nacional de identificação: vence quem mais conseguir se chamar igual. Diz que somos um país preso a padrões — his- tóricos, culturais e até burocráticos — que custam a se mover. Que a inovação, mesmo quando pro- metida, ainda não chegou ao cartório. Que o so- brenome Silva, presente em cerca de um sexto da população, é mais do que uma coincidência: é uma herança. Uma lembrança viva de séculos de escra- vidão, migração e padronização forçada. E engana-se quempensa que isso é só curiosidade. Um nome conta histórias — revela origens, vínculos e até desigualdades. “Silva” e “Santos” não são apenas sobrenomes populares; são espelhos sociais. Refletem o país real: aquele que ainda carrega as marcas do passado, da repetição e da resistência à mudança. Então, da próxima vez que você ouvir alguém dizer “Fulano Silva”, lembre-se: pode até ser só um nome no papel, mas é também um retrato do Brasil. Um país que se repete nos registros, nas promessas e, às vezes, nas decepções. Batizar de Maria, José, Silva ou Santos nunca foi apenas tradição — é sintoma. E, se a tradição nos diz quem fomos, talvez esteja na hora de escolher nomes que digam quem queremos ser. Obrigado, Brasil — e que venham os Gaels, as Valentinas, os Ravis, as Amoras. Que tragam com eles um pouco do novo, um pouco do inédito. E que não se sintam sozinhos nesse grande trem chamado Brasil, onde os vagões se chamam Maria e os trilhos ainda se chamam Silva. ■ Brasil das Marias, Josés… e Silvas E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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