Diário do Amapá - 01/04/2026
V Foto/ Divulgação/UNICEF A limentos ultraprocessados são frequentemente vistos como símbolo de “infância feliz” e con- quista social emcomunidades urbanas do Brasil, mesmo entre famílias preocupadas com a saúde das crianças. É o que revela um novo estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que também aponta que a rotulagem nutricional frontal, emvigor no país desde 2022, é pouco compreendida e raramente influencia as escolhas de compra. O estudo “Ultraprocessados e Infância: Barreiras e Caminhos para Hábitos Saudáveis em Comunidades Urbanas”, realizado com apoio da Novo Nordisk, in- vestigou fatores culturais, sociais e estruturais que in- fluenciam a alimentação e a prática de atividade f í- sica na primeira infância em três comunidades ur- banas do Brasil: Pavuna (Rio de Janeiro/RJ), Ibura (Recife/PE) eGuamá (Be- lém/PA). Os dados mostram que o consumo de ultra- processados está bastante presente no cotidiano de meninas emeninos, com os lanches se destacando como a refeição demaior exposição: 50%das crian- ças consumiram esses produtos no dia anterior à pesquisa, em compa- ração a 27% no café da manhã e 13% no almoço e no jantar. O levantamento in- dica ainda que 55% dos entrevistados nunca olham o rótulo dos ali- mentos, mesmo quando informam presença de açúcar, gordura ou calo- rias. Muitas vezes, essa escolha é feita com a compreensão de que esses produtos são bons para a saúde, fenômeno descrito pelo estudo como “falsos saudáveis”. Entre os exemplos, 52% consideraram sau- dável o iogurte com sabor e 49% os nuggets, se prepa- rados na fritadeira elétrica, a air fryer. Consumo de ultraprocessados e percepção de saúde Entre os entrevistados, 84%declararamestarmuito preocupados em manter uma alimentação saudável para sua família. Apesar dessa preocupação, o padrão de consumo ainda é influenciado por fatores como percepção de preço e sobrecarga materna, inserindo- se em um cenário preocupante de saúde pública, de acordo com o UNICEF. ■ Ultraprocessados ainda têm rótulos pouco compreendidos, diz estudo DESATENÇÃO Muitas vezes, essa escolha é feita com a compreensão de que esses produtos são bons para a saúde, fenômeno descrito pelo estudo como “falsos saudáveis”. Consumo Trecho Do Texto A segurança nas escolas deixou de ser um tema peri- férico e passou a disputar espaço no orçamento das instituições — pressionada por riscos que vão do ambiente f ísico ao digital. É nesse cenário que a School Guardian Group tenta redefinir seu posicionamento. Criada em 2013 para resolver um problema logístico na saída de alunos, a empresa evoluiu para um ecossistema de gestão de riscos que hoje integra diferentes soluções emumúnico ambiente digital. Acompanhia atendemais de 450 escolas em14 países, com cerca de 360 mil usuários ativos, e aposta na conso- lidação de tecnologias para crescer emummercado ainda fragmentado— e resistente à adoção de inovação. Avirada começou a ganhar forma a partir da percepção dos próprios clientes. “A partir de 2015, nossos clientes já passarama nos dizer que nos enxergavamcomo uma fer- ramenta de segurança”, diz LeoGmeiner, diretor de novos negócios da School Guardian Group. Agora, o foco é ampliar essa proposta e consolidar um modelo integrado. “A segurança escolar não pode mais ser tratada de forma isolada ou reativa. Nosso objetivo é oferecer uma arquitetura integrada de proteção”, afirma. Oplano inclui expansão internacional, novas parcerias e o desenvolvimento de tecnologia própria — com a ambição de transformar segurança escolar em uma pla- taforma contínua de dados e decisão. De logística à segurança: a origemdomodelo ASchool Guardiannasceu comuma proposta simples: organizar a retirada de alunos nas escolas com mais efi- ciência. “Já havia, naturalmente, uma camada de segurança embutida: entregar às escolas, comantecedência, a infor- mação de quem viria buscar os estudantes”, diz Gmeiner. O ganho inicial era operacional — menos tempo de espera e menos trânsito. Mas o efeito indireto abriu uma nova frente. “Também diminuíamos a exposição dessas famílias a situações de risco, como assaltos que poderiamacontecer naquele momento de espera”, afirma. A partir dessa leitura, a empresa passou a desenvolver novos produtos comfoco direto emsegurança, ampliando o escopo da plataforma. O salto para ecossistema — e o desafio de integrar Oreposicionamento como grupomarca umamudança estrutural: a empresa deixa de operar como plataforma única e passa a integrar diferentes soluções, muitas delas vindas de parceiros ou aquisições. ■ COMEÇOU ORGANIZANDO A SAÍDA DE ALUNOS E AGORA QUER DOMINAR A SEGURANÇA ESCOLAR EM 14 PAÍSES Justiça anula multas ambientais de R$ 16 milhões aplicadas a Neymar por lago artificial A Justiça do Rio de Janeiro anulou as multas ambientais que somam cerca de R$ 16 milhões aplicadas ao jogador Neymar, pela construção de um lago artificial em sua mansão em Mangaratiba, no condomínio Aero Rural, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A cobrança do valor havia sido pedida pela prefeitura do município por suposta prática de dano ambiental. A decisão é do juiz Richard Faircloug, da Vara de Mangaratiba, e foi dada na última sexta-feira, 27. Segundo a sentença a qual o Terra teve acesso, o juiz considerou ilegais os autos de infração la- vrados pela prefeitura após a reforma do lago que virou uma piscina da residência de Neymar. No documento, o juiz sustentou que faltaram provas que de- monstrassem o dano ambiental. Conforme a sentença, os autos de infração tiveram por base apenas fotografias e vídeos enviados por meio de denúncia anônima à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que foram submetidos à análise do setor de fiscalização ambiental. "Não consta dos autos informação acerca de diligência realizada pela autoridade fiscal a fim de confirmar a procedência das infor- mações; data, horário e local no qual teria ocorrido o suposto despejo dos resíduos; coleta de material a fim de verificar a sua ca- pacidade de poluir o meio ambiente; ou quaisquer outros elementos que comprovassem que os supostos resíduos despejados estariam em desacordo com a legislação ambiental", disse o magistrado. ■ PISCINA V Foto/ DellaRocca/Divulgação V Foto/ Reprodução/Youtube ■ Símbolo de 'infância feliz', ultraprocessados ainda têm rótulos pouco compreendidos ■ Lago artificial construido na mansão de Neymar em Mangaratiba ■ Leo_Gmeiner De app logístico a ecossistema global: como a School Guardian quer liderar a segurança escolar GERAL QUARTA-FEIRA | 01 DE ABRIL DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa GESTÃO DE RISCOS
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=