Diário do Amapá - 28/03/2026

ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 28 DE MARÇO DE 2026 A taxa de desemprego no trimestre encerrado emfevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestremóvel ter- minado emnovembro, quando era de 5,2%. Apesar da alta no intervalo, o resultado é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do trabalhador. Nomesmo trimestre de 2025, o índice era 6,8%. No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de tra- balho. No trimestre de setembro a no- vembro de 2025 eram 5,6 milhões de bra- sileiros em busca de vagas. Os dados foram divulgados nesta sex- ta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre terminado emnovembro, o número de ocupados era 874 mil a mais. De acordo com o instituto, o aumento da desocupação é explicado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao compor- tamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de edu- cação e saúde. “Parte expressiva dos ocupados é pro- vida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade.” Recorde no rendimento Apesar da elevação recente na taxa de desocupação, o rendimentomédiomensal do trabalhador no trimestre encerrado em fevereiro atingiu R$ 3.679, o maior já re- gistrado, ficando 2% acima do trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor é real, ou seja, já desconta a inflação dos períodos de comparação. “O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de ten- dência demaior formalização ematividades de comercio e serviços”, afirmou Adriana Beringuy. Mais destaques da pesquisa: Número de empregados no setor pri- vado com carteira assinada foi de 39,2 mi- lhões, estável emrelação ao trimestremóvel terminado em novembro e em relação ao mesmo período de 2025; Número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, estável entre trimestres seguidos e aumentou 3,2% ante o mesmo período de 2025 (mais 798 mil pessoas); Taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,7% do trimestre encerrado em novembro. Infor- mais são trabalhadores sem garantias tra- balhistas, como cobertura previdenciária e férias. Critérios A pesquisa do IBGE apura o compor- tamento domercado de trabalho para pes- soas a partir de 14 anos e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é consi- derada desocupada a pessoa que efetiva- mente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Amaior taxa de desocupação já regis- trada na série iniciada em 2012 foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos tri- mestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19. Amenor foi 5,1% no quarto trimestre de 2025. ■ DESEMPREGO SOBE PARA 5,8% EM FEVEREIRO, MAS É O MENOR PARA O TRIMESTRE IBGE V Foto/ Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil

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