Diário do Amapá - 31/03/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 31 DE MARÇO DE 2026 14 Campanha da Fraternidade mobiliza instituições e o povo católico brasileiro DESDE 1961 Todos os anos, a Igreja no Brasil mo- biliza comunidades e paróquias para viver, durante o período da Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Essa iniciativa teve início em 1961, quando três padres que trabalhavamna Cáritas Brasileira—umdos organismos da CNBB — planejaram uma campanha com o objetivo de arrecadar re- cursos para financiar as atividades assisten- ciais da instituição. A essa ação deram o nome de Campanha da Fraternidade. Na Quaresma de 1962, a campanha foi realizada pela primeira vez na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido ao êxito da experiência, no ano seguinte 16 dio- ceses do Nordeste também a promoveram em suas comunidades. Essemovimento tor- nou-se o embrião do projeto que, mais tarde, seria assumido como uma ação oficial da Igreja no Brasil, como gesto concreto do pe- ríodo quaresmal. Em seu início, destacou-se a atuação do Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, ao qual estava vinculada a Cáritas Brasileira, fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado era Dom Eugênio de Araújo Sales. ACampanha da Fraternidade foi lançada em nível nacional no dia 26 de dezembro de 1962, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, sendo realizada em todo o país pela primeira vez na Quaresma de 1964. O contexto do Concílio foi funda- mental para a sua concepção e estruturação, assim como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, contri- buindo para o desenvolvimento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Durante quatro anos consecutivos, diversos padres permaneceram em Roma, hospedados na mesma casa, participando das sessões do Concílio e de momentos de reunião, estudo e troca de experiências. Foi nesse ambiente que a Campanha da Frater- nidade nasceu e se fortaleceu. Desde sua primeira realização, em 1962, até os dias atuais, a Campanha da Fraternidade consolidou-se como uma ampla ação de evangelização promovida anualmente durante a Quaresma. Seu prin- cipal objetivo é despertar a solidariedade dos cristãos e de toda a sociedade diante de problemas concretos que afetam o Brasil, incentivando a busca de caminhos e solu- ções para enfrentá-los. ■ “Nosso trabalho na Rua do Horto foca na integração entre o Jardim Felicidade e o Novo Horizonte. Esta via é o eixo principal de conexão para quem vive na Zona Norte. EDMILSON LEITE Secretário adjunto de Obras Viárias da Seinf PAULO LEMOS Sec.de Estado da Educação “Era uma escola de madeira, já comprometida. Hoje entregamos um prédio moderno, construído do zero, que dialoga com o ambiente da comunidade e oferece melhores condições para o aprendizado dos nossos alunos”. “A criação da enfermaria de diálise no Hospital de Emergência reflete o compromisso do governador Clécio, em garantir uma saúde mais resolutiva e sensível às necessidades da população. Esse é um serviço que salva vidas, ao garantir atendimento especializado no momento mais crítico, com segurança e dignidade aos pacientes”. FRASES DA SEMANA RINALDO MARTINS Sec. de Estado da Saúde “O último bloco do HCA foi completamente reconstruído e equipado com prevalência não só de quantidade, mas também de qualidade, registrando aumento de 118 leitos, subindo de 74 para 192, e de 12 UTIs para 31”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 EVANDROLUÍZ DA REDAÇÃO CLÉCIO LUÍS Governador do Amapá ● EMPREENDEDORISMO A Central Única das Favelas do Amapá (Cufa-AP) deu início, na quinta-feira (26), às ins- crições para a Expo Favela Innova- tion Amapá 2026. Reconhecida como a maior feira de negócios e oportunidades voltada ao em- preendedorismo periférico no es- tado, a iniciativa busca conectar o talento criativo das favelas e comu- nidades aos investidores do asfalto. Os interessados podem garantir sua participação de forma online, pelo site oficial www.expofavela- ap.com , ou presencialmente na sede da Cufa Amapá (Rua São José, 1.500, Centro, em frente à Praça do Barão), com atendimento das 9h às 12h e das 14h às 16h. O prazo final para o cadastro é o dia 16 de maio. A presidente da Cufa-AP, Alzira Nogueira, reforça que o evento é democrático e focado no potencial transformador das ideias, indepen- dentemente da estrutura jurídica do negócio. “Nosso objetivo é dar visibilidade a quem já faz acontecer, mas muitas vezes não é visto pelo mercado tradicional. Para se ins- crever, o que vale mesmo é a boa ideia e o impacto social do projeto; não há necessidade de ser uma em- presa formalizada ou ter CNPJ. Queremos o empreendedor raiz, aquele que inova com os recursos que tem e transforma a realidade da sua comunidade”, afirma Alzira. O evento principal ocorrerá em agosto, na sede do Sebrae Amapá, onde 40 empreendedores selecio- nados de todos os cantos do estado apresentarão seus produtos e ser- viços. Nesta etapa estadual, os par- ticipantes concorrerão a cinco vagas finalistas que garantem o passaporte para a grande final na- cional em São Paulo, em dezembro. Além da visibilidade nacional, os vencedores disputam prêmios em dinheiro e o prestigiado título de melhor empreendimento de favela do Brasil, consolidando o Amapá como um polo de inovação e cria- tividade. A Expo Favela Innovation Amapá funciona como uma ponte estratégica para a economia local, unindo a força de trabalho das pe- riferias a redes de mentoria, net- working e capital. Mais do que uma feira de negócios, a etapa Amapá é uma vitrine de resistência e inventividade, destacando solu- ções em produtos e serviços que trazem a identidade regional para o centro do debate econômico. É a oportunidade definitiva para transformar pequenos negócios em grandes potências, provando que a favela não é apenas carência, mas um território vibrante de po- tência e solução. ■ INSCRIÇÕES ABERTAS PARA EXPO FAVELA INNOVATION AMAPÁ 2026 “Esse é o primeiro passo para acelerarmos a emissão da nova carteira de identidade nacional. Muitas vezes as pessoas descobrem que alguém fez um crediário no nome dela porque o sistema é falho. A nova carteira é justamente para combater isso. Com esse recurso, será possível chegar aos locais mais difíceis para permitirmos que a população baiana possa obter seu documento”. ESTHER DEWECK Ministra da Gestão
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