Diário do Amapá - 31/03/2026
DRI dos clubes A Federação Nacional de Clubes, a Fenaclubes, terá um novo diretor de Relações Institucionais em Brasília. Com trânsito suprapartidário entre o Congresso e Ministérios, há mais de dois Governos, o baiano Marcelo Sacramento, que já é diretor da entidade, assume a função em abril. Ex-comodoro do Yacht Club da Bahia, Sacramento vai bater ponto semanalmente em Brasília tratando pautas do setor. Reciclagem Pesquisa nacional com 2000 Nexus/Sindiplast, com 2.009 entrevistados, aponta que 75% dos brasileiros separammateriais recicláveis ou moram com alguém que separa. Na Geração Z (16 a 24 anos), 67% dizem separar o lixo. Para 46% deles, porém, o maior obstáculo é a falta de costume ou esquecimento. Na faixa dos 60 anos ou mais, 80% dizem reciclar o lixo em casa. Apenas 20% citam falta de costume como obstáculo. Respeito no canteiro A personagem Engenheira Eugênia, do Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, passou a integrar a apostila “Práticas de Alfabetização e de Matemática” para Educação de Jovens e Adultos (EJA), publicada em 2026. É utilizada uma história em quadrinhos que aborda assédio moral e machismo no trabalho, estimulando a reflexão e alerta sobre os crimes. Mais dois A aproximação das eleições tem feito a Justiça acelerar julgamentos capazes de abater candidaturas de governadores. Outros dois correm risco: Gladson Cameli, do Acre, e Antonio Denarium, de Roraima – ambos do Progressistas. O STJ marcou para 15 de abril a retomada de julgamento de Cameli. Já Denarium está na mira do TSE, que poderá julgá-lo no próximo mês. Detalhes no site da Coluna. Barão das Emendas O já chamado entre portas de Barão de Emendas Pix na Câmara está na mira da Polícia Federal. O deputado Yury do Paredão (MDB-CE) recebeu R$ 18,5 milhões em recursos públicos via transferências especiais. O parlamentar foi citado em potenciais desvios de recursos que extrapolam a relação política formal com prefeituras cearenses. O Ray-Ban da CPI – Parte final “Isso é errado, isso não se faz”. Essas foram as palavras mais leves do ministro do STF André Mendonça sobre parlamentares e assessores da CPMI do INSS que tiveram acesso à sala-cofre da Comissão, em seu discurso na sessão plenária da Corte do último dia 26 (Quinta-feira), ao defender seu voto vencido pela prorrogação da CPMI. Conforme revelou a Coluna em 1ª mão no dia 19 de março, Mendonça lacrou a sala e proibiu acesso de qualquer um – de senadores a asseclas – porque descobriu que alguns deles usaram os óculos Ray-Ban MetaWayfarer 2ª Geração (R$ 4 mil na praça), commicrocâmera, para filmar e fotografar imagens e vídeos dos documentos sigilosos do inquérito da Polícia Federal, em especial as do “banqueiro” Daniel Vorcaro. O STF enterrou a CPMI dando direito ao silêncio emHC para mais de uma dezena de suspeitos investigados. Ficaram para trás, na gaveta, o relatório commais de 200 pedidos de indiciamento e as vistas-cegas dos seus membros sobre os espiões tecnológicos: a Polícia Legislativa não recebeu uma solicitação sequer para investigar essa denúncia, vinda de umministro da mais alta Corte Judiciária. A ções ocorridas neste mês de março de 2026 podem ter contribuído para mudar a história da Internet e, sem ferir a proclamada “liberdade de expressão”, torná-la um ambiente mais apropriado e seguro, especial- mente para menores de idade. No último dia 24, um júri em Santa Fe, capital do Novo México, no sudeste dos Estados Unidos, entendeu que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deve ser responsabilizada por não adotar medidas para que crianças e adolescentes não sejam expostos a conteúdos inapropriados em suas redes sociais, inclusive de abuso sexual por adultos. A condenação obrigará aMeta a pagar aproximadamente US$ 375 milhões como pena à coletividade. Um dia depois, a cerca de 1,3 mil quilômetros de Santa Fe, um outro júri em Los Angeles, na Califórnia, decidiu que plataformas da Meta e do Google (YouTube) foram