Diário do Amapá - 05 e 06/04/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 05 E 06 DE ABRIL DE 2026 A quantidade de riqueza não tributada escondida no exterior, em paraísos fiscais, pelo 0,1% mais rico supera toda a riqueza da metade mais pobre da hu- manidade, que corresponde a 4,1 bilhões de pessoas. A conclusão é da Oxfam, a partir de análise realizada no contexto dos dez anos do escândalo conhecido como Pa- nama Papers, em 31 de março deste ano. À época, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês) fez uma investigação sobre a indústria de empresas offshore. Esse tipo de empresa pode ser usada para esconder dinheiro e dificultar o rastreamento de seus verdadeiros donos. Milhões de documentos vazados foram esmiuçados por mais de 370 jornalistas de 76 países. A Oxfam estima que US$ 3,55 trilhões em riqueza não tributada foram escondidos em paraísos fiscais e contas não declaradas em 2024. “Esse valor supera o PIB [Produto Interno Bruto] da França e é mais que o dobro do PIB combinado dos 44 países menos desenvolvidos do mundo”, divulgou a organização. Desse total estimado, o 0,1% mais rico detém aproxi- madamente 80% de toda a riqueza offshore não tributada, o que equivale a cerca de US$ 2,84 trilhões. Uma década depois do escândalo, os super-ricos continuam a usar es- truturas offshore para sonegar impostos e ocultar ativos. “Os Panama Papers levantaram o véu sobre um mundo sombrio onde os mais ricos movimentam silen- ciosamente fortunas imensas para além do alcance dos impostos e da fiscalização. Dez anos depois, os super- ricos continuam escondendo verdadeiros oceanos de ri- queza em cofres offshore”, diz, em nota, o coordenador de Tributação da Oxfam Internacional, Christian Hal- lum. Segundo a organização, há urgente necessidade de uma ação internacional coordenada para tributar a riqueza extrema e acabar com o uso de paraísos fiscais. Hallum ressalta que a situação envolve poder e impunidade. “Quando milionários e bilionários escondem trilhões de dólares em paraísos fiscais offshore, eles se colocam acima das obrigações que regem o resto da sociedade.” ■ NÃO TRIBUTADO Oxfam estima em US$ 3,55 tri riqueza escondida em paraísos fiscais ● A produção industrial avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo cres- cimento consecutivo. Com o resul- tado, o setor acumula expansão de 3% este ano. A produção industrial se en- contra 3,2% acima do patamar pré- pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado emmaio de 2011. Os dados são da Pesquisa In- dustrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente da PIM, André Ma- cedo, avalia que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses de 2025, com perfil dissemi- nado de crescimento. “Enquanto janeiro foi caracte- rizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um pro- cesso de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, explica o pesquisador. Segundo o IBGE, o crescimento da produção industrial foi registrado nas quatro grandes categorias eco- nômicas e em 16 dos 25 ramos pes- quisados. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram observadas em veículos automoto- res, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do pe- tróleo e biocombustíveis (2,5%). “Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automó- veis e autopeças, na indústria au- tomobilística, e derivados do pe- tróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e bio- combustíveis”, disse André Mace- do. "A atividade de veículos auto- motores, reboques e carrocerias acumula expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026 e eli- mina o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025”, mostra o IBGE. “A produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocom- bustíveis, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento, regis- trou ganho de 9,9% neste período", aponta o IBGE. Entre as atividades que apre- sentaram recuo, a principal influên- cia veio da produção de farmoquí- micos e farmacêuticos (-5,5%), que intensificou a queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%). “Na indústria farmacêutica, ca- racterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciado, em grande medida, pela elevada base de comparação, em função do avanço de 19% acu- mulado nos dois últimos meses de 2025", explica o gerente da pesqui- sa. A pesquisa também destaca os impactos negativos observados nos setores de produtos químicos (- 1,3%) e de metalurgia (-1,7%). ■ INDÚSTRIA NACIONAL AVANÇA 0,9% EM FEVEREIRO CRESCIMENTO V Foto/ Arquivo/Agência Brasil

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