Diário do Amapá - 07/04/2026

Jornalistas unidos Jornalistas, publicitários e outros profissionais de comunicação de Minas organizaram o Movimento Resgate AMI, e lançaram um abaixo- assinado para resgatar a sede e redemocratizar a Associação Mineira de Imprensa (AMI). O movimento alega que a AMI “deixou de exercer a colegialidade e representatividade dos profissionais e empresas de comunicação que lhe cabiam”, nas mãos de outras pessoas, atualmente. Saúde no Rio O Rio de Janeiro recebe o fisweek e o Rio Health Fórum entre 11 e 13 de novembro. Os eventos, que ocorrem na Marina da Glória e no MAM, reúnem líderes do setor para debater inovação e parcerias estratégicas. As inscrições já estão abertas. O encontro consolida a cidade como o principal polo de tecnologia e tendências médicas da América Latina. …milionário Kruschevsky e Ana Patrícia Leão são advogados de Fabiana, maior empresária de escola de balé da Bahia. Não satisfeitos, após perderem julgamento que retira a pensão semivitalícia para cliente, (isso já custou quase R$ 11 milhões), a pressão voltou-se contra o desembargador Cícero Landim, que emitira voto contra o benefício que já dura 84 meses. Landim se declarou “impedido”, e haverá novo julgamento. Dez desembargadores já passaram pelo caso. Leia detalhes no site da Coluna. Perigo dos drones Os drones com grande alcance (hoje até nas mãos de crianças) se tornaram um problema sério no espaço aéreo dos aeródromos de capitais, e a ANAC não tem braços suficientes para fiscalizar e punir. Na quinta-feira (2) pela manhã, os controladores de voo do Aeroporto do Galeão, no Rio, ordenaram a pilotos de aviões comerciais a mudança de cabeceira para pouso (RNP B THR 02) por causa de drones na região do Maracanã. Divórcio… Após a Coluna citar que a desembargadora da Bahia Heloísa Graddi estava às vésperas da aposentadoria, ela confirmou a pendura da toga. Dona Graddi gozava de licença e quase voltou ao TJ só para votar na ação do divórcio milionário de Fabiana Gordilho contra Lucas Abud, mas sentiu cheiro de enxofre. Ela teria sido “convocada” para a ação em que o advogado do Banco Master, Eugênio Kruschevsky, defende Fabiana. O nosso ouro – parte 2 AAssociação Nacional do Ouro (ANORO) enviou ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ofício nº 101/26 questionando o porquê de a instituição não prestigiar os brasileiros na compra do metal. Representante de quatro das cinco corretores legalmente credenciadas a vender para o BC, a ANORO indagou “Quais são as razões jurídicas, prudenciais, regulatórias, contábeis, operacionais, logísticas, cambiais, reputacionais e estratégicas que levam o Banco Central do Brasil a não adquirir ouro ativo financeiro no mercado doméstico”. Há 30 anos o BC tem priorizado a compra tímida do ouro no exterior, mas chamou a atenção das corretoras nacionais o grande volume adquirido para reservas no último ano. Hoje, o BC adquire ouro em especial dos EUA, Suíça e Emirados, e as brasileiras vendem principalmente para os países do Oriente Médio. “Cuida-se de questão que alcança, simultaneamente, a soberania nacional, a eficiência administrativa (…)”, e “A aquisição externa pode importar dependência de cadeias internacionais de suprimento, custos e fricções logísticas adicionais, exposição cambial na etapa aquisitiva”, cita a ANORO. O Banco Central não tem se posicionado na praça sobre essas cobranças. A partir desta segunda-feira (6/4), empresas de todo o país deverão orientar seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnósticos de cânceres de mama, próstata e de colo do útero. Norma publicada hoje no Diário Oficial da União altera a Consolidação das Leis do Trabalho para incluir tal obrigação ao empregador. As informações devem estar em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde. Além disso, os trabalhadores devem ser informados sobre a possibilidade de deixar de comparecer ao serviço em casos de exames preventivos, sem prejuízo do salário. Parceria O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo, divulgado no fim de março, é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde. O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sis- tema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demons- trado grande eficácia. ■ SAÚDE Empresas deverão informar trabalhadores sobre cânceres e vacina P ela primeira vez desde que se tornou representante máximo da Igreja Ca- tólica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a bus- carem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos. “Quem tem armas nas mãos, que as de- ponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV, neste domingo (5). O líder religioso criticou a falta de sen- sibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indife- rentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indife- rentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”. Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou o líder católico. Leão XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos. “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respei- tosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas con- tribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou o papa; Ele lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”. “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa aco- lher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar in- diferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!” Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.” ■ APATIA "ESTAMOS NOS TORNANDO INDIFERENTES À VIOLÊNCIA", ALERTA PAPA LEÃO XIV V Foto/ Tiziana FABI / AFP ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 07 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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