Diário do Amapá - 01/04/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 01 DE ABRIL DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS COLDRE - Tramita na Câmara Federal, a caminho das comissões de segurança pública e de combate ao crime organizado e de Constituição e Justiça e de Cidadania, projeto que autoriza porte de arma para fiscais do Procon, em todo o Brasil. Para virar lei, proposta precisa ser aprovada pela própria Câmara e o Senado, por fim sancionada pelo Presidente da República. ■ EM BUSCA - TRE-AP realiza campanha para mobilizar eleitores do estado ao cadastramento biométrico – coleta de digitais, foto e assinatura. Amapá possui 571.248 eleitores, sendo que 93,73% (535.406) já fizeram o procedimento. ■ ELEIÇÕES 2026 - Ala do PSD avalia que Caiado se posicionou como plano B da direita e vê chance de Flávio Bolsonaro murchar. ■ Subindo… Do núcleo político de Alliny Serrão, em Laranjal do Jari, Bia Pombo deixa o gabinete civil da Alap para alçar novos voos, agora como candidatíssima a estadual, em outubro. Dindim Com decisão de Paulo Nogueira de continuar tocando Secretaria da Pesca, Rodolfo Vale, do PCdoB, permanece deputado estadual até fim da atual legislatura, ele que como suplente assumiu vaga do titular licenciado. Ainda dependendo de sanção presidencial, servidores da segurança do DF e ex-territórios tiveram reajuste salarial aprovado nesta terça, 31, no Senador, incluindo, óbvio, os do Amapá. “Não existe eleição ganha de véspera e o salto alto é o grande inimigo do candidato”, da safra do experiente Edinho Duarte, deputado estadual por várias legislaturas, hoje mentor de interessados em disputar mandatos. Soberba Acertado em família, deputado estadual licenciado e titular da Sepaq, Paulo Nogueira, confirma que segue no GEA até fim da gestão de Clécio Luís, enquanto irmã Socorro, vereadora de Santana, vai disputar vaga na Assembleia Legislativa. Opção WGóes, do MIDR, está entre os 18 titulares que deixam o governo Lula para disputar as eleições, em outubro - ele [WG] para o Senado, mas ainda sem definição sobre quem assume posto. Política Para o portal ‘De Bubuia’, “a candidatura do Capi pode ser o ponto de virada para aglutinar e reorganizar o campo da esquerda no Amapá […]. Em um cenário onde o eleitor escolhe dois nomes, o chamado ‘segundo voto’ pode fazer toda a diferença... E Capi entra nesse jogo com força”, escreve. Já com filiação consolidada no Republicanos, desde a segunda 30 - e com aval de Jory Oeiras e Aline Gurgel -, médico Renan Rosas confirma pré- candidatura a estadual, em outubro. Cadeira Paulo Lemos (Psol), sempre irrequieto, já se desincompatibilizou da Sesa para correr atrás de votos para deputado federal, como pré- candidato, por enquanto, ele que na verdade é titular de mandato com mesmo cargo, mas licenciado a favor do colega Lucas Abrahao (Rede). No páreo Sangue novo Alternativa Com Davi na linha de frente, Senado aprova proposta que trata da recomposição remuneratória de profissionais da segurança pública do Distrito Federal e de ex- territórios. MP, que vai à sanção presidencial, reajusta os vencimentos da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do DF, além das corporações vinculadas aos ex- territórios, incluindo o Amapá. “Deixo registrado meu reconhecimento aos policiais e bombeiros do Amapá, pelo desempenho fundamental na garantia da segurança dos amapaenses”, sublinhou Alcolumbre, um baluarte na aprovação da MP. Vantagem salarial A pesquisa recente da Gallup revela uma trans- formação profunda no panorama espiritual dos Estados Unidos. Mais do que números, os dados indicam uma mudança cultural e moral que vem alterando a relação dos americanos com a fé, a transcendência e a própria ideia de algo maior que o indivíduo. O levantamento mostra que o número de pessoas sem religião atingiu um recorde histórico em 2025. Atualmente, cerca de 24% dos americanos afirmam não possuir qualquer filiação religiosa. Em 1948, quando a medição começou, esse grupo representava apenas 2%dapopulação. Aomesmo tempo, a frequência aos cultos religiosos também caiu significativamente. Hoje, 57% dos americanos dizem que raramente ou nunca frequentam igrejas; apenas 31% afirmamparti- cipar semanalmente ou quase semanalmente. Esses números revelammais doque umafastamento institucional das igrejas. Eles apontam para um fenô- meno mais profundo, um enfraquecimento da per- cepção de transcendência. Durante grande parte da história dos Estados Unidos, a fé desempenhou papel central na construção da identidade nacional. Acrença emDeus, emumpropósito superior e emuma ordem moral acima da vontade humana influenciou valores sociais, comunitários e familiares. Anova realidademostra umpaís emtransformação. Entre os jovens adultos, especialmente aqueles com menos de 30 anos, o distanciamento religioso é ainda mais evidente. Cerca de 35% dizem não ter qualquer religião. Esse grupo etário também apresenta os menores níveis de participação em cultos religiosos. Apenas um quarto afirma frequentar igrejas sema- nalmente. A mudança tem forte componente geracional. À medida que as gerações mais antigas, historicamente mais religiosas, são substituídas por gerações mais jovens e mais seculares, o peso da religião na vida pública e privada tende a diminuir. Trata-se de um processo gradual, porém consistente ao longo das úl- timas duas décadas. Esse fenômeno levanta reflexões importantes. A religião, independentemente da tradição, sempre exerceu papel estruturante nas sociedades humanas. Ela ajudou a criar vínculos comunitários, oferecer sentido à existência e estabelecer parâmetros morais que ultrapassam interesses individuais imediatos. Quando esse referencial perde força, abre-se espaço para novas formas de identidade e pertencimento, mas tambémpara umcenário demaior individualismo e fragmentação social. A sociedade americana não se tornou necessaria- mente irreligiosa.Milhões de pessoas ainda consideram a fé elemento central de suas vidas. Protestantes, ca- tólicos, comunidades religiosas negras e populações do sul do país continuam mantendo forte vínculo com a espiritualidade. Mesmo assim, a tendência de longo prazo aponta para um declínio constante da prática religiosa organizada. O que emerge desse cenário é uma sociedade que busca novas formas de significado.Muitos americanos continuamprocurando respostas espirituais, mas fora das instituições tradicionais. A fé institucional perde espaço; a espiritualidade individual ganha terreno. ■ Igrejas vazias e almas inquietas nos EUA E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ
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