Diário do Amapá - 31/03/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 31 DE MARÇO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS COMEDIDO - Senador Davi Alcolumbre, por onde passa, repete que neste ano eleitoral devem prevalecer o diálogo, o bom senso e a paz entre os que pensam diferente, e que acima de tudo prevaleça a democracia. ■ DIVISÃO - Amapá está no bolo de R$ 44,2 milhões liberados pelo governo federal para apressar emissão do documento que aos poucos vai substituindo o então tradicional RG – Carteira de Identidade Nacional (CIN). Além do Amapá, Bahia, Amazonas e Maranhão dividem a importância. ■ DOCUMENTO - “Todos os brasileiros terão que trocar a sua RG antiga pela CIN, que é a nova carteira, dez vezes mais segura que a RG antiga”, assim a ministra da gestão, Esther Deweck, pinta a nova Carteira de Identidade Nacional. ■ Finalmente Imprensa foi chamada pelo governador Clécio, nesta segunda, 30, para ir ao Hospital da Criança e do Adolescente, ver como está o conhecido HCA, que mesmo funcionando estava em obras, porém agora concluída a 3ª e última etapa a ser inaugurada nesta terça, 31. Nos trinques, reconheça-se. Articulação É forte articulação para que também sejam incluídos na PEC 47, em trâmite na Câmara Federal, prestadores de serviços, bolsistas, estagiários, trabalhadores da caixa escolar e cooperados que atuaram no serviço público no período do TFA. Esse pessoal não está no texto da Proposta de Emenda Constitucional em voga, mas poderá ser colocado pelo relator, deputado Acácio Favacho. Em Macapá, nesse fim de semana, Davi, em seguidas reuniões, definiu nominatas de candidatos do União Brasil a estadual e deputado federal, em outubro. E só retornou nesta segunda, 30, a Brasília. Quem vem com toda força para disputa de vaga na Assembleia Legislativa, de onde já foi presidente, é Júlio Miranda, a quem concorrentes não devem menosprezar, porque mesmo há tempos fora da política ainda tem boa carrada de votos. A volta Por causa de mal tempo, ministro das cidades, Jader Filho, não pôde participar do evento do programa Habita Amapá, domingo, 29, em Macapá. Em razão do cancelamento da viagem, ministro participou do Habita Amapá por videoconferência. Contratempo Genival Cruz, aquele do PSTU e do bordão ‘farinha do mesmo saco’, agora diz alto e bom som que não mais está sendo candidato nem para portaria de condomínio. Mas sem descolar lado sindical, até já liderando greve geral dos servidores do HU, da Unifap, onde é funcionário concursado. A greve reivindica acordo coletivo de 2026/2027. David Covre, arquiteto responsável por todas as obras do 3º ano de gestão do governador Clécio, agora é secretário adjunto da Casa Civil do mesmo governo. Pepino Ao justificar voto contrário ao relatório da CPMI do INSS, deputado Malafaia apontou elaboração como blindagem a nomes que apoiam o ex- presidente Bolsonaro, entre eles Onyx Lorenzoni. Para o parlamentar o relatório é também “um dos mais descomprometidos com a verdade”. Posição No Gabi Água pro vinho “É um programa pensado para quem realmente precisa, com parcelas que cabem no bolso e o apoio total no momento da entrada”, palavras do deputado Acácio Favacho, o bamba do Habita Amapá, que nesse domingo, 30, mobilizou milhares de pessoas em um só evento na capital. Moradia No fim de semana, governador Clécio emplacou inauguração da 38ª escola nestes seus 3 anos de gestão, a ‘Francisco de Oliveira Filho’, na localidade interiorana de Anauerapucu. Educação O Supremo decidiu encerrar a CPMI do INSS por 8 votos a 2. E não foi um gesto técnico isolado. Foi umadecisãopolítica comlinguagem jurídica, como quase tudo que realmente importa em Brasília. Acomissão estava no fimdo prazo. Cento e oitenta dias. Regra clara. Parlamentares pediramprorrogação, alegaram recesso, tempo perdido, investigação in- completa. Oministro André Mendonça chegou a de- terminar que oCongresso analisasse esse pedido. Não adiantou. Amaioria do STF entendeu que não cabe ao Judi- ciárioesticar prazode comissãoparlamentar. Traduzindo para o português claro. O Supremo disse que o Con- gresso que resolva seus próprios problemas. E como o Congresso não resolveu, a comissão morreu. Mas essa é só a superf ície. Por baixo, o que se viu foi desconforto. A CPMI começou a chegar perto de muita gente grande. Não era mais só fraude em aposentadoria. Era conexão com poder. Nome circulando, mensagem vazando, suspeita respingandoemtodo lado.Quando investigação começa a incomodar demais, ela deixa de ser apenas investigação. Vira risco institucional. Ministros como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes deixaram isso claro ao criticar vazamentos e métodos da comissão. Não estavam discutindo só prazo. Estavam reagindo ao que a CPMI estava pro- duzindo. E aí entra o ponto central. OSupremo não encerrou apenas um prazo. Encerrou um ambiente que estava ficando perigoso demais para muita gente influente. Do outro lado, o Congresso também não foi exa- tamente vítima. Houve omissão. O pedido de prorro- gação não foi formalizado a tempo. A condução da comissão virou disputa política. E quando política entra desorganizada, perde espaço para decisão judi- cial. O resultado está aí. A CPMI acaba não porque terminou o que tinha para fazer, mas porque faltou força política para mantê-la viva. E agora Agora começa outra etapa. Menos barulhenta e possivelmente mais efetiva. O relatório final com milhares de páginas deve pedir o indiciamento de cerca de 220 pessoas. Isso sai das mãos de deputados e senadores e vai para quem tem poder real de acusar. OMinistério Público. Se o MP entender que há provas consistentes, pode oferecer denúncia. Aí vira processo judicial. Aí tem réu, defesa, juiz e sentença. Sem palanque, sem holofote, sem coletiva. Também pode acontecer o oposto. Parte disso tudo pode ser arquivada. Investigação parlamentar não é sentença. É ponto de partida. Politicamente, o encerramento deixa feridas. Par- lamentares vão falar emcensura, interferência, proteção de poderosos. Do outro lado, ministros vão insistir na tese de que havia abuso e irresponsabilidade. No fim, a CPMI termina como muitas coisas no Brasil. Commais perguntas do que respostas. E com uma certeza incômoda. Quando uma in- vestigação começa a atingir muita gente ao mesmo tempo, dificilmente ela chega até o fimdo caminho. ■ CPMI do INSS terminou por ter chegado perto de quem não deveria E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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