projetadas para viciar seus usuários e causar malef ícios. Para o júri, mecanismos que disparam “gatilhos emo- cionais” – como a rolagem infinita, notificações constantes, reprodução instantânea de vídeos, recompensas intermitentes como as “curtidas” – tiveram o condão de fazer com que uma jovem de cerca de 20 anos, identificada apenas como Kaley, sofresse de depressão na adolescência, com pensa- mentos suicidas, e desenvolvesse uma preocupação obsessiva com sua aparência f ísica. Esse comportamento é chamado de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Condenadas, as duas big techs do Vale do Silício, também na Califórnia, terão de pagar um total de US$ 6 milhões em indenização à Kaley. Repercussão Para especialistas brasileiros ouvidos pela Agência Brasil, as decisões na justiça estadunidense podem ter re- percussão global e vêm ao encontro do lançamento do ECA Digital (Lei 15.211/2025), que entrou em vigor no último dia 17 e foi regulamentado no dia seguinte pelo De- creto 12.880, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ■ CONTEÚDOS INAPROPRIADOS ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura O Banco do Brasil (BB) neutralizará as emissões de gases de efeito es- tufa geradas pela 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). O encontro terminou nesse domingo (29), em Campo Grande. A iniciativa reforça o papel da instituição na agenda climática e na preservação ambiental. Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o evento reuniu cerca de 2 mil participantes de di- ferentes países, incluindo representantes de governos, cientistas e organizações da sociedade civil. O objetivo foi discutir ações globais para proteger espécies mi- gratórias e seus habitats. A estimativa é que a conferência gere entre 2,5 mil e 3 mil toneladas de emissões de carbono. O cálculo considera fatores como transporte dos participantes, con- sumo de energia e estrutura do evento. Para compensar esse impacto am- biental, o banco utilizará créditos de car- bono provenientes de projetos de energia renovável, garantindo que o volume total de emissões seja neutralizado. A neutralização de carbono é um pro- cesso que busca equilibrar as emissões de gases poluentes com ações que remo- vem ou evitam a liberação desses gases na atmosfera. Na prática, isso significa que, para cada tonelada de carbono emitida, é in- vestido em projetos que reduzem a mesma quantidade, como energia solar, reflores- tamento ou captura de gases. Como funciona No caso da COP15, a compensação será feita por meio de créditos certificados dentro do sistema da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Esses créditos vêm de projetos de energia solar financiados ou apoiados pelo Banco do Brasil, que evitam a emissão de gases de efeito estufa ao substituir fontes poluentes. Espécies migratórias As espécies migratórias, como aves, peixes e mamíferos, dependem de rotas naturais que podem ser afetadas pelas mudanças climáticas. Alterações no clima impactam diretamente esses trajetos e a sobrevivência dos animais. Por isso, informou o BB, reduzir e compensar emissões em eventos interna- cionais é visto como uma forma de alinhar discurso e prática na luta contra o aque- cimento global. Números O Banco do Brasil informou que seus projetos ambientais já evitam a emissão de cerca de 3,6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano. Além disso, a instituição apoia a pre- servação e recuperação de aproximada- mente 1,4 milhão de hectares de áreas naturais, commeta de alcançar 2 milhões até 2030. As iniciativas incluem ações como re- florestamento, agricultura de baixo car- bono e geração de energia renovável, con- sideradas fundamentais para conter o avanço das mudanças climáticas. ■ MEIO AMBIENTE BB VAI COMPENSAR EMISSÕES DA COP15 NO BRASIL V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 31 DE MARÇO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